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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
TACITURNO - Francisco Settineri

Francisco Settineri
TACITURNO
Olha. Mas olha intenso. E bem de frente.
Pois como se quisesses um devoto
Zelo atroz furioso a celebrar remoto
A alma toda, olha no presente...
Que não hesite trêmula e lamente
A mão em tola nostalgia e ex-voto
Daquilo que surgiu, tão grave e ignoto
Num leito plurialvo e penitente.
Fere o trovão a noite tenebrosa!
Que o cio feroz e o som retire o leme
Da barca que arriscou-se ao mar briosa
Na voz do vento o verso austero e estreme...
Que uive nas canções mais escabrosas
Roldão que nas galáxias treme e geme!
TACITURNO
Olha. Mas olha intenso. E bem de frente.
Pois como se quisesses um devoto
Zelo atroz furioso a celebrar remoto
A alma toda, olha no presente...
Que não hesite trêmula e lamente
A mão em tola nostalgia e ex-voto
Daquilo que surgiu, tão grave e ignoto
Num leito plurialvo e penitente.
Fere o trovão a noite tenebrosa!
Que o cio feroz e o som retire o leme
Da barca que arriscou-se ao mar briosa
Na voz do vento o verso austero e estreme...
Que uive nas canções mais escabrosas
Roldão que nas galáxias treme e geme!
"Proto-Plasma-Cataclísmico" - Jonas R. Sanches

Jonas R. Sanches
"Proto-Plasma-Cataclísmico"
Caóticos pulsares e destroços
dos restos dos cães alados
que vomitavam morte e lava
entre os casulos das borboletas de plutônio.
E as efígies cantavam apocalipses
e ressoavam nos tímpanos de urânio
dos cogumelos-álamos da destruição;
e os olhos do ancião lacrimejavam sangue.
Homens comedores de almas e flores
tão exóticas dos vasos sanguíneos
entre todos os glóbulos supra-espaciais
das doenças que regeneram a carne.
Sou como uma poesia-vulcão em erupção
tão erudita e maldita que mata o ser;
sou um cataclismo nos campos férteis do além,
além vida, além morte, além de toda convicção.
E nos campos enteógenos da papoulas
as veias estufadas de um proto-mundo
de um protozoário alienígena incomum
que se alastra pelas incógnitas do amanhã.
E nas curvas da última esquina mais um final...
"Proto-Plasma-Cataclísmico"
Caóticos pulsares e destroços
dos restos dos cães alados
que vomitavam morte e lava
entre os casulos das borboletas de plutônio.
E as efígies cantavam apocalipses
e ressoavam nos tímpanos de urânio
dos cogumelos-álamos da destruição;
e os olhos do ancião lacrimejavam sangue.
Homens comedores de almas e flores
tão exóticas dos vasos sanguíneos
entre todos os glóbulos supra-espaciais
das doenças que regeneram a carne.
Sou como uma poesia-vulcão em erupção
tão erudita e maldita que mata o ser;
sou um cataclismo nos campos férteis do além,
além vida, além morte, além de toda convicção.
E nos campos enteógenos da papoulas
as veias estufadas de um proto-mundo
de um protozoário alienígena incomum
que se alastra pelas incógnitas do amanhã.
E nas curvas da última esquina mais um final...
Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Salvador Dali- Nascimiento del Nuevo Mundo (1942)
Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Salvador Dali- Nascimiento del Nuevo Mundo (1942)
O DIA - VRSpoesias

Vrs Palegre
O DIA
O dia abriu-se com uma boca imensa
e engoliu minha resistência
fui mastigada, consumida
quase desfaleci.
E era delirante
os tentáculos me envolvendo
e eu me agitando
numa vã tentativa de escapulir.
Tudo rodopiava...
Eu era uma pluma deslizando no ar
bailando por entre as bocas
descendo ao fundo da fossa
prá emergir em seguida, valente e louca
e ir
a lugar nenhum
por todos os cantos
feito mariposa estonteada.
E depois começar outra vez
que o ciclo não pára
o som se propaga
e o ar se infesta de ais!
VRSpoesias
O DIA
O dia abriu-se com uma boca imensa
e engoliu minha resistência
fui mastigada, consumida
quase desfaleci.
E era delirante
os tentáculos me envolvendo
e eu me agitando
numa vã tentativa de escapulir.
Tudo rodopiava...
Eu era uma pluma deslizando no ar
bailando por entre as bocas
descendo ao fundo da fossa
prá emergir em seguida, valente e louca
e ir
a lugar nenhum
por todos os cantos
feito mariposa estonteada.
E depois começar outra vez
que o ciclo não pára
o som se propaga
e o ar se infesta de ais!
VRSpoesias
Natal sem Noel! - Sol Figueiredo

