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Desde 17 de Agosto 2012

sábado, 29 de setembro de 2012

NOITE SEM FIM - Luly Diniz



Sonhos voam entre as estrelas ao léu,
A lua se esconde medrosa.
Range os dentes da melancolia.
Aperta a fome do amor perdido...
Olhos sedentos tateiam no breu.
A escuridão esconde um segredo...
...O amor se perdeu... A paixão se foi.
No irreal sonho de amor à noite segue indiferente,
A Alma gela,
A flor definha,
A brisa não passa...
A madrugada se aproxima...
Entre uma vírgula e um ponto cai uma lágrima
Borra o papel rabiscado do bilhete inacabado.


25/09/12
 
 
 
 
 
Luly Diniz
 
 
 

ARCO-ÍRIS

 
 
 
 
 
Em cada fio, uma cor
Tessitura divina
Suspensa no céu
Melodia suave
Que ecoa no ouvido da plateia,
Em si bemol:
- Acorde!
Ordena o sol
Soberano,
Amarelo-ouro.
 
 
 
 
 

SUCINTO

 
 
 
 
Perca-se nestas curvas e linhas.
As minhas que, afinal...
...são suas!




22.09.2012

 
 
Geane Masago
 

POESIA DA PRIMAVERA

 
 


Passamos por várias estações
Esperando pela mais bela
Aquela que nos inspira
Romantismo e delicadezas
sonhos e encantos
tanta beleza.

Adormeço nessa noite de inverno frio
Amanheço com o azul onde a primavera me floriu.
Com seu aroma
despertou a essência da minha alma
brotou esperança
desabrochou a calma
Novos frutos
Novas flores
com suas cores.

Pássaros cantando em louca revoada
nasceu a primavera
com o romper da alvorada
doces caminhos, doces carinhos
tudo acontecendo
em um mês de setembro




NEIDINHA BORGES E ROSANE SILVEIRA










 

 

DESEJOS

Dilma de Caboclo
 

SUBURBIOS DE MIM



Dor galopante que me percorres...
Invades-me até aos subúrbios,
és presente e os teus mormurios,
são vento, ventania, que tu escolhes!
Arrastas, devastas á tua passagem...
Porém não caio,
de ti saio,
não és mais que uma etapa da minha viagem...
... e; nos subúrbios de mim,
ficam marcas, mas há também um sim!

Saxon 17-9-2012
Mc.Batista

OUTONO (Haiku)


 
 
Cansadas de serem verdes,
caem ocres,
as folhas.
 
 
 
 
 
Sol da noite
 

 
 
 
 
 
 
 
 

A NUVEM...



 
Ontem à noite olhei o céu e julguei vê-la.
Hoje de manhã voltei a olhar e tive a mesma sensação!...
Então em pensamento, pedi a uma nuvem que passava que me levasse para junto de si...
Nem que fosse por um bocadinho, só um bocadinho ao pé de si....
Mas ela nada me disse....
Então, reparei melhor na nuvem, e vi que a nuvem era mesmo você...
Então percebi...
...que seja de noite ou de dia, para estar junto a si, basta olhar o céu...!!!
 



Sol da noite
17.11.2011

ESSA AUSÊNCIA QUE É PRESENÇA


 
O teu cheiro,
está em tudo...

A tua voz,
faz-se ouvir no vazio...
...

Os teus passos sentem-se...
O teu riso ecoa na minha mente...

Os teus olhos,
vejo-os nas paredes!

O teu corpo está no ar que respiro.
Sinto-te...
Nos ecos,
no vazio,
estás presente!...

Acordo contigo ao meu lado,
ausente...

Distante, longe, presente!!!

Essa ausência que é presença.
Essa distância, dolorosa e lenta espera...
Que me mata, lentamente...

E o medo, medo de te não tornar a ver...


Sol da noite
2011/2012 (Revisto)

QUANDO UM ANJO CHORA

Nuvens se desfazem...
Sol encoberto,
pingos por certo,
de Amor, que as lágrimas trazem!

E... se ele chora é por Amar...!
Despe-se em ternura,
oferecendo-nos brandura,
não tristeza; mas sim, o mais belo olhar!

