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Desde 17 de Agosto 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Roda Sem Fim - Kondor My




Kondor My
 
 
 
 
 
Roda Sem Fim

Kondor





Você e eu

Eu e você

Numa roda sem fim

De paixões sonhadas

De vidas desejadas

De realidades mordidas

De peles lambidas

Eu em você

Você em mim...

TACITURNO - Francisco Settineri




Francisco Settineri
 
 
TACITURNO
 

 Olha. Mas olha intenso. E bem de frente.
Pois como se quisesses um devoto
Zelo atroz furioso a celebrar remoto
A alma toda, olha no presente...

Que não hesite trêmula e lamente
A mão em tola nostalgia e ex-voto
Daquilo que surgiu, tão grave e ignoto
Num leito plurialvo e penitente.

Fere o trovão a noite tenebrosa!
Que o cio feroz e o som retire o leme
Da barca que arriscou-se ao mar briosa

Na voz do vento o verso austero e estreme...
Que uive nas canções mais escabrosas
Roldão que nas galáxias treme e geme!
 

Lua no cio (...) - Ira Rodrigues






Ira Rodrigues
 
 
Lua no cio
Louca
Largada
Nostálgica...
Amor inexistente
Carente
Sem rumo
Evasiva
Descontente...
Sem o sol
Perde a logica
Sem razão
Persiste
Insiste
Consiste...
É lua no cio
É amor sem rumo
Riscando a noite
Desfazendo-se no dia...

 De IRÁ RODRIGUES
 

"Proto-Plasma-Cataclísmico" - Jonas R. Sanches





Jonas R. Sanches
 
 
 

‎"Proto-Plasma-Cataclísmico"
 
 


Caóticos pulsares e destroços
dos restos dos cães alados
que vomitavam morte e lava
entre os casulos das borboletas de plutônio.

E as efígies cantavam apocalipses
e ressoavam nos tímpanos de urânio
dos cogumelos-álamos da destruição;
e os olhos do ancião lacrimejavam sangue.

Homens comedores de almas e flores
tão exóticas dos vasos sanguíneos
entre todos os glóbulos supra-espaciais
das doenças que regeneram a carne.

Sou como uma poesia-vulcão em erupção
tão erudita e maldita que mata o ser;
sou um cataclismo nos campos férteis do além,
além vida, além morte, além de toda convicção.

E nos campos enteógenos da papoulas
as veias estufadas de um proto-mundo
de um protozoário alienígena incomum
que se alastra pelas incógnitas do amanhã.

E nas curvas da última esquina mais um final...

 


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Salvador Dali- Nascimiento del Nuevo Mundo (1942)

O DIA - VRSpoesias




Vrs Palegre
 
 
 
O DIA
 


O dia abriu-se com uma boca imensa
e engoliu minha resistência
fui mastigada, consumida
quase desfaleci.
E era delirante
os tentáculos me envolvendo
e eu me agitando
numa vã tentativa de escapulir.
Tudo rodopiava...
Eu era uma pluma deslizando no ar
bailando por entre as bocas
descendo ao fundo da fossa
prá emergir em seguida, valente e louca
e ir
a lugar nenhum
por todos os cantos
feito mariposa estonteada.
E depois começar outra vez
que o ciclo não pára
o som se propaga
e o ar se infesta de ais!
 

 VRSpoesias

Natal sem Noel! - Sol Figueiredo




Sol Figueiredo
 
 
Natal sem Noel!
 


Eu paro e fico aqui a pensar
naqueles meninos e meninas,
que estão nas ruas a perambular...
Pobres crianças nas esquinas!

Mas nunca lhes faltam sonhar...
Doces criaturas pequeninas!
Por um Papai Noel a esperar...
Presentes não há! Dura sina!

Pra eles, afinal o que é o tal Natal?
Não ter uma família, nem casa?
Ter na morte uma cova rasa?

Sim, este será o triste destino:
- Fim de linha desses meninos!
Resta-nos mudar esse final!!

