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sábado, 17 de janeiro de 2015

POEMA A LIMA COELHO - Freddy Diblu


Freddy Diblu

POEMA A LIMA COELHO

Por sua extrema significância à literatura brasileira)

Trooom! Trommm! Trom!
Descortine-se todo encantamento...
E em denso, forte e replicado som
Reluzem metais ao toque dos tambores!
E rasguem raios no azul do firmamento
Pulsem liras dionisíacas, ecoem agudos ais!
E por entre farfalhantes arvoredo e flores
Despertem duendes em flautas do alento!
E urrem as feras e ruflem as aves mais
À temporada de sobressaltos e louvores!

Assentem-se! camaradas ledores...
Sou eu, flutuante, da Elegia dos vates
Artista do Parnaso... ao lirismo de saraus.
Sou eu, o espectro poético dos orates
À veia do imprevisível Tom de Bedlam
Suplicando pão aos bons, compaixão aos maus.

Sou eu, autor-ator do drama; aedo entre helenos
Do verbo de Téspis, das praças, teatros e mares
Conclamando o povo à luta dos direitos plenos.
Sou eu, o arauto do Cristo, Cristo poeta da Utopia!
O brado dos excluídos, a gana de Zumbi dos Palmares.
Sou eu, punho do “ócio criativo”, rouxinol da poesia.

Saltem-se! amigas e irmãs internautas...
Sou eu, o jogral de madrigais, ao estro romanesco
Um rei Roberto poetando emoções em pautas.
Sou eu, sedução em versos, o mago donjuanesco
Em febre da verve, à balada das paixões incautas.
Sou eu, – ó Musa! – menestrel do Êxtase da Vida, dantesco.

Sou um tal, de lavra da Poética, Obra do Divino Imortal.

FredDiblu

sábado, 29 de novembro de 2014

À QUE FIDELIZA fragmentos - Freddy Diblu


Freddy Diblu

Sério! Verdade. Verdade a precisos raios X
Extrema, inelutável verdade ante ultimato
Verdade una em primeiro de abril
Legítima e sacrojurada verdade
À oralidade dos versos, ao diamante dos olhos...
Sorvendo a excitação, degustando os beijos
Carnação na Terra e alma na Amplidão
Em explosão orgástica de altíssona evocação
Simbioticamente... eu te amo! É o imponderável!
Do ar bucólico da aurora ao garbo das estrelas
Confluente ao infinito, em alta tensão de sóis
Ao curto-circuito no estresse, à gravidade zero
Lavado e quarado, trilegal eu-te-amo.
Eh-rá! Oficial no tom viril, fetichizando-te a estética
Na chama sem rescaldo – mais grave que nunca!


FredDiblu

sábado, 5 de outubro de 2013

MODELO JÔNICA - Freddy Diblu


Freddy Diblu
MODELO JÔNICA

Há quem garimpe: “Mulheres!” De toda tribo e etnia
Louras, ruivas, morenas... Mulheres, mulheres em profusão
Mulheres tronchudas, mulheres rechonchudas......
À ótica grega, respectivamente, coríntias e dóricas então
Entalhadas em expressões fora de mídia, à modesta simetria
(Que me compreendam por vê-las esteticamente insortudas)
Mas nada como a modelo Jônica – sinuosa, suntuosa, monumental!
Ao encontro da sublimidade, propensa a levitação
Em cujo conjunto exaltam-se equilíbrio e harmonia
A pactuante simbiose do divino com o carnal.

Criação holofótica que, diante súbita contemplação, a gente
Sente se desmoronar feito edifício em implosão.
Bioescultura passante, que desperta interjeições imitáveis
Faz repaginar todos os conceitos de beleza imponente
A conter o ímpeto de Zeus e aplacarem-se os androceus.
Primor ao ar livre, de cujas madeixas escandalizáveis
Sugerem volutas, cascatas tremeluzentes nos breus
Pela passagem inebriante do ano-novo em Copacabana.
De cujo rosto insinua miragem e realismo estilizado
Capitel a emergir sensações de... ‘sonhar acordado’.