Sol Figueiredo
Natal sem Noel!
Eu paro e fico aqui a pensar
naqueles meninos e meninas,
que estão nas ruas a perambular...
Pobres crianças nas esquinas!
Mas nunca lhes faltam sonhar...
Doces criaturas pequeninas!
Por um Papai Noel a esperar...
Presentes não há! Dura sina!
Pra eles, afinal o que é o tal Natal?
Não ter uma família, nem casa?
Ter na morte uma cova rasa?
Sim, este será o triste destino:
- Fim de linha desses meninos!
Resta-nos mudar esse final!!
©SOL Figueiredo – 20/12/12- 17:30h
Natal sem Noel!
Eu paro e fico aqui a pensar
naqueles meninos e meninas,
que estão nas ruas a perambular...
Pobres crianças nas esquinas!
Mas nunca lhes faltam sonhar...
Doces criaturas pequeninas!
Por um Papai Noel a esperar...
Presentes não há! Dura sina!
Pra eles, afinal o que é o tal Natal?
Não ter uma família, nem casa?
Ter na morte uma cova rasa?
Sim, este será o triste destino:
- Fim de linha desses meninos!
Resta-nos mudar esse final!!
©SOL Figueiredo – 20/12/12- 17:30h
MURAL - Francisco Costa

Francisco Costa
MURAL
Vou construir o maior out door do mundo,
Um mural do tamanho do mundo,
E com jet e paciência, em letras garrafais,
Enormes, escreverei uma única palavra,
A mais gasta de tão pronunciada, escrita,
Anunciada: AMOR.
Escreverei pura e simplesmente amor,
Não mais. Será um mural enorme,
De maneira que ninguém tenha os olhos imunes e,
Compulsório, se veja obrigado à leitura.
E amor lerá a moça de coração baldio
Esperando ocupação, o moço atento
A corações desocupados, o menino
Em crise de abstenção, esperando doses de crack
Ou de família, a menina grávida, subtraída de si,
Reduzida a uma espera para esperar.
Amor, lerá o palestino nas fronteiras de Israel
E o israelita no coração da Palestina.
Amor, cintilará nos letreiros de Walt Street,
Acordando aborígenes na Austrália, esquimós,
Índios brasileiros. Amor, escorrerá dos Andes
E do Himalaia, rasgando retinas e corações.
Amor, simplesmente amor, essa coisa gasta,
Pronunciada em vão, usada para justificar
O injustificável porque nascido morto, sem amor.
Um amor tão grande, que possa nos unir a todos
Em um beijo único, eloquente e duradouro.
Em abraço de amante que chega, de filho que vai.
Nesse dia já não haverá mais humanidade
Mas um homem único com bilhões de corpos
Partilhando a saciedade numa ceia de sorrisos.
E amanhecerá natal.
Francisco Costa.
Rio, 20/12/2012.
MURAL
Vou construir o maior out door do mundo,
Um mural do tamanho do mundo,
E com jet e paciência, em letras garrafais,
Enormes, escreverei uma única palavra,
A mais gasta de tão pronunciada, escrita,
Anunciada: AMOR.
Escreverei pura e simplesmente amor,
Não mais. Será um mural enorme,
De maneira que ninguém tenha os olhos imunes e,
Compulsório, se veja obrigado à leitura.
E amor lerá a moça de coração baldio
Esperando ocupação, o moço atento
A corações desocupados, o menino
Em crise de abstenção, esperando doses de crack
Ou de família, a menina grávida, subtraída de si,
Reduzida a uma espera para esperar.
Amor, lerá o palestino nas fronteiras de Israel
E o israelita no coração da Palestina.
Amor, cintilará nos letreiros de Walt Street,
Acordando aborígenes na Austrália, esquimós,
Índios brasileiros. Amor, escorrerá dos Andes
E do Himalaia, rasgando retinas e corações.
Amor, simplesmente amor, essa coisa gasta,
Pronunciada em vão, usada para justificar
O injustificável porque nascido morto, sem amor.
Um amor tão grande, que possa nos unir a todos
Em um beijo único, eloquente e duradouro.
Em abraço de amante que chega, de filho que vai.
Nesse dia já não haverá mais humanidade
Mas um homem único com bilhões de corpos
Partilhando a saciedade numa ceia de sorrisos.
E amanhecerá natal.
Francisco Costa.
Rio, 20/12/2012.
CORAÇÃO - Edleuza Nogueira Fonseca