Quando um anjo chora são cascatas de Amor,
deslizando lentamente, lágrimas não de dor;
de paciência, de um reconforto preste a vir!

Quando chora...! Chora em mim,
rega-me a alma! Lá; encontro um sim,
um conforto, que dá a mão ao mais belo sorrir!

Saxon 22-9-2012
Mc.Batista
 3º LUGAR «POEMA DA SEMANA» 28.09.2012

JARDIM DAS MIL FLORES






 
 
Num jardim de mil flores,
te vi.

Contemplando,
teu odor senti.
 
Pétala a pétala,
te desfolhei.
 
Te li!


Sol da noite




2º LUGAR «POEMA DA SEMANA» 28.09.2012

EU NÃO SOU QUEM TU SONHAS


 
 
Eu não sou quem tu sonhas...
Eu sou o que esquecerás!
Eu não sou daisy ou amor perfeito...
Sou flor e espinhos!
Mais espinhos!...

A minha vida é saudade,
lamuria e abismo!

As minhas mãos sim,
são um voo de caricias...
Que jamais tocaste,
nem tocarás!

E, esse beijo de amor...
Que na minha boca não entregaste.
perdeu-se no infinito..
Com as asas partidas,
sem poder voar...
Tornou-se uma estrela,
sem luz!
Que quando o céu olhares...
Só poderás imaginar ver a brilhar!...
 
 
 
2011/2012 (Revisto)
Sol da noite



Vencedor «POEMA DA SEMANA» 28.09.2012

ESTA GENTE - ANDRESEN Sophia de Mello Breyner


Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome


in AO PORTO Colectânea de Poesia sobre o Porto (2001)
de Adosinda Providencia Torgal e Madalena Torgal Ferreira






Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu na cidade do Porto a 6 de Novembro de 1919 e faleceu em Lisboa no dia 2 de Julho de 2004.
É no Porto mais precisamente na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude.
Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, não chegando a terminar o curso.
Foi mulher do jornalista Francisco Sousa Tavares de quem teve cinco filhos, talvez por isso a razão de escrever contos infantis.
Motivos concretos e símbolos excepcionais para cantar o amor e o trágico da vida foi-os buscar ao mar e aos pinhais que contemplava na Praia da Granja; com a sua formação helenística, encontrou evocações do passado para sugerir transformações do futuro; pela sua constante atenção aos problemas do homem e do mundo, criou uma literatura de empenhamento social e político, de compromisso com o seu tempo e de denúncia da injustiça e da opressão.
De entre vários prémios obtidos salientamos o Prémio Camões com que foi agraciada em 1999.

Obras poéticas:
Poesia (1944), Dia do Mar (1947), Coral, (1950), No Tempo Dividido, (1954), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962) Geografia (1967), Dual (1972), Nome das Coisas (1977), Musa (1994), etc. Obras narrativas: O Cavaleiro da Dinamarca, Contos Exemplares, Histórias da Terra e do Mar, A Floresta, A Menina do Mar, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.

**********

CRIANÇAS DE S.VÍTOR - ANDRADE Eugénio de


As crianças são
o verde dos frutos,
as abelhas todas
do rumor dos pulsos.
Os anjos procuram
impedir que cresçam,
quebram-lhes a raiz
tímida do desejo.
Trago-as comigo,
deito-as no poema,
o que em mim é riso
põe-se à janela.



in AO PORTO Colectânea de Poesia sobre o Porto (2001)
de Adosinda Providencia Torgal e Madalena Torgal Ferreira



 
 
