Os Nossos Amigos

Etiquetas

A VOAR NA POESIA (5) A) (6) Alessandra Brander (7) Alvaro Sertano (3) Ana Stoppa (25) Anderson Gouvêa (18) Antonio Anjes (11) Antonio Carlos Gomes (39) António Patrício (6) AQUELE POEMA (Gerlane Fernandes) (18) ARTE (6) AUTORES NA ANTOLOGIA VOAR NA POESIA (339) Barbara Nunes Guarany Kaiowá (46) Bosco da Cruz (10) Bruno Junger Mafra (22) CARD DA SEMANA (447) Carlos Lobato (9) Carlos Manuel Alves Margarido (48) Carmem Teresa Elias (5) Céu Pina (34) Claudemir Geronazzo Mena (21) Claudia Salles (11) Cleody Virgínia Silveira (1) Conceição Oliveira (9) CONCURSOS DE POESIA (1) Cris Anvago (19) Cyda Lyra (26) DECLAMAÇÕES-canções-etc. (12) Denise Alves de Paula (50) Dennys Távora (5) DESGARRADA POÉTICA (4) Dilma de Caboclo (12) Dulce Morais (18) Edleuza Nogueira Fonseca (18) Edson Moreira Costa (7) Elian Vieira Silva (13) Enide Santos (67) Eugenia Silveira (5) Fátima Abreu (Fatuquinha) (5) Felipe Rey Rey (12) FELIZ NATAL (46) Fernando Figueirinhas Nana (Naná) (21) FILHOS de Amigos (15) Flávia Marques (5) Flávio Castorino [FlaVcast] (3) FORMATAR (262) Francis Raposo Ferreira (10) Francisco Costa (46) Francisco Settineri (6) Freddy Diblu (13) Geane Masago (78) Gilberto de Almeida (2) Gilberto Wallace Battilana (6) Guria da Poesia Gaúcha (4) HAIKU - HAIKAI pela IMAGEM (6) Imara Ione Vieira (64) Irá Rodrigues (45) Isabel Lucas Simões (9) Jair Francisco da S. Junior (4) Jair Lisboa (7) Janaina Cruz (9) João Raimundo Gonçalves (jrg) (7) Joaquim Barbosa (14) Jonas R. Sanches (25) José Alberto Sá (13) José Carlos Moutinho (3) José Manuel Cabrita Neves (47) Jussara Marinho (18) Kondor My (3) Laisa Ricestoker (43) Leny Mell (41) Leyla Denyse (27) Lilian Reis (12) LIVROS DE POESIA (ALFARRABISMO) (62) Lúcia Polonio (31) Luciana Saldanha Lima (14) Luly Diniz (3) Magda Lopez (27) Marah Mends (4) Mari Alves (51) Maria C. Batista (83) Maria Elisa Ribeiro (24) Maria Helena (12) Mary Rosa (33) Menções Honrosas (339) Miriam Lorente Rodrigues (13) Moacir (23) Neidinha Borges (26) OFICINAS-WORKSHOPS-ETC. (1) Oswaldo Genofre (7) Paula Lourenço (6) Paulo Henriques Frias (7) Paulo Ras (4) POEMA DA SEMANA (68) POEMA TEMÁTICO (20) POESIA (1061) POESIA PARA CRIANÇAS - GRUPO (22) POETA DA SEMANA (4) POETAR (204) PRÉMIO VOAR NA POESIA. (33) Profª Fatuca Silva (8) QUEM É? (37) Rafael Silvestre (6) Renata Bicca (4) Rita Pinho (59) RÓ MAR (54) Rosa Ralo (7) Rosane Ramos (3) Rosiane Ceolin (6) Rudi Ceu (4) San Art's (15) Sérgio Lizardo (9) Silvia Dunley (2) Silvia Regina Costa Lima (4) Sol da noite (45) Sol Figueiredo (13) Solange Moreira de Souza (28) Sulamita Ferreira Teixeira (15) Teresinha Oliveira (Terê Oliva) (54) Valdecir de Oliveira Anselmo (35) Valter José Guerreiro (7) Vitor Moreira (14) VOAR NA POESIA - Aniversários (4) Vrs Palegre (19) Wilma Langer (26) Zé Loureiro (9)