Edleuza Nogueira Fonseca
CORAÇÃO
Ai, coração.....
E agora, o que faço?
Você bate tão de mansinho, quase não o ouço....
Tão baixinho, tão escondido, não te sinto....
Estou de volta a minha solidão
Ela sorri e me abraça.
É tão frio seu abraço, tão vazio
E tão cheio de nada....
Chove, coração...
Esta ouvindo?
Até parece que a natureza adivinha...
Ela é sabia, pois traduz
O que estou sentindo,
Pois as lágrimas que verti por dentro,
Estão lá fora, inundando o mundo.
De repente, quem sabe,
A chuva que agora ouço,
Pode servir de cobertor
Aos solitários,
Aos sem ninguém
E que, por terem a solidão como companheira
E não terem ninguém com quem compartilhar-se
Sentem mais que muita gente
Sentem mais profundamente.
E agora, coração?
Quem vai ouvir o meu grito?
E entender o meu pranto?
Não existe mais o acalanto,
Não existe mais o aconchego
Não existe mais o ombro amigo.
E agora, coração?
O que faço?
Sou forte,
Mas também,
Sou criança.
(Edleuza Nogueira Fonseca)
CORAÇÃO
Ai, coração.....
E agora, o que faço?
Você bate tão de mansinho, quase não o ouço....
Tão baixinho, tão escondido, não te sinto....
Estou de volta a minha solidão
Ela sorri e me abraça.
É tão frio seu abraço, tão vazio
E tão cheio de nada....
Chove, coração...
Esta ouvindo?
Até parece que a natureza adivinha...
Ela é sabia, pois traduz
O que estou sentindo,
Pois as lágrimas que verti por dentro,
Estão lá fora, inundando o mundo.
De repente, quem sabe,
A chuva que agora ouço,
Pode servir de cobertor
Aos solitários,
Aos sem ninguém
E que, por terem a solidão como companheira
E não terem ninguém com quem compartilhar-se
Sentem mais que muita gente
Sentem mais profundamente.
E agora, coração?
Quem vai ouvir o meu grito?
E entender o meu pranto?
Não existe mais o acalanto,
Não existe mais o aconchego
Não existe mais o ombro amigo.
E agora, coração?
O que faço?
Sou forte,
Mas também,
Sou criança.
(Edleuza Nogueira Fonseca)
E agora, o que faço?
Você bate tão de mansinho, quase não o ouço....
Tão baixinho, tão escondido, não te sinto....
Estou de volta a minha solidão
Ela sorri e me abraça.
É tão frio seu abraço, tão vazio
E tão cheio de nada....
Chove, coração...
Esta ouvindo?
Até parece que a natureza adivinha...
Ela é sabia, pois traduz
O que estou sentindo,
Pois as lágrimas que verti por dentro,
Estão lá fora, inundando o mundo.
De repente, quem sabe,
A chuva que agora ouço,
Pode servir de cobertor
Aos solitários,
Aos sem ninguém
E que, por terem a solidão como companheira
E não terem ninguém com quem compartilhar-se
Sentem mais que muita gente
Sentem mais profundamente.
E agora, coração?
Quem vai ouvir o meu grito?
E entender o meu pranto?
Não existe mais o acalanto,
Não existe mais o aconchego
Não existe mais o ombro amigo.
E agora, coração?
O que faço?
Sou forte,
Mas também,
Sou criança.
(Edleuza Nogueira Fonseca)
CHRISTINA. - Teresinha Oliveira