Eugénio de Andrade, pseudónimo literário de José Fontinhas, nasceu no dia 19/01/1923 em Póvoa de Atalaia, concelho do Fundão, e faleceu no Porto no dia 13/06/2005.
Viveu em Lisboa, tendo frequentado a Escola Técnica Machado de Castro. Terminados os estudos liceais e após cumprir o serviço militar, entrou para o funcionalismo público como inspector dos Serviços Médico-Sociais (1947-1983).
Em 1950, é transferido para o Porto, onde fixa residência.
A  poesia vem de muito cedo, tendo alcançando grande notoriedade com livros como As Mãos e os Frutos (1948) e Os Amantes sem Dinheiro (1950).
Como tradutor, foram vários os poetas estrangeiros, de quem traduziu as suas obras, entre eles destacam-se Federico García Lorca e Safo, organizou várias antologias, sendo a mais conhecida a que dedicou ao Porto com o título Daqui Houve Nome Portugal (1968).
Em 1982, o Presidente da República conferiu-lhe o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Em 1989, ganhou o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro O Outro Nome da Terra. Nesse mesmo ano, recebeu o prémio Jean Malrieu para o melhor livro de poesia estrangeira publicado em França com a obra Blanc sur Blanc.
Em 1990, é criada no Porto a Fundação Eugénio de Andrade.
Obras:
As Mãos e os Frutos (1948), Os Amantes sem Dinheiro (1950), As Palavras Interditas (1951), Até Amanhã (1956), Coração do Dia (1958), Mar de Setembro (1961), Ostinato Rigore (1964), Antologia Breve (1972), Véspera de Água (1973), Limiar dos Pássaros (1976), Memória de Outro Rio (1978), Rosto Precário (1979), Matéria Solar (1980), Branco no Branco (1984), Aquela Nuvem e Outras (1986), Vertentes do Olhar (1987), O Outro Nome da Terra (1988), Poesia e Prosa (1940-1989) (obra completa, 1990), Rente ao Dizer (1992), À Sombra da Memória (1993), Ofício de Paciência (1994), Trocar de Rosa / Poemas e Fragmentos de Safo (1995), O Sal da Língua (1995).

**********


DIA DE SOL - SENA Jorge de


Sob a teia de sombra dos galhos outonais,
passaram crianças
guiando na aragem
a outra já morta.

Não era a mãe nenhuma das mulheres.
Falavam tranquilas;
quase não vivera,
tão pequeno aínda.

E, rio acima, íam subindo barcos,
hora a hora menores,
na distância tão grande,
que alisava as águas.

(Segundo Mécia de Sena, o poema Dia de Sol decorre nas Fontaínhas)


in AO PORTO Colectânea de Poesia sobre o Porto (2001)
de Adosinda Providencia Torgal e Madalena Torgal Ferreira





Jorge de Sena (1919-1978) nasceu em Lisboa e faleceu em Santa Barbara, Califórnia, Estados Unidos da América.
Frequentou o curso de Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia do Porto, tendo trabalhado entre 1948 e 1959 como engenheiro na Junta Autónoma das Estradas. 
Em 1959 parte para o Brasil, fazendo o doutoramento em 1964 na área de literatura portuguesa.
Em 1965 parte para os Estados Unidos, lecionando primeiro em Wisconsin e, a partir de 1970, na Universidade da Califórnia em Santa Barbara.
Em 1977 recebeu o Prémio Internacional de Poesia Etna-Taormina.
A nível literário, Jorge de Sena, esteve ligado aos Cadernos de Poesia com José Blanc de Portugal, Rui Cinatti, entre outros.
A par da sua escrita poética e ficcional, há a salientar os estudos teóricos sobre literatura portuguesa e inglesa, em especial aqueles que se referem a Camões e a Fernando Pessoa.
Obras poéticas:
Poesia – I (1977), Poesia – II (1978), Poesia – III (1978).
 
Ficção: O Físico Prodigioso (novela, 1977), Andanças do Demónio (contos, 1960), Novas Andanças do Demónio (1966), Antigas e Novas Andanças do Demónio (contos, 1978), Os Grão-Capitães (contos, 1976), Génesis (contos, 1983), Sinais de Fogo (romance, 1979).

Teatro: O Indesejado (António Rei) (1951), Amparo de Mãe e mais cinco peças em um acto (1974).
 
Ensaio: Da Poesia Portuguesa (1959), História da Literatura Inglesa (1959-1960), A Estrutura de Os «Lusíadas» e Outros Estudos Camoneanos e de Poesia Peninsular do Século XVI (1970), Os Sonetos de Camões e o Soneto Quinhentista Peninsular (1969), Fernando Pessoa & Cª Heteronímica (1982), etc.