Desde 17 de Agosto 2012

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cruz e flor - Elian Vieira Silva

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa

 
 
Elian Vieira Silva



Cruz e flor

É você...que faz nas manhãs inesperadas
Pulsar descompassado e sem rítmo
Meu coração desgovernado
Quando vem, sem aviso me amar

É você...que vira minha cabeça
E me faz sentir vibrar a vida
Na loucura dos desejos
Quando me enlaça e me domina

É você...doce inspiração
Que me faz voar na imaginação
Indo do inferno da tua ausência
Ao céu da tua deliciosa indecência

É você...que me conduz e me seduz
Nos caminhos desse amor
Por vezes cruz, por outras, flor
Quando me abraça ou se afasta

É você...quem me completa e faz de mim
Gente que vive intensamente
Pelo simples fato de viver
Na eterna espera de ter você...

(Nane-01/02/2013)

Por que não - Silvia Dunley

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa
 
 



Silvia Dunley


Por que não

Por que tenho que vestir a alma,
Quando preciso a roupa tirar.
Por que tenho receios de amar.
Se aos céus moradas ganhei.

Como esquecer sentimentos
Que me fizeram uma deusa.
Onde buscar ousadias,
Em braços que nunca os amei.

Tantos quantos e porquês.
Tempos idos e vividos.
Eu aqui sem dar ouvidos.

Cochilando meus anseios.
Castigando os meus ais.
Vou castrando essa fêmea.

Silvia Dunley 01-02-2013

BORBOLETA LILAS - Marco Aurelio Tisi

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa




Marco Aurelio Tisi


BORBOLETA LILAS

É um voo Poético,
é um voo eclético,
é um voo calmo,
é um voo almo.

É da Borboleta Lilas,
o voo tranquilo,
ele é sem estrilo,
ela voa de tal maneira,
que parece tomou restilo.

É a Borboleta Lilas,
que voa daqui até Goias,
e por onde voa leva a paz.

Ela é um presente da Natureza,
com sua beleza e destreza,
pra a gente olhar sem rudeza,
e sentir a certeza.
que ela representa a delicadeza,
de se viver com singeleza.

Borboleta Lilas,
venha sempre por aqui,
porque com você por aqui,
eu consegui,
a Paz que tanto pedi.

Marco A. Tisi

( 01/02/2013 )

BORBOLETAS - Teresinha Cardoso Cardoso

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa

 
 
Teresinha Cardoso Cardoso

 

BORBOLETAS

Voam aladas borboletas
Envoltas, dos segredos
sugados de minh'alma.
Libertas, sem medo
evolvem-se,neste enredo.
Pairam a desvendar
mistérios
escondidos,trancafiados.
Cúmplices
e um prazer imenso
por ter me desfraldado.
Borboletas voam levando
ao espaço...
O que em meu âmago
prisioneiro estava,
Deixando o prazer
pela vida oferecido
de ter sonhado um
dia...
de ver-me em teus braços!

Teresinha Lydice Cardoso...Goiânia..Go.
Imagem por Rough Art.

ABRAÇO - Imara Ione Vieira

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa


 
 
 
Imara Ione Vieira


ABRAÇO

Se o abraço mais forte,
te traz a vida, que bela
forma de braços e abraços
me inspiras!
No abraço mais apertado o
gosto doce do carinho mais
amado!
Abraça e aperta isso é proteção,
mais amigo, mais amante, mais um
tudo que a tudo conduz!
A calma, a paciência neste abraço
encontrei, mais abraçada quero ser,
neste abraço de amor, quero viver
eternamente!

Imara Ione Vieira

QUEM SABE UM DIA - Solange Moreira de Souza

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa





Solange Moreira de Souza


QUEM SABE UM DIA

Nas curvas que a vida dá,
Quem sabe um dia novamente
Encontrar-nos-emos.

E viveremos aquele amor
Interrompido.
Interrompido pela falta de
Amadurecimento, pela arrogância.

O amor é um sentimento muito delicado
E não aceita este despreparo.