Uhu! É tronco de geometria lânguida, soberana!
Dá até presto estrabismo nos cultores da arte. Alinha
Relevo de seios e nádegas; espáduas e dorso fachudos
Quadris autoexplicativos, rebolativos na marquinha
Do biquíni, para deixar a crítica fissurada, na linha.
E as pernas... que pernas! ortopilares polidos e polpudos
Como se fossem delineadas à Da Vinci em computador
Em cuja têmpera acetinada deslumbra bronzeado a verniz.
Ah, a modelo Jônica! [splow, splow!] bem-bolada matriz.
Bravo! Bravo! Sua Excelência, o Altíssimo Escultor.

Freddy Diblu
 
 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

CANZONE PER ELENA - Freddy Diblu

AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA"



Freddy Diblu

Letra (versão) de CANZONE PER ELENA:

CANZONE PER ELENA
(Doca da Mangueira/ Freddy Diblu)
Versione: Freddy Diblu

Elena
Bruna mia
Portami la chitarra già
L’idea vola via
È comporre una canzone
Qualcosa di serena
Per questo mondo di pazzia
Ecco la mia volontà
Una canzone che anima
Propria per accendere il cuore

D’improvvisa ispirazione
Una canzone con l´anima
Ma lettera esatta
Dei tuoi occhi de amata
Melodia, melodia sincopata

La Bossa Nova del mare
Un sogno, l’amore, la pace
E anni sessanta da cantare
Del tono ritmico di Tom
L’immensità Del momento
Nun chiaro e studiato suono
Con ritornello ben buon
Da viversi con sentimento
Una canzone appena
Con l’aria de Leblon

Bruna mia
Elena
Ah bruna mia
Elena

http://www.youtube.com/watch?v=9USNl9gcqu8

BALADA DA MADRUGADA - Freddy Diblu

AUTORES NA "ANTOLOGIA VOAR NA POESIA"

 
 
 

Freddy Diblu

BALADA DA MADRUGADA

Na calada da madrugada
Silêncio é lei invocada.
Não há nada que se disperse!
A noite enluarada
Fenece a tarde, desmaia cor
E algo de extra acontece
Às preces e juras de amor.
Na calada da madrugada
Fria, lânguida, algodoada
Muito se esquece da dor
Quem só de calçada o cobertor.
O dia adormece, o sol não aquece
Enquanto tece outro fulgor.
Na calada da madruga
Metropolitana, semiparalisada
Tem gente aculturada
Não se vem, não se parte
Metrô, Aeroporto, Rodoviário
Na mais tranquila palidez.
O Pregão, o Parlamento, o Judiciário
As atividades nas fardas de zuarte
Tudo é de aparente mudez.
Êxtase mudo em forma de arte!
Teatros, galerias, ourives, ateliês
E Vênus pervagando Marte.
Na calada da madrugada
Apenas nudez de estrelas inusitadas
A calma dos bichos, as línguas em trégua
O sossego do mar, a puríssima memória
E o delicado rumor erótico da amada.
Noite adentro, numa opima régua
O design, a construção, a história.
Obras são lidas, outras edificadas
A légua e léguas da imaginação.
Na calada da madrugada
Há olhos e uivos do lobo
Morcegos rondam manadas
Vaga-lumes e corujas na estrada
E um solitário que se vai de bobo
À caça de pantera caftinada.
E toda impoluta janela é trágica
Todo ávido vampiro, velada mágica.
Na calada da madrugada
Ociosa e suave como a neve
Flatulência a toda a carga
O ronco da voz, o sono leve
E uma gota d’água cai breve
Com turbulência de descarga.
Na calada da madrugada
Beijinhos, lambidas, mordiscadas
São vidas fecundando a vida
Motores e máquinas à lida
E as batidas dos corações.
O sangue ferve-me à cabeça
Daqui a pouco, o dia às avessas
Crianças travessas aos borbotões
E essa balbúrdia danada.
Agora durma, durma amorzinho
O seu sono brando, profundo...
Durma! Veja se sonha anjinho
Outra vida, outro mundo
Na calada da madrugada.