 


 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

TESTAMENTO - LARA Alda


À prostituta mais nova,
do bairro mais velho e escuro,
deixo os meus brincos, lavrados
em cristal, límpido e puro...

E àquela virgem esquecida
rapariga sem ternura,
sonhando algures uma lenda,
deixo o meu vestido branco,
o meu vestido de noiva,
todo tecido de renda...

Este meu rosário antigo,
ofereço-o àquele amigo
que não acredita em Deus...

E os livros, rosários  meus
das contas de outro sofrer,
são para os homens humildes,
que nunca souberam ler.

Quanto aos meus poemas loucos,
esses, são de dor
sincera e desordenada...
esses, que são de esperança,
desesperada mas firme,
deixo-os a ti, meu Amor...

Para que, na paz da hora,
em que minha alma venha
beijar de longe os teus olhos,

vás, por essa noite fora...
com passos feitos de lua,
oferecê-los às crianças
que encontrares em cada rua...

Lisboa, 1950

in ALDA LARA A Mulher e a Poetisa (1966)


www.bibliothequeduvalais.blogspot.com tem um exemplar de ALDA LARA A Mulher e a Poetisa - ALBUQUERQUE Orlando de (1966) (25 €). Para o adquirir ou saber mais sobre ele deverá contactar voarnapoesia@gmail.com .





Poetisa angolana, Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque nasceu a 9 de junho de 1930, em Benguela.
Tendo vindo para Portugal muito nova, concluiu em Lisboa o ensino secundário. Distinguiu-se como aluna no Colégio de Paula Frassinetti da cidade de da Bandeira - hoje Lubango - e no Liceu D. Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, onde terminou o 7.º ano.
Começando por frequentar a Faculdade de Medicina de Lisboa, acabou o curso em Coimbra, onde apresentou uma tese sobre "Psiquiatria Infantil". Reconhecida no meio académico, esta tese proporcionou-lhe um convite para se especializar em Paris, para que depois ingressasse num estabelecimento psiquiátrico de Lisboa. Contudo, a sua dedicação e amor à Terra-Mãe impediu-a de responder a esta solicitação.
Irmã do escritor Ernesto Lara Filho, casou-se com o escritor Orlando de Albuquerque, também médico de profissão, e frequentou, como muitos outros seus conterrâneos, a da Casa dos Estudantes do Império (CEI), onde desenvolveu imensa atividade.
Com uma grande ligação ao mundo literário, Alda Lara era reconhecida pela sua capacidade de declamação, cuja singularidade atraiu, entre outros, os poetas africanos. Assim, fez vários recitais em Lisboa e Coimbra, transformando estes lúdicos momentos em verdadeiros veículos de divulgação da poesia negra, até então ainda muito desconhecida.
Foi colaboradora de alguns jornais e revistas, nomeadamente do Jornal de Benguela, do Jornal de Angola, do ABC e Ciência e da revista Mensagem da CEI, da responsabilidade do Departamento Cultural da Associação dos Naturais de Angola (ANANGOLA). Nesta revista publicou, no número de abril de 1952, o poema "Rumo", dedicado ao falecido estudante e contista moçambicano João Dias.
Integrando a Geração da Mensagem, fortemente influenciada formal e tematicamente pela corrente Modernista de 1922 e pelo Neorrealismo português, a autora vai saciar-se nas origens do seu povo, descaracterizado por imposição da cultura colonial. Neste pretérito ancestral, metaforicamente designado por "Mãe África", a autora, assim como todos os "poetas mensageiros" vai encontrar a Alma da sua produção textual através da qual procura "despir-se" da camisa opressiva da história colonial. O drama dos contratados, a situação da mulher angolana, a repressão exercida sobre o uso das línguas nativas, o desejo de regressar, etc., são, por isso, temas recorrentes e abordados de forma avassaladora:
O Regresso
 
Quando eu voltar,
que
se alongue, sobre o mar,
o
meu canto ao Criador!
Porque me deu, a vida e o amor,
para voltar...

(...)