Talvez tenha ido pelo caminho,
Aquele caminho em que se
Acha que o mundo espera.
Vejo agora que não.

A conseqüência está sim
Apontada, pelo desapontamento,
Pelo sofrimento de uma separação.
Separação de um amor ainda
Existente.

Nada mais triste do que isto.
É ter tido asas para voar e não
Não ter saído do lugar

Acomodando-se sem a coragem
De lutar.

Sinto agora, somente agora,
Que a vida sem o seu amor
Perdeu a cor.

Mas quem sabe um dia este,
Amor ainda se encontrará nas curvas
Que a vida dá.

Solange Moreira de Souza

OUTRO MUNDO POSSÍVEL - Guria da Poesia

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa



 
 
Guria da Poesia


OUTRO MUNDO POSSÍVEL

É possível, sim, se tu não fores omisso,
Se fizeres crível, será tangível e visível,
Se tentares trilhar o caminho pra o bem
Com que de melhor sabes, podes e tens,
Se tentares equilibrar a hora de brincar e
A de trabalhar, se fortificares a sabedoria
Da humildade e fragilizares a da vaidade,
Se ao invés de invejares tentares copiar,
Se tu tiveres coragem nas adversidades e
Não mentires e te omitires como covarde,
Se associares amar a doar, se priorizares
Ser a ter, se mais abrigares que obrigares,
Se mais tu agradeceres do que solicitares,
Se muito mais auxiliares do que criticares,
Se compartilhares mais do que ocultares,
Se preferires libertar a encarcerar e, ainda
Se observares que não há problema de pé
Para quem tão grande Deus quanto sua fé!
Guria da Poesia Gaúcha

Moléstia - Laisa Ricestoker

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa

 
 
Laisa Ricestoker



 
Moléstia

Para iniciar uma guerra
E provocar um infarto fulminante nos amantes
Conclui que o amor é uma doença
Infecciosa, dessas bem contagiosas
Você fica com leseira, indisposição
A noite não dorme bem, de dia não come direito
Seu estômago dói, sua garganta aperta
Sua mão sua, sua pele esquenta
Esse estado uma hora acaba por te jogar na cama
E te da uma dor de cabeça terrível...
Avalie os sintomas
Se não for uma doença tropical, é amor...
E nem adianta se vacinar, não existe prevenção
Muito menos cura!!!

Laisa Ricestoker

Querençosa menina - Airton Ventania

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa





Airton Ventania


Querençosa menina

Querençosa menina, de alma pura.
Ciente estejas, cá, neste universo!...
Que quero-te na sina que fulgura;
Que quero-te despida entre versos!...

– Oh! Deusa da ternura!...– Minha linda!...
– A flor mais bela... – ah! pele!... tentadora!...
— Vem, me beija... Entregue-te infinda...
— Vem, consuma... devore-me!... – predadora!...

Anelando tecidos desarroupados;
Desperto teu fogo; – cristalizado!...
No arpejo desnudo que fomenta.

Sem as vestes, ofego no abrandar.
Na calmaria, e, em todo o ternar;
Que paira no sossego do momento!...

(Airton Ventania)

Sinfonia do mar - Ira Rodrigues

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa


 
 
 
Ira Rodrigues




Sinfonia do mar
 

O dia se vai a noite chega
Uma a uma as ondas se agitam
Enrolam-se quebram o silencio
Em bela melodia encantam...

Começam bem de mansinho
Logo o mar se alucina
Ergue-se num bailado frenético
Enroscam-se com toda adrenalina...

E no meio de uma linda sinfonia
Ergueu-se de forma profana
Pôs-se o mar a cantar
Feito mulher a delirar...

De Irá Rodrigues
01/02/2013

Sá Viana,Sá Viana (...) - Silva Manuel

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa








Silva Manuel



Esse poema é uma forma de agradecer a esse bairro tão lindo, com pessoas tao acolhedoras, quando morei por anos anos, e tive o prazer de ter bons amigos(as).