Teresinha Oliveira
CHRISTINA.
Minha amiga.
Longe nos dias, mas paralela pressinto.
Medida preparada pela sorte a nos levar
Distante milhas, quilômetros, anos-luz.
Minutos perto para a vontade
Que se muna de real precisão.
Mas por hora, inacessível ao toque
Ao trejeito do olhar que tudo revela
Sem necessária palavra.
Fisionomia perdida
Gorda ou magra, feia ou bonita
- Essas gracinhas do tempo -
Com óculos fora de moda
Talvez modernas lentes.
Minha amiga.
Nos densos momentos de alma a ruir
Lembrada não ombro de inércia, consolo
Mas catapulta.
Lógica matemática sempre útil.
Sabedoria a me conter
Razão contra minha emoção pura.
Saudade bem guardada
Em algum canto da memória, desocupado
Onde cabe um piano, um cão, uma lareira.
Xícaras de chá com rum a nos esconder do frio
Um pai, uma mãe, um irmão
Europa, histórias de guerra, estranhos temperos.
Minha amiga.
A vida nos cobra pressa
O trabalho, eficiência.
E os filhos Ah, os filhos...
Pobre de nós mulheres grávidas
Por toda a existência grávidas
Sem saber como da barriga, grilhão de mel e fel
Nos libertar, um naco de tempo sem função.
Assim seguimos nós, cada qual com seu jeito no viver escolhido
Dádivas ou açoites, não se contou ainda
Mas quem sabe...
Quando o acaso ou o desejo nos reencontrar.
Tela de Julie Y Baker Albright.
-
BLOG→ Um Pouco de Tudo e Muito de Nada.
CHRISTINA.
Minha amiga.
Longe nos dias, mas paralela pressinto.
Medida preparada pela sorte a nos levar
Distante milhas, quilômetros, anos-luz.
Minutos perto para a vontade
Que se muna de real precisão.
Mas por hora, inacessível ao toque
Ao trejeito do olhar que tudo revela
Sem necessária palavra.
Fisionomia perdida
Gorda ou magra, feia ou bonita
- Essas gracinhas do tempo -
Com óculos fora de moda
Talvez modernas lentes.
Minha amiga.
Nos densos momentos de alma a ruir
Lembrada não ombro de inércia, consolo
Mas catapulta.
Lógica matemática sempre útil.
Sabedoria a me conter
Razão contra minha emoção pura.
Saudade bem guardada
Em algum canto da memória, desocupado
Onde cabe um piano, um cão, uma lareira.
Xícaras de chá com rum a nos esconder do frio
Um pai, uma mãe, um irmão
Europa, histórias de guerra, estranhos temperos.
Minha amiga.
A vida nos cobra pressa
O trabalho, eficiência.
E os filhos Ah, os filhos...
Pobre de nós mulheres grávidas
Por toda a existência grávidas
Sem saber como da barriga, grilhão de mel e fel
Nos libertar, um naco de tempo sem função.
Assim seguimos nós, cada qual com seu jeito no viver escolhido
Dádivas ou açoites, não se contou ainda
Mas quem sabe...
Quando o acaso ou o desejo nos reencontrar.
Tela de Julie Y Baker Albright.
-
BLOG→ Um Pouco de Tudo e Muito de Nada.
Rita Pinho (Geane Masago)

Rita Pinho
Inter-jeição
_____________________Ah
Ah, deixa-me falar escondinho
Melodicamente de mansinho
docemente, pela enésima vez
o quanto eu amo você...
Ah, deixa-me
deslizar em seus lábios macios
roçar sua pele estar em seu ser
sentir seu cheiro pra você não esquecer
o quanto eu amo você...
Ah, apenas
deixa-me!
-Geane Masago-
Inter-jeição
_____________________Ah
Ah, deixa-me falar escondinho
Melodicamente de mansinho
docemente, pela enésima vez
o quanto eu amo você...
Ah, deixa-me
deslizar em seus lábios macios
roçar sua pele estar em seu ser
sentir seu cheiro pra você não esquecer
o quanto eu amo você...
Ah, apenas
deixa-me!
-Geane Masago-
Criatura - Carlos Manuel Alves Margarido