 Ah! Quando eu voltar...
Hão-de as acácias rubras,
a sangrar
numa verbena sem fim,
florir para mim!...
E o sol esplendoroso e quente,
de gritar na apoteose do poente,
o sol ardente,

o meu prazer sem lei...
A minha alegria enorme de poder
enfim dizer:
Voltei!!...


Tendo sido publicada postumamente num volume biográfico e de poesia e num caderno de contos pelo seu marido, Orlando de Albuquerque, a sua obra figura em diversas antologias, a saber: Antologia de poesias angolanas, Nova Lisboa, 1958; Amostra de poesia in Estudos Ultramarinos, n.º 3, Lisboa, 1959; Antologia da Terra Portuguesa - Angola, Lisboa, s/d; Poetas Angolanos, Lisboa, 1962; Poetas e Contistas Africanos, S. Paulo, 1963; Mákua 2, Antologia Poética, da Bandeira, 1963; Contos Portugueses do Ultramar- Angola, 2.º volume, Porto, 1969; Livros Póstumos: Poemas, da Bandeira, 1966; Tempo de Chuva, Lobito, 1973.
Com uma atividade diversificada, fez também algumas conferências, uma das quais - "Conferência sobre problemas da Assistência Médica Missionária em África" - se encontra publicada, dada a sua importância e repercussão.
Depois da sua morte, a Câmara Municipal de da Bandeira instituiu o Prémio Alda Lara para poesia.
Faleceu em Cambambe, no Kwanza-Norte, a 30 de janeiro de 1962.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PESSOA Fernando por JOÃO VILARET e outros


O GRITO DAS FRAGAS - REIS Castro

Com o meu abraço
fraterno a todo o povo
da Região de Trás-os-Montes.

Sinto rasgar-me a carne a tua voz,
O teu clamor, a tua solidão;
Esta mágoa, esta dor de estarmos sós,
O teu grito de revolta é meu irmão!

Trás-os-Montes, das fragas colossais,
No teu ventre nasceram meus avós.
Herdei de ti o sangue de meus pais,
Sinto rasgar-me a carne a tua voz!

Minha terra esquecida,
Terra mártir,
Terra que não é terra, é coração
Dum povo, que a sangrar, por si reparte
O teu clamor, a tua solidão!

Fazer das fragas pão é mal eterno,
É verdade que dói, destino atroz...
Tão perto estás do céu, e é o nosso inferno
Esta mágoa, esta dor de estarmos sós!

Trás-os-Montes, de raivas e mil pragas
Está marcado o teu sagrado chão...
Bendito sejas tu povo das fragas,
Teu grito de revolta é meu irmão!

Porto, Dezembro de 1977

in O GRITO DAS FRAGAS (1983)


www.bibliothequeduvalais.com tem 1 exemplar disponivel da obra O GRITO DAS FRAGAS (1983)
(25 €). Para o adquirir ou saber mais sobre o mesmo contacte voarnapoesiablog@gmail.com