Sá Viana,Sá Viana
quem vem a ti que não te ama?
Teu encanto em todo canto
se encontra a todo instante.
Na morenice do teu povo,
na história tão bem cantada
pelos sons maviosos dos tambores
de crioula,pelos requebros das coreiras,
das quadrilhas, dos cacuriás, do reggae,
enfim, no brilho dos olhos dos teus filhos.
Ah! Sá Viana, e foi assim que
me vi perdido de amor quando
troquei minha liberdade pela
prisão do traquejo, envolvente
e encantador das tuas luas
belas e nuas que me cobriram
de êxtase!
A praia, os pescadores, os
amores entremeados de
palavras silenciosas e secretas na noite,
me acostumaram a amanhecer
embriagado de felicidade e
prazer!
Tive que sair do teu aconchego,
mas, deixei plantado e bem regado
nas tuas entranhas, a semente do
meu eterno sentimento e agradecimento
por ter um dia me recebido como filho,
e guardado com desvelo maior, minha
poesia. Saudades enfim ... sempre
haverá um recomeço, e nunca, jamais
um fim. FB


Roubos e ladrões! - Maria Morais de Sa

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa


 
 
Maria Morais de Sa



 
Roubos e ladrões!

Ó Divino que me ouça,
ó sino que alarme,
ó pergunta sem resposta
ó rio que desagúe!

Pintam flores pela encosta
que de longe vem seu cheiro,
em repicados alaridos
sorve a água que às fontes rouba!

Vem lá longe a Águia Real
vem de roubar alguns ninhos,
para matar a fome aos seus
que ainda são pequeninos!

Rouba o mar a terra penitente
alargando horizontes de mágoa,
Salta a corda a menina contente
rolam pedras que desfaz a água!

Sorrisos roubados a saída da igreja
alianças casadas em quatro paredes,
E diz o prior que Deus os proteja
sonhos rompidos por anjos sem vestes!

Os cavalos a correr e as meninas
aprendem a roubar, a rir e a chorar,
modernos sinos sem cerimónias
que alguns temos de ver e ignorar!

Tudo o que brilha se rouba
mas nem tudo que luz é ouro,
Faz o tempo o tempo que dura
o mais insignificante tesouro!


Nesta lida em tudo há sempre um ladrão
de qualquer coisa, de qualquer vida,
roube-se o mar, a terra, a chuva e o trovão
se retire de todos o que não faz falta na ida!


Maria Morais de Sa

Colheita Furtada - Fábio Ferreira

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa

 
 
Fábio Ferreira



 
Colheita Furtada

Certa vez, um agricultor
Cultivava num campo-de-trigo
Uma multidão de sementes fortes
Para uma forte produção de trigo.

Mas chegaram negros pássaros,
Cada qual com o seu sentido devorador
Trazem nas asas, penas de desamparos.
Comeram as sementes latifundiárias,
Com que se faria o melhor pão. Voaram para os montes
Chirriando cantigas antigas vigárias.

Fábio Ferreira

O primeiro luar - Sandra Fonseca Matias


"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa


 
Sandra Fonseca Matias



 
O primeiro luar


Um dia em Agosto
Éramos dois em um.
Vivi, respirei por ti,
Visitei lugares, pessoas, odores,
Senti-te aqui bem perto de mim
Junto ao meu coração.
Transportei-te no meu regaço
Durante muitos dias, noites, meses...
Dei-te calor, amor,
Alimentei-te o corpo e a alma
Numa cumplicidade sem fim.
E vivi o grande dia
Com uma mescla de
Dor, amor, espera e muita ânsia.
Ânsia de te ver, de te ter
Finalmente nos meus braços -
Num abraço...e quando olhei
O teu lindo rosto pela primeira vez,
Tudo se acalmou em mim
E não me cansei de te contemplar
E de, o contemplar...
Foi o nosso primeiro
Luar de Agosto
Que mudara para sempre
O rumo das nossas vidas...