Carlos Manuel Alves Margarido
Criatura
fantasiador ser, sem existência!
Frágil pétala, bonina ressequida,
debilidade, furiosa, suicida,
harmónica, doce, melodiosa, penosa,
quina, rara fascinante,
dor, veloz, enfeitiçada,
matina banal, inconstante descanso,
tão pouco clarão.
Claridade escurece o acto.
Envelhecer inútil, resumido atender.
Passado lamentado, agonia aflitiva,
alucinação, meloso, cegueira irracional.
Penas sem asas, ou ar, nada
retorceria à volúpia insensata.
Demolho rude êxtase, derradeiro…
Vida sem sonhos astenia e dor.
Feridas lágrimas, sem voz ou cantiga!
Carlos Manuel Alves Margarido
Criatura
fantasiador ser, sem existência!
Frágil pétala, bonina ressequida,
debilidade, furiosa, suicida,
harmónica, doce, melodiosa, penosa,
quina, rara fascinante,
dor, veloz, enfeitiçada,
matina banal, inconstante descanso,
tão pouco clarão.
Claridade escurece o acto.
Envelhecer inútil, resumido atender.
Passado lamentado, agonia aflitiva,
alucinação, meloso, cegueira irracional.
Penas sem asas, ou ar, nada
retorceria à volúpia insensata.
Demolho rude êxtase, derradeiro…
Vida sem sonhos astenia e dor.
Feridas lágrimas, sem voz ou cantiga!
fantasiador ser, sem existência!
Frágil pétala, bonina ressequida,
debilidade, furiosa, suicida,
harmónica, doce, melodiosa, penosa,
quina, rara fascinante,
dor, veloz, enfeitiçada,
matina banal, inconstante descanso,
tão pouco clarão.
Claridade escurece o acto.
Envelhecer inútil, resumido atender.
Passado lamentado, agonia aflitiva,
alucinação, meloso, cegueira irracional.
Penas sem asas, ou ar, nada
retorceria à volúpia insensata.
Demolho rude êxtase, derradeiro…
Vida sem sonhos astenia e dor.
Feridas lágrimas, sem voz ou cantiga!
Carlos Manuel Alves Margarido
ILEGAL ^^ - Isac Teixeira de Assunção