CASTRO REIS, Poeta, Escritor e Jornalista,
De seu nome completo, José de Castro Reis, nasceu na cidade do Porto a 28 de Março de 1918 na típica Freguesia de Miragaia  tendo falecido a 9 de Fevereiro de 2007.
A sua dedicação e interesse pelas coisas do espirito e da cultura e em particular a sua profunda paixão pelas Musas, nasceram-lhe na alma e no coração desde muito novo, sendo relevante a sua acção no campo das actividades literárias como colaborador de diversos jornais e revistas do País e estrangeiro, tendo exercido em alguns deles, as funções de coordenador e director de "Suplementos Literários".
Sócio efectivo da Associação dos Jornalstas e Homens de Letras do Porto, bem como de diversas associações recreativas e culturais, onde, além de elemento directivo, em algumas delas, a sua actividade se evidenciou como devotado inpulsinoador da cultura, tendo sido um dos directores do Grupo de Estudos Brasileiros do Porto, e apaixonado dedicado ao estudo e intercâmbio da cultura luso-brasileira.
Poeta muito galardoado em certames literários, foi alvo em 1963 de uma expressiva homenagem no Brasil pela sua obra poética, possuindo varios louvores e condecorações, concedidas por diversas associações de recreio e cultura assim como Academias nacionais e estrangeiras.
Foi membro da Academia Internacional de "PONTZEN", de Letras, Ciências e Artes com sede em Nápoles-Italia, que, em 1980; lhe concede o grau de Académico de Mérito, e Diploma, pela sua obra poética, distinguindo-o ao mesmo tempo, com o Prémio de Poesia "Laurel de Ouro", atribuido ao seu livro de poemas "Cântico Liberto", editado em 1978 no XIV Concurso Internacional de Literatura e Arte incluindo alguns dos seus poemas, na sua Antologia Internacional Plurilingue Ilustrada -1980.
Em 1981 - é galardoado pela mesma Academia, com o prémio de poesia, "Grande Medalha Cetro de Ouro", com o qual é dstinguido no XV Concurso Internacional de Selecção e de Literatura e Arte, e que, em 1982, lhe confere também o Prémio de Poesia "Coroa de Ouro", com a inclusão das produções premiadas, nas Antologias Internacionais, publicadas por aquela Academia.
Foi também membro activo da Academia de "Artes Ciências e Letras", de Paris, que, em Abril de 1983 o distingue com o alto galardão "Medalha de Prata e Diploma Honorifico".
Pertenceu como membro directivo, à antiga Sociedade Portuguesa das Ciências, Artes e Letras, (Academia Portuense), que o louvou algumas vezes pelos altos serviços prestados àquela instituição, e fundou e dirigiu com outros elementos, o Grupo de Acção Recreativa e Cultural Semente Nova (GARS).
Algumas das suas obras publicadas : “Amor e Cruz” (poemas – 1960); “Cântico Liberto” (poemas – 1978); “O Grito das Fragas (Poemas – 1983); “Esta Cidade que Eu Amo” (Poemas – 1985); “Bodas da Primavera par a Paz” (Poemas – 1989) e “Etéreas Sinfonias de Natal” (Poemas – 1997).

Kondor (Brasil) DESEJO....Autoria e Interpretação : Kondor


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

EU, MEU PAI E OS OUTROS AMORES.... REIS Lilian




Lilian Reis, casada, dois lindos filhos.
Graduada em Letras Português/Inglês.
"Louca" por cinema e séries, ama leitura e escrita.
Gosta de escrever contos e... longas histórias.











Lilian Reis fala de si....

 "Tenho a maior dificuldade em parar de escrever. Ninguém me incentivou a ler ou escrever. Desde quando tinha 13 anos gostava de passar em frente a uma banca e ficar horas lendo sinopses de romances. Comprava compulsivamente e depois comecei a trocar com as amigas. Fazíamos o que chamam hoje de “book tour”. Rsrsrs. Conseguia ler um livro daqueles em dois dias. Acho que daí surgiu a minha paixão pela escrita. Eu ficava imaginando que poderia ser eu ali, no lugar daquela personagem.
Entretanto, a vida nos desvia às vezes de nossos objetivos, embora eu jamais pensasse em escrever. Eu nunca imaginei que seria escritora. Como disse acima eu nem sabia o que eu queria.
Primeiro dediquei-me com afinco ao trabalho. Eu trabalhava num Jornal de grande circulação em Belo Horizonte, com pequenos anúncios. Sai desta empresa e dediquei-me à minha família, exclusivamente. Para passar o tempo eu fiz alguns cursos de artesanato e trabalhei como artesã por muito tempo, até que vi meus filhos crescidos e senti que era hora de cuidar de um sonho antigo. Cursar faculdade.
Foi na faculdade que me atrevi a escrever. Comecei a tecer textos e compilar ideias, entretanto não tinha coragem de mostrar a ninguém o que eu escrevia, até que um professor leu um conto meu e me levantou o astral. Ele incentivou-me a nunca deixar meus escritos nos fundo da gaveta. Ele é um homem sábio e muito culto, Professor Doutor e também Escritor Luiz Roberto Wagner.
Então, quando enviei o primeiro conto para ele, surpreendeu-se. “Vivemos de incentivo, quanto mais às pessoas nos incentivam, mais a gente adquiri confiança”. Resolvi então enviar outro e mais outro e ele só elogiava. Eu já havia escrito um romance e havia finalizado. Quanto mais eu escrevia mais ele me dava força. Comecei assim a buscar conhecimento acerca da escrita criativa. Vi vários vídeos de uma fofa que me incentivou muito Lycia Barros. Vi entrevistas, e uma das entrevistas que mais me motivou foi a de André Vianco. O exemplo dele e de Talita Rebouças é fantástico. Li muito durante todo o curso da faculdade. Li todos os gêneros e acredito que é lendo que se adquire certo traquejo e se enriquece o vocabulário.
Escrever o livro “Eu, meu pai e outros amores”..., foi a coisa mais gostosa do mundo. A história surgiu assim do nada. Sempre quis escrever algo que falasse do amor em todas as formas. Então, pensei na história de uma adolescente que viu seu mundo desabar e não sabia como reerguê-lo...
Fiquei lendo e relendo a histórias várias vezes e sempre encontrava algo que achava que poderia ficar melhor. Larguei o arquivo salvo e comecei a escrever outras histórias. Tenho algumas coisas escritas. Rsrs. Contudo, cismei com a história de Jade. E, um dia, vendo o vídeo do “Papo Literário” da Lycia Barros eu adquiri coragem e fiz uma sinopse. Entrei no site de algumas Editoras e as inscrições não estavam abertas. Esqueci o assunto e adiei meu lindo sonho por mais algum tempo até que. Atinei de entrar no site da Editora Novo Século. Vi que havia uma oportunidade. Preenchi o formulário e, algum tempo depois, entraram em contato comigo aprovando meu cadastro. Depois disso foi muito rápido. E, graças a DEUS eis-me aqui falando com vocês."