Freddy Diblu


Agraciado o 28º "PRÉMIO VOAR NA POESIA"

 
 


Freddy Diblu, autor de nacionalidade brasileira, é o vigésimo oitavo autor agraciado com o «PRÉMIO VOAR NA POESIA».

O(s) seu(s) trabalho, distinguido pelo jurí que preside a este Prémio, será publicado na Antologia Voar Na Poesia, obra a ser publicada em Março de 2013.



Parabéns a  Freddy Diblu!

sábado, 12 de janeiro de 2013

TORNA-VIAGEM - Freddy Diblu

"POETAR" 1/2013

 
 
 
 
Freddy Diblu
 
 
 
 
TORNA-VIAGEM

Os poetas dos livros, das lousas e fama
Coimbra, Coimbra na fluência da língua
A canção chorosa que a guitarra inflama
Em Lisboa corações não vivem à míngua.

As generosas casas de Trás-os-Montes
Carinho no trato, tacto nas iguarias
Os tonéis do Porto, mestria no vinho
Que cultivam aroma dessas fontes
A ti, ó terra de graciosas marias
Esta saudade em fado-chorinho.

Ai! Esta saudade e os dias
Saudade, em fado-chorinho.

Ó Portugal! d’outrora reinado
Se tuas naus a mando de Sua Alteza
Cá se acostaram, no passado
Hoje, quero rever-te, louco por beleza
Como quem chega por mares a nado.

Pois, pois!
Fadado, reaver o meu luso ninho
Com Benzinho uma vida a dois
Esta saudade em fado-chorinho.

Ah! Esta saudade e depois
Saudade, em fado-chorinho

Freddy Diblu
 
 
 

"POETAR" 1/2013



Pela qualidade evidenciada nas suas publicações, os gestores de VOAR NA POESIA, homenageiam os seguintes autores e suas publicações:

Airton Ventania - Amar, e o infinito...
António de Jesus Anjes - Caminhar
Carlos Margarido - A tua rua

Enide Santos - Doa-me
Freddy Diblu - Torna-Viagem
Jonas R. Sanches - Palavras Ditadas
José Sepúlveda - Solidão
Lúcia Polonio - Coração

Renata Bicca - Tela do Criador
Sol Figueiredo - Dueto com Florbela Espanca 1 e 2
Teresinha Oliveira - Cadeira de Seagrass


Parabéns a Airton Ventania, António de Jesus Anjes, Carlos Margarido, Enide Santos, Freddy Diblu, Jonas R. Sanches, José Sepúlveda, Lúcia Polonio, Renata Bicca, Sol Figueiredo, Teresinha Oliveira.

A ordem é alfabética, não existem classificações.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

TRESLOUCADO - Freddy Diblu




Freddy Diblu
 
 
TRESLOUCADO
 
 
 

Vez por todas, eu vou
Cravar os dentes pelas unhas
Me permitir tolices e bizarrices
Desestocar o arsenal de sobressaltos
Me pôr a agitar no escaldante Saara
Esquiar sobre lavas balouçantes do Etna
Me atirar de homem-rã no Antártico
Surfar numa irada tsunami
Me deflagrar no rali Dakar
Exibir SOS na prova da São Silvestre
Me fazer passar por truão da praça
Praticar estripulias em montanha-russa
Me enfurnar em assombrosos labirintos
Bradar Ih-ah! em meditações orientais
Me exceder de polivitaminas e energéticos
Dedilhar blues, soprar exultante jazz
Me bandear para o erostracismo
Corromper minh'alma em sortilégio
Me aprimorar em novidades gastronômicas
Estourar rolhas de champanhes prenhes
Me banhar os dedos no chocolate suíço
Fuçar o á-bê-cê de detalhes em alcova
Me borrifar o peito do aroma vínico-amadeirado
Pulverizar, num rasante, nuvens de pétalas
Te aquilatar de joelhos, abobalhado
Apelar para Passionais Anônimos... Ufa!