Isac Teixeira de Assunção
ILEGAL ^^
Me ter é ilícito, eu sou ilegal.
Um pouco de mim provoca dramas
entre a razão e a emoção.
Um mínimo de mim, já intoxica a sua carne
e vem uma satisfação imensa, intensa.
Elevação febril de sua temperatura corporal.
Você sentirá a sensação de que tudo pode dominar,
se tornar a rainha do universo...
Sensação de que tudo pode conquistar,
nem que seja na marra...
Se continuar me experimentando,
eu causarei reações adversas pela sua mente...
Você ouvirá minha voz soar pelo rádio.
Verá meu rosto no lugar do seu, a lhe piscar,
pelo reflexo do espelho.
Você sentirá a sensação de que tudo pode derrubar,
se tornar a revolucionária dos guetos...
Sensação de que tudo pode conquistar,
nem que seja no braço...
Me ter é ilícito, eu sou ilegal.
Muito de mim desanda a ordem natural
entre a fantasia e o real.
Se continuar me experimentando,
eu causarei efeitos alucinatórios.
Você verá imagens de meu corpo
pelas fotos das páginas do jornal.
Você verá meus vultos semi-nus,
ao passar os canais da tevê.
Se você se tornar dependente de mim,
se tornará uma criminosa, cometerá delitos:
Furtará a lua para pendurá-la em minha janela.
Sequestrará para meus ouvidos o ruído do mar.
Se você se tornar dependente de mim,
nunca mais vai se curar.
Se jogará sobre o meu corpo, toda manhã,
antes do sol sair e roubará de meus lábios
os beijos que ainda não lhe dei. ^^
by Isac Teixeira de Assunção
ILEGAL ^^
Me ter é ilícito, eu sou ilegal.
Um pouco de mim provoca dramas
entre a razão e a emoção.
Um mínimo de mim, já intoxica a sua carne
e vem uma satisfação imensa, intensa.
Elevação febril de sua temperatura corporal.
Você sentirá a sensação de que tudo pode dominar,
se tornar a rainha do universo...
Sensação de que tudo pode conquistar,
nem que seja na marra...
Se continuar me experimentando,
eu causarei reações adversas pela sua mente...
Você ouvirá minha voz soar pelo rádio.
Verá meu rosto no lugar do seu, a lhe piscar,
pelo reflexo do espelho.
Você sentirá a sensação de que tudo pode derrubar,
se tornar a revolucionária dos guetos...
Sensação de que tudo pode conquistar,
nem que seja no braço...
Me ter é ilícito, eu sou ilegal.
Muito de mim desanda a ordem natural
entre a fantasia e o real.
Se continuar me experimentando,
eu causarei efeitos alucinatórios.
Você verá imagens de meu corpo
pelas fotos das páginas do jornal.
Você verá meus vultos semi-nus,
ao passar os canais da tevê.
Se você se tornar dependente de mim,
se tornará uma criminosa, cometerá delitos:
Furtará a lua para pendurá-la em minha janela.
Sequestrará para meus ouvidos o ruído do mar.
Se você se tornar dependente de mim,
nunca mais vai se curar.
Se jogará sobre o meu corpo, toda manhã,
antes do sol sair e roubará de meus lábios
os beijos que ainda não lhe dei. ^^
Me ter é ilícito, eu sou ilegal.
Um pouco de mim provoca dramas
entre a razão e a emoção.
Um mínimo de mim, já intoxica a sua carne
e vem uma satisfação imensa, intensa.
Elevação febril de sua temperatura corporal.
Você sentirá a sensação de que tudo pode dominar,
se tornar a rainha do universo...
Sensação de que tudo pode conquistar,
nem que seja na marra...
Se continuar me experimentando,
eu causarei reações adversas pela sua mente...
Você ouvirá minha voz soar pelo rádio.
Verá meu rosto no lugar do seu, a lhe piscar,
pelo reflexo do espelho.
Você sentirá a sensação de que tudo pode derrubar,
se tornar a revolucionária dos guetos...
Sensação de que tudo pode conquistar,
nem que seja no braço...
Me ter é ilícito, eu sou ilegal.
Muito de mim desanda a ordem natural
entre a fantasia e o real.
Se continuar me experimentando,
eu causarei efeitos alucinatórios.
Você verá imagens de meu corpo
pelas fotos das páginas do jornal.
Você verá meus vultos semi-nus,
ao passar os canais da tevê.
Se você se tornar dependente de mim,
se tornará uma criminosa, cometerá delitos:
Furtará a lua para pendurá-la em minha janela.
Sequestrará para meus ouvidos o ruído do mar.
Se você se tornar dependente de mim,
nunca mais vai se curar.
Se jogará sobre o meu corpo, toda manhã,
antes do sol sair e roubará de meus lábios
os beijos que ainda não lhe dei. ^^
by Isac Teixeira de Assunção
Espero-te - Lúcia Polonio