Sandra Fonseca Matias
29.08.12

O Amor Passou - Mari Alves

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa


 
 
 
Mari Alves



 
O Amor Passou

O amor passou por mim
Rápido como o vento
Corri para pegá-lo
Ele foi embora
Sentei e chorei
Senti a brisa suave
Que veio me consolar
E disse-me que aquele
Amor não era meu
Logo viria outro
Com o frescor da manhã
Como gotas de orvalho

(Mari Alves)

Ao ler-te (...) - Luciana Saldanha Lima

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa

 
 
Luciana Saldanha Lima



 
Ao ler-te
Faz-me ter sede
Em seus versos vou sorver
O prazer que vem de ti
Assim atiça a minha mente
Ferve meu sangue
Acorda desejos
Faz-me mover por forças intensas
Nos caminhos que seu corpo está a mostrar.
Em suas mãos grandes e fortes
Entrego-me
Sem resistência
E na mais pura verdade
Aprendi a lhe amar.
E assim caminhas nas margens das terras do meu coração.
Luciana Saldanha Lima

Feroz - Sulamita Ferreira Teixeira



"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa

 

 
Sulamita Ferreira Teixeira



 
Feroz
.
O que posso dizer do que sinto?...
São sentimentos entranhados na alma,
vivenciados intensamente pelo coração,
e feroz no meu corpo que deseja-te...
Sinto talvez sozinha, um amor tão forte
que transgride minha serenidade...
Quero passar pelo tempo,
Lavar meu corpo nas águas
Da minha imaginação...
Desvendar todo mistério
dessa devassa paixão
que se move, me fustiga
E fere o meu coração!
.
Sulamita Ferreira Teixeira

Fugirei um dia - José Sá

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa

 
 
José Sá



 
Fugirei um dia

Sou o monge
Prisioneiro nas muralhas
De um coração em desespero
Estás tão longe
Não me falas
E eu te quero
Sinto na subida à torre
O teu perfume vindo no vento
E o meu coração morre
Pedindo teu olhar como alimento
É no jardim do meu penar
Que brotam flores
Botões de rosa, da cor do luar
Com pétalas de mil cores
És tu…
Que na melodia da luz te fazes presente
O desejo de um corpo nu
Na prisão do silêncio que não mente
É ao chegar a noite que te procuro
Transgrido a lei
Trepo paredes, subo ao muro
E mais que fazer… Já não sei
Um dia… Sim um dia
Fugirei pelo pecado de um olhar
Correrei pelos campos sem parar
Procurarei a luz da esperança
E no perdão de Deus, irei amar
E rebolar contigo na mesma dança

José Alberto Sá

PRESENTE HELÊNICO - Jair Francisco Da Silva Junior

"POEMA DA SEMANA" 4/2013
01.02
Menção Honrosa

 
 
Jair Francisco Da Silva Junior



 
PRESENTE HELÊNICO

És ópio, e de ópio me viciei!
És a corrupção da flor
Que os antigos helenos
À Hipócrates consagraram
No altar da medicina!

Corrompes a benevolência,
A beleza e a inocência
Que a Mãe Natura
Com amor e ternura
A todos – sem distinção – regala!

És o castigo dos deuses
Aos “comedores de pão”
Por desfrutarem de dádivas iméritas,
Fruto de titânica traição!

És o modelo grego de Pandora
– com uma coroa de papoulas adornada –
Por Hefesto e Atena criada
Sob as ordens do Tonante
Para entorpecer e castigar aos homens!

Os deuses tornaram-te irresistível
E de cada um virtudes recebeste,
Mas estes presentes ignoraste
E de Hermes os presentes preferiste:
A mentira e a perfídia para cumprir
Dos Sempiternos os cruéis desígnios!

És a insídia meticulosamente desenhada
Para aos homens prover infelicidade
Ou uma falsa felicidade – engodo!

És a ilusão disfarçada de esperança,
Na escuridão do jarro encerrada,
Para os homens cruelmente ludibriar
E a uma falsa felicidade agrilhoar!

Abriste o jarro – vulgarmente
chamado de caixa – e a desdita
Está feita – não pode ser desfeita:
todos os males irremediáveis!

Não mais iludir-me-ei
Com teus lábios de mel
E teu ópio perfume:
Ao chão atiro o jarro
E a (falsa) esperança
Se esvai, desvanece,
Evapora – à grandiosa
morada olímpica retorna!

E diante de teu olhar perplexo, oh mulher
Pandora, dou-te as espáduas e parto
Em busca da casta filha de Ártemis
– com uma coroa de Amarílis adornada –
Pois não serei tolo como os troianos
– de Odisseu dispenso o ardil –
E muito menos tolo como Epimeteu
– de Zeus dispenso o insidioso regalo!