Como tudo começou
Lilian Reis
Acho que como tudo em minha vida, começar a escrever foi apenas uma questão de tempo. Sempre demonstrei, mesmo que inconscientemente, uma grande atração pelas letras, e, eu não poderia deixar de escrever algumas ideias que são tantas e verdadeiramente interessantes.
Dia desses busquei lá do fundo de minha alma o que estava perdido e encontrei vários sentimento
s e emoções. Senti uma vontade enorme de escrever. Deixei-me levar pelo entusiasmo e rabisquei algumas linhas, pequenos fragmentos do que seria meu eu lírico; e ele tem vontade, tem ilusões. Busquei entender os motivos pelos quais sempre quis escrever e nunca tive coragem. Comecei, então, dar vida ao meu delírio.



Voltando no tempo, lembro-me de querer ser Secretária Executiva, sempre achei o máximo ver aquelas mulheres bem vestidas e elegantes, com suas pastas nas mãos e seus penteados bem feitos. Mulheres de fibra, inteligentes, sempre bem maquiadas; queria aquilo para mim. “No fundo, eu acho que nem sabia o que eu queria”. Nunca pensei na hipótese de ser Escritora. Eu mal conseguia fazer uma “comunicação”!
Meu pai queria que eu prosseguisse com meus estudos, mas, na época, eu achava que estudar era tão difícil, que desisti sem mesmo tentar...
Um Escritor sempre escreve com a alma..., e para ilustrar isso, preciso dizer que acho que sempre tive alma de escritora, contudo eu não entendia. Gosto muito de escrever. Amo, na verdade. Tudo que penso acho que pode ser passado para o papel. E é talvez por esse motivo que resolvi expor todo o conteúdo de minha ilimitada memória.
A vida nos leva por caminhos sinuosos, difíceis, errados ou talvez, apenas nos deixa parados, e, somos nós, que escolhemos que caminho seguir; no meu caso, passei por vários atalhos, contudo acabei graduando-me e chegando aqui.
A escrita sempre esteve contida em mim, mesmo que bem lá no fundo, mas agora, eu estou contida na escrita. Agora ela aparece, e vem com força total. Transforma meu pequeno mundo num Globo, e por sua causa eu estudo lugares, descubro peculiaridades, meto-me a ser artesã, pintora, escultora, e outras dezenas de profissões.
Através da escrita, me tele transporto para onde eu quiser, depois tenho o prazer de narrar uma boa história.
Verdade seja dita, há sim um pote de ouro no final do arco-íris. Isso foi contado e eu já o vi. Atravessei essa ponte imaginária e dei de cara com a felicidade.
O meu eu agora tem vida própria, e desta maneira consigo e sei contar tudo que vejo e posso contar tudo que sonho. Basta que eu acredite na voz que me fala e na imagem que vejo em minha memória de sonhadora.
Hoje, dia em que resolvi colocar no papel meus pensamentos, talvez seja o dia mais frio do ano, e, provavelmente, será uma longa noite, uma vez que consigo pensar melhor no escuro. Penso, memorizo e logo escrevo por medo de perder o conteúdo de minhas ideias.
Imagino as mais variadas histórias com mocinhos, mocinhas e bandidos, mas também penso em poemas, canções e o meu fraco, as histórias de amor. Aqui, o importante para mim é o que consigo colocar no papel. De uma coisa eu tenho certeza, ler e escrever é ter a possibilidade de viajar por lugares ainda inexplorados. Basta fechar os olhos e imaginá-los.
Assim, à noite, enquanto alguns voltam do trabalho no frio da madrugada enfrentando o uivo do vento e sentindo suas mãos congelarem pela temperatura baixa e cruel, eu procuro entender o porquê das coisas; procuro dar vida a alguns personagens. Procuro viver alguns deles para contar para você uma linda história. É isso que me motiva é isso que me dá prazer!