©SOL Figueiredo – 20/12/12- 17:30h

MURAL - Francisco Costa




Francisco Costa
 
 
MURAL
 


Vou construir o maior out door do mundo,
Um mural do tamanho do mundo,
E com jet e paciência, em letras garrafais,
Enormes, escreverei uma única palavra,
A mais gasta de tão pronunciada, escrita,
Anunciada: AMOR.

Escreverei pura e simplesmente amor,
Não mais. Será um mural enorme,
De maneira que ninguém tenha os olhos imunes e,
Compulsório, se veja obrigado à leitura.

E amor lerá a moça de coração baldio
Esperando ocupação, o moço atento
A corações desocupados, o menino
Em crise de abstenção, esperando doses de crack
Ou de família, a menina grávida, subtraída de si,
Reduzida a uma espera para esperar.

Amor, lerá o palestino nas fronteiras de Israel
E o israelita no coração da Palestina.
Amor, cintilará nos letreiros de Walt Street,
Acordando aborígenes na Austrália, esquimós,
Índios brasileiros. Amor, escorrerá dos Andes
E do Himalaia, rasgando retinas e corações.

Amor, simplesmente amor, essa coisa gasta,
Pronunciada em vão, usada para justificar
O injustificável porque nascido morto, sem amor.

Um amor tão grande, que possa nos unir a todos
Em um beijo único, eloquente e duradouro.
Em abraço de amante que chega, de filho que vai.

Nesse dia já não haverá mais humanidade
Mas um homem único com bilhões de corpos
Partilhando a saciedade numa ceia de sorrisos.
E amanhecerá natal.


Francisco Costa.
Rio, 20/12/2012.

Barbara Nunes Guarany Kaiowá (Carl Sagan)






Barbara Nunes Guarany Kaiowá
 

CORAÇÃO - Edleuza Nogueira Fonseca





Edleuza Nogueira Fonseca
 
 
 
CORAÇÃO

 
 
Ai, coração.....
E agora, o que faço?
Você bate tão de mansinho, quase não o ouço....
Tão baixinho, tão escondido, não te sinto....
Estou de volta a minha solidão
Ela sorri e me abraça.
É tão frio seu abraço, tão vazio
E tão cheio de nada....
Chove, coração...
Esta ouvindo?
Até parece que a natureza adivinha...
Ela é sabia, pois traduz
O que estou sentindo,
Pois as lágrimas que verti por dentro,
Estão lá fora, inundando o mundo.
De repente, quem sabe,
A chuva que agora ouço,
Pode servir de cobertor
Aos solitários,
Aos sem ninguém
E que, por terem a solidão como companheira
E não terem ninguém com quem compartilhar-se
Sentem mais que muita gente
Sentem mais profundamente.
E agora, coração?
Quem vai ouvir o meu grito?
E entender o meu pranto?
Não existe mais o acalanto,
Não existe mais o aconchego
Não existe mais o ombro amigo.
E agora, coração?
O que faço?
Sou forte,
Mas também,
Sou criança.

(Edleuza Nogueira Fonseca)

CHRISTINA. - Teresinha Oliveira







Teresinha Oliveira
 
 

CHRISTINA.
 
 

Minha amiga.
Longe nos dias, mas paralela pressinto.
Medida preparada pela sorte a nos levar
Distante milhas, quilômetros, anos-luz.
Minutos perto para a vontade
Que se muna de real precisão.
Mas por hora, inacessível ao toque
Ao trejeito do olhar que tudo revela
Sem necessária palavra.
Fisionomia perdida
Gorda ou magra, feia ou bonita
- Essas gracinhas do tempo -
Com óculos fora de moda
Talvez modernas lentes.


Minha amiga.
Nos densos momentos de alma a ruir
Lembrada não ombro de inércia, consolo
Mas catapulta.
Lógica matemática sempre útil.
Sabedoria a me conter
Razão contra minha emoção pura.
Saudade bem guardada
Em algum canto da memória, desocupado
Onde cabe um piano, um cão, uma lareira.
Xícaras de chá com rum a nos esconder do frio
Um pai, uma mãe, um irmão
Europa, histórias de guerra, estranhos temperos.