Jair F. da Silva Jr.
05/12/2012


Foto: Eva Prima Pandora, de Jean Cousin, o Velho (1550).
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"Não te permito" - Dulce Morais


 
 
 
Dulce Morais
 
 
"Não te permito"

Alto aí, não vás mais longe!
Não te permito
Tocares no que construí.
Destruíste a tua vida
E agora queres a minha,
Mas não te vou deixar
Perturbar a minha calma.
Não consegues controlar
As minhas opiniões,
As minhas atitudes,
Então vasculhas o meu passado
Procurando como me magoar.
Mas foste longe demais
Atacando a minha alma
E por esse caminho não vais continuar.
Alto aí, não te permito,
Atingiste o limite
Do que posso tolerar,
Do que consigo perdoar.
Se é a guerra que procuras
Tem cuidado
Estou bem armada.
Porque onde tu tens maldade
Eu tenho sinceridade,
Eu tenho verdade.
Tuas mentiras não conseguem,
Nem de longe,
Chegar aos pés da minha honestidade.
Alto aí, volta para trás
Regressa, recua.
Se não acreditas na minha força
Prepara-te
Eu também sei travar batalha.
E vencerei, e derrubarei
Tua arrogância, tua ignorância
Do que é amar e compreender.
Alto aí, não vás mais longe
Ou ficarás exposta à minha fúria,
À minha força de vontade,
À coragem de lutar
Pelo que amo, pelo que quero,
E de ti só ficará a sombra.

PÉTALA DE FOGO - Maria Elisa Ribeiro

AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA"

 
 
 
Maria Elisa Ribeiro

PÉTALA DE FOGO

A ocre cor do vento treme nas folhas do tempo
e revolteia as ramagens, que devolvem à natureza
o renascer de todas as origens.
Nervuras-de-exclamações nos botões de rosas floridas,
mostram o impacto do êxtase da ternura,
num conto de fadas com o mundo inteiro dentro.

(A névoa matinal absorve odores e dança,
como pó
animado pelas brisas permanentes,
em sorrisos atentos
ao desfilar da natureza-em-grandeza -no -esplendor
das vertigens.)

Um frémito de vida perpassa pelas águas dóceis
que serenamente correm, nos murmúrios da corrente.

Neste cenário idílico, o sol brilha na vida feita de névoas e
orvalhos de aguaceiros dos primeiros beijos… e oiço
os meus passos a caminho do ponto onde o telúrico
ambiente fervilha, em baixa voz, a sabedoria dos meus
anseios de ti,
nos teus olhos brilhantes que florescem
em rosas de luz, na pauta da música do meu sorriso…

Pulsa o coração do mundo, quando nos perdemos-em-nós
a colher a pétala de fogo, que se queimou
no calor do vulcão, de um certo distante verão.

(Desenho um sonho de volúpia na rosa rubra da memória…)

A noite estende-se, voluntariosa,
pelas nervuras da espessa madrugada onde brilha
o cristal-de-sempre-luz dos nossos mais belos sonhos!

Ao fim da tarde, uma cegonha voa a perder-se
no horizonte avermelhado de mil-desejos-
(segredos-
-da-noite-do-mundo…)…

Uma pena , levezinha, caiu na minha pétala de fogo…
Ardem gotas de suor, na minha face distante…

Marilisa Ribeiro-(ert)-SET/012-CP15

RETALHOS. - Teresinha Oliveira

AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA"

 
 
Teresinha Oliveira


RETALHOS.

Encontrei a bela poltrona de retalhos no folhear de minhas revistas velhas.
As que compro nos sebos decadentes no centro da cidade onde reis e nobres passearam.
Agora estão puídas de sobrados estreitos que ameaçam desabar, cuspindo sem olhar a quem atingem suas sacadas centenárias.
É lá que sempre cato e empilho o tanto que há para ler depois, sempre depois, até que um dia hora sobra.
No sem melhor a fazer, mais senti do que vi, a poltrona perfeita para um canto aconchegante onde sobre luz e inexista barulho.
Bonita, me seduziu com seu cose, recorta, corta, mede, emenda, costura, certo, errado, de novo...
Seus retalhos de paciência tornariam mais doce o pensar em nada
E no tudo, que no mesmo sempre se dá dá.
Uma mesinha ao lado com um bom romance ao alcance das mãos e um uísque sem gelo completariam meu confortável desejo.
Seria demais anexar uma banqueta para os pés inchados?