 
 




SINOPSE
Eu, meu pai e os outros amores...

Há coisas na vida que acontecem e a pessoa se revolta, fica com raiva de tudo e de todos, contudo, Jade teve que aprender da maneira mais dura, que o mundinho no qual ela vivia era fútil, uma imensa bola cheia de nada.
Para Jade, tudo que importava era sua mãe, padrasto e amiga. O pai era um sonho inalcançável, uma figura por quem Jade nutria “sentiment
os incompreensíveis”.




Ela acreditava que aquela vida de badalações, academia de dança, luais, e festas eram tudo de bom, e para o qual valia a pena viver. O resto era descartável. Entretanto, Jade fora inserida “contra sua vontade”, em outro mundo. Um lugar completamente sem valor para ela. As pessoas pouco lhe interessavam e tampouco ela acreditava que eles se interessassem por ela. Para ela, uma garota da cidade grande, o que importava eram as coisas que ela podia fazer e a maneira como se divertia, e amava apenas essas pessoas que eram seu ”tudo”...

Uma história cheia de emoções, conflitos, dúvidas e descobertas, que tem um enredo gostoso, uma linguagem jovem e engraçada. Prepare-se para conhecer o outro lado do mundo de Jade. Uma adolescente quase adulta, que se mostrou rebelde, marrenta, irônica e teimosa. Será que Jade aprenderá com seus erros a ser uma pessoa melhor?

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SOMOS PARIDOS DEMASIADO CEDO - SOARES Teresa


Expelidos para o álvio vital
Que é o Mundo
- um Reino de liquidos avessos à concavidade mátrea
quente e transcendente.

Secos ou banhados noutras águas,
Caminhamos vorazmente
Amamos em salvação
Desamamos em ilusão
Sofremos em combustão
Enrodilhados em atalhos e risos
Lágrimas e juizos
Chocalhados em torno de eixos cósmicos
Onde acabamos por encontrar
Inevitavelmente6
A morte de quem morre
E a nossa própria morte,

Demasiado cedo.

(Bebamos entretanto deste vinho,
Antes que tal aconteça
E os ossos se desfaçam numa poça qualquer
Onde se lançam lágrimas verdadeiras,
-Outras de crocodilo,
Formando um lago tão longínquo
Do útero primacial.)


in FOLHAS LETRAS & OUTROS OFÍCIOS Nº 9 Ano 7 - Junho 2003 GRUPO POÉTICO DE AVEIRO 78p; www.bibliothequeduvalais.blogspot.com tem 1 exemplar fora de catálogo disponivel (10 €). Para o adquirir ou saber mais sobre a obra contacte voarnapoesiablog@gmail.com .