Lúcia Polonio
Espero-te
Assim como a noite espera pela madrugada
Assim como o dia espera pelo calor do sol
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como uma criança perdida espera ser encontrada
Assim como um coração espera ser amado
Assim como a escuridão espera pela luz
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como um solitário espera ser abraçado
Assim como uma alma espera ser aceita...
Assim como o desiludido espera pela sorte
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como a vida espera pela morte!
Lúcia Polonio
Espero-te
Assim como a noite espera pela madrugada
Assim como o dia espera pelo calor do sol
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como uma criança perdida espera ser encontrada
Assim como um coração espera ser amado
Assim como a escuridão espera pela luz
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como um solitário espera ser abraçado
Assim como uma alma espera ser aceita...
Assim como o desiludido espera pela sorte
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como a vida espera pela morte!
Lúcia Polonio
Assim como a noite espera pela madrugada
Assim como o dia espera pelo calor do sol
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como uma criança perdida espera ser encontrada
Assim como um coração espera ser amado
Assim como a escuridão espera pela luz
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como um solitário espera ser abraçado
Assim como uma alma espera ser aceita...
Assim como o desiludido espera pela sorte
Assim espero-te... tão somente... espero-te!
Como a vida espera pela morte!
Lúcia Polonio
Deus (...) - Rosane Ramos

Rosane Ramos
Deus
nome impronunciável
aroma
brisa
bater de asas
ave.
palavra imarcescível
deserto
sonho
luz sobre o abismo
fio.
aurora dos meus olhos
medo
culpa
poder estéril
tóxico.
Deus
nome impronunciável
aroma
brisa
bater de asas
ave.
palavra imarcescível
deserto
sonho
luz sobre o abismo
fio.
aurora dos meus olhos
medo
culpa
poder estéril
tóxico.
nome impronunciável
aroma
brisa
bater de asas
ave.
palavra imarcescível
deserto
sonho
luz sobre o abismo
fio.
aurora dos meus olhos
medo
culpa
poder estéril
tóxico.
Rosane Ramos
Rosane Ramos
Fagulha de amor - Rosiane Ceolin

Rosiane Ceolin
Fagulha de amor
Uma fagulha
acendeu em
meu peito,
não é
efêmera
pois a
cada dia
ela cresce
incendeia
enaltece.
Magia
incandescente
agora tem
moradia
em meu
coração,
a distância
não se faz
nem o
tempo
se opõem.
Não há
mais
espaço
nem solilóquio,
nada é
obstáculo
faz-se
dois em um
almas
unidas
louca
e terna
paixão.
Fagulha de amor
Uma fagulha
acendeu em
meu peito,
não é
efêmera
pois a
cada dia
ela cresce
incendeia
enaltece.
Magia
incandescente
agora tem
moradia
em meu
coração,
a distância
não se faz
nem o
tempo
se opõem.
Não há
mais
espaço
nem solilóquio,
nada é
obstáculo
faz-se
dois em um
almas
unidas
louca
e terna
paixão.
(Rosiane Ceolin Rgnº0208)
(Rosiane Ceolin Rgnº0208)
GOSTAR DE SI - Tony-poeta
GOSTAR DE
SI
Viver
É gostar de
si mesmo
Gostar de si
mesmo
É saber a
hora:
De
exigir
De
ceder
De
repreender
De se
desculpar
De falar
sim
Se falar
não.
Gostar de
si
Só é
possível
Em
sociedade.
Gostar de
si
É apreender o
outro
Para se
conhecer.
Todo dia nos
aprendemos.
Tony-poeta
20/12/12

Antonio Carlos Gomes
O AMANHÃ - Solange Moreira de Souza

Solange Moreira de Souza
O AMANHÃ
Fui o ontem
Sou o hoje.
Neste horizonte,
Onde o sol brilha
Todos os dias.
Amanhã, bem
Amanhã, será
Outro dia.
Deste dia nada posso
Falar.
Do ontem, aprendi.
Também sofri.
Do hoje, espero
Encontrar, e lutar,
Por tudo que possa
Realizar.
Espero acertar,
Quem sabe criar,
Ou vislumbrar,
Um amanhã, já que o
Hoje, já será o ontem.
O AMANHÃ
Fui o ontem
Sou o hoje.
Neste horizonte,
Onde o sol brilha
Todos os dias.
Amanhã, bem
Amanhã, será
Outro dia.
Deste dia nada posso
Falar.
Do ontem, aprendi.
Também sofri.
Do hoje, espero
Encontrar, e lutar,
Por tudo que possa
Realizar.
Espero acertar,
Quem sabe criar,
Ou vislumbrar,
Um amanhã, já que o
Hoje, já será o ontem.
Solange Moreira de Souza
Solange Moreira de Souza
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