Tela de Gabrielle Bakker.
Teresinha Oliveira.

Tudo em ti transborda amor.(...) - Francisco Costa

AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA"
 
 
Francisco Costa
Tudo em ti transborda amor.
Mesmo quando alheia e natural,
Com gestos contidos, inscritos
No que te rodeia e envolve,
És só amor, paixão louca
Escorrendo sobre os meus olhos.

Não sei de que verso saíste,
De que flor desabrochaste
Para habitar, serena e calma,
O que em mim se ensaia
Gotas de você pingando
Em cada instante dos dias.

Consumo-me de amor
E de amor morro em mim
Porque pouco para conter
O que já em mim não cabe.

Francisco Costa.
Rio, 30/01/2013.

POEMAS INTIMOS - José Manuel Cabrita Neves

 AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA"

 
 
José Manuel Cabrita Neves


POEMAS INTIMOS

Para além destes versos que te escrevo,
Para além dos sentimentos que transmito,
Há em mim mais verdades que te devo,
Há pensamentos que te oculto, admito!...

Intimidades a que não me atrevo!
São só nossas, não é para ser escrito...
Esse teu esbelto corpo, meu enlevo!
O teu beijo de amor em que levito...

Leviandades que também não digo,
Sonhos loucos, sonhos escabrosos,
Minha mente devassa, meu castigo...

Meus poemas são meus intimos gozos!
Só os consegues ler se estou contigo;
Só assim saberás que são gostosos!...

por:José Manuel Cabrita Neves
31-01-2013
foto:f022.jpg
marjoriesonhadora.blogspot.com

Teu beijo - Céu Pina

 AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA"
 
 
 
 
Céu Pina

A nu - Carlos Manuel Alves Margarido

AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA" 
 
 



Carlos Manuel Alves Margarido

A nu

A chuva caiu sobre mim,
pingam lembranças!

Sopro de vento forte,
reconheço, amo-te…
A esperança deixou-me nu,
as promessas marcaram-me…
Costumo pensar,
porque é que os pássaros voam
e cantam pela vida?
E se voltássemos a esticar
os vincos da noite,
permanecer no Verão,
onde aparecias num raio de sol…
Nos dias simples de amor
acalmei no teu abraço
desdobrado dentro de ti…
Obrigado, ofereceste-me o melhor!
O Inverno chegou,
eu aceito caminhar sozinho nu…

A chuva caiu sobre mim,
pingam lembranças!

poema:Carlos Margarido

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

EM CRISE EXISTENCIAL - Francisco Costa

AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA"

 
 

Francisco Costa

EM CRISE EXISTENCIAL

Deveriam instituir o dia do vazio,
Para homenagear aqueles dias
Fora dos calendários, não amanhecidos,
Feitos de modorra e ansiedade.

Aqueles dias em que nada faz sentido
E um sorriso é gesto inútil, inócuo,
Porque sem tradução possível na emoção.

São dias ensolarados ou chuvosos,
Não importa, porque o tempo fechado
É interior, habita no mais íntimo da dor.

Em dias assim qualquer questionamento
É inútil, vão, fadado a não ter respostas
Porque tudo transcende e não se mostra.

Questiona-se a razão de estar aqui, Deus,
O porque da existência de tudo, o cosmos,
Tudo reduzido a simples incógnita, um xis
Exigindo a resolução que jamais haverá,
Deixando tudo vazio, sem razão de ser,
Absurdo, canhestro, absolutamente vazio
E sem sentido, em pesadelo absoluto,
Como um sapo dançando valsa na sala.

Em dias assim melhor fora ter morrido
Antes que a primeira pergunta surgisse
E a primeira ausência de resposta se anunciasse.

Francisco Costa
Rio 31/01/2013.