Este transassanhado clamor! Que eu estou
Humilde, servil e vassalamente embeiçado
Se é que estamos apalavrados, meu amor.


Freddy Diblu

domingo, 9 de dezembro de 2012

TRANSITIVO - Freddy Diblu






Quis meter o nariz
No éter de templos gris
Quis frasear, beliz
Alar pensamento à retriz
Quis polir perfis – moda fiz!
Decepar toda dor ultriz
Quis checar qual matriz
Desses desiguais brasis
Quis mais, cavoucar até a raiz
Os problemas estruturais do país
Quis bravura e irreverência juvenis
Revolucionar (oh liberdade!) à la Paris
Quis politizar cidadãos servis
Na contramão do capital motriz
Quis fossilizar fuzis, reciclar cariz
Deselitizar o verniz de juiz
Quis cauterizar aguerrida cicatriz
Das adversidades de vida aprendiz
Quis edulçar maldades, diz-que-diz
Ardis que purgam dos imbecis
Quis fartar-me da matéria nutriz
Atento à miséria de todo petiz
Quis aplacar, por desejos viris
Beijos e quadris da mulher xis
Quis cativar paixões febris
Falenas – autoatriz a belatriz
Quis deixar-me levar, sem meios vis
De Dante no seio de Beatriz
Quis obrar apenas, errante feliz
Grafitar PAZ, socializar Deus, sonhos sutis
Quis mediatriz... como eu quis!
Me pus arriscar, ousar, inovar... Ah, Elis!
É quiz o meu verbo! Minhas saudades, senis.



Freddy Diblu

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Poema a Cléo Kajihara







Amiga
Olhirridente da Terra do Sol Nascente
Ó gueixa tropical, sambando entre sedas e biombos!
Seguro tatame para o cansaço de guerreiro...
Dê luz de haikai à minha inspiração
Arremata no leilão da Academia Kamikase de Letras
O meu punho de poeta e de ninja romântico.
Lave-me (arigatô!) a cara de arteiro, o corpo errante
No ofurô do seu jardim japa, com lágrimas frescas
Da sua maior e melhor emoção amante.

Amiga
Com delicadeza e destreza, à nipo-brasileira
Cuida regenerar este coração informe da Desilusão:
Amacie-o com unção de diva do Vale Sagrado
Remodele-o à mão gastronômica de sashimi
Afigure-o com técnica do origami
Estimule-o como em tsunami de adrenalina.
Depois – saquê e incenso ao ar – assopre-o
Sussurrando o verbo mágico da vida.
Assim, entre mim e você, vai dar karaokê.

Freddy Diblu
 

«POETAR» 3ª Homenagem (04.11.2012)



Pelo valor literário apresentado, homenageia, o perfil Poema Da Semana, constituído por membros anteriormente homenageados nos eventos «POEMA DA SEMANA» e «POETAR», do Grupo Poético VOAR NA POESIA, os seguintes autores e suas publicações:

ANTONIO PATRÍCIO-REINVENTADOS FRAGMENTOS
CASIMIRO TEIXEIRA- O QUE ESTÁ PARA VIR

FREDDY DIBLU-POEMA A CLÉO KAJIHARA


(esta ordem encontra-se apresentada por ordem alfabética, não existem classificações)


Parabéns aos Poetas
Antonio Patrício, Casimiro Teixeira e Freddy Diblu



OBS -
A selecção das publicações foi da inteira responsabilidade dos gestores de VOAR NA POESIA, tendo sido aprovadas por unanimidade dos membros do perfil POEMA DA SEMANA.