Minha amiga.
A vida nos cobra pressa
O trabalho, eficiência.
E os filhos Ah, os filhos...
Pobre de nós mulheres grávidas
Por toda a existência grávidas
Sem saber como da barriga, grilhão de mel e fel
Nos libertar, um naco de tempo sem função.
Assim seguimos nós, cada qual com seu jeito no viver escolhido
Dádivas ou açoites, não se contou ainda
Mas quem sabe...
Quando o acaso ou o desejo nos reencontrar.


Tela de Julie Y Baker Albright.

 -
BLOG→ Um Pouco de Tudo e Muito de Nada.


 

Rita Pinho (Geane Masago)







Rita Pinho
 

 Inter-jeição
_____________________Ah

Ah, deixa-me falar escondinho
Melodicamente de mansinho
docemente, pela enésima vez
o quanto eu amo você...

Ah, deixa-me
deslizar em seus lábios macios
roçar sua pele estar em seu ser
sentir seu cheiro pra você não esquecer
o quanto eu amo você...

Ah, apenas
deixa-me!

-Geane Masago-

Magda Lopez







Magda Lopez
 

Criatura - Carlos Manuel Alves Margarido






Carlos Manuel Alves Margarido
 
 
Criatura

fantasiador ser, sem existência!
Frágil pétala, bonina ressequida,
debilidade, furiosa, suicida,
harmónica, doce, melodiosa, penosa,
quina, rara fascinante,
dor, veloz, enfeitiçada,
matina banal, inconstante descanso,
tão pouco clarão.
Claridade escurece o acto.
Envelhecer inútil, resumido atender.
Passado lamentado, agonia aflitiva,
alucinação, meloso, cegueira irracional.
Penas sem asas, ou ar, nada
retorceria à volúpia insensata.
Demolho rude êxtase, derradeiro…
Vida sem sonhos astenia e dor.
Feridas lágrimas, sem voz ou cantiga!


Carlos Manuel Alves Margarido

ILEGAL ^^ - Isac Teixeira de Assunção




Isac Teixeira de Assunção
ILEGAL ^^


Me ter é ilícito, eu sou ilegal.
Um pouco de mim provoca dramas
entre a razão e a emoção.

Um mínimo de mim, já intoxica a sua carne
e vem uma satisfação imensa, intensa.
Elevação febril de sua temperatura corporal.

Você sentirá a sensação de que tudo pode dominar,
se tornar a rainha do universo...
Sensação de que tudo pode conquistar,
nem que seja na marra...

Se continuar me experimentando,
eu causarei reações adversas pela sua mente...
Você ouvirá minha voz soar pelo rádio.
Verá meu rosto no lugar do seu, a lhe piscar,
pelo reflexo do espelho.

Você sentirá a sensação de que tudo pode derrubar,
se tornar a revolucionária dos guetos...
Sensação de que tudo pode conquistar,
nem que seja no braço...

Me ter é ilícito, eu sou ilegal.
Muito de mim desanda a ordem natural
entre a fantasia e o real.

Se continuar me experimentando,
eu causarei efeitos alucinatórios.
Você verá imagens de meu corpo
pelas fotos das páginas do jornal.
Você verá meus vultos semi-nus,
ao passar os canais da tevê.

Se você se tornar dependente de mim,
se tornará uma criminosa, cometerá delitos:
Furtará a lua para pendurá-la em minha janela.
Sequestrará para meus ouvidos o ruído do mar.

Se você se tornar dependente de mim,
nunca mais vai se curar.
Se jogará sobre o meu corpo, toda manhã,
antes do sol sair e roubará de meus lábios
os beijos que ainda não lhe dei. ^^


by Isac Teixeira de Assunção

Espero-te - Lúcia Polonio




Lúcia Polonio
 
 
 
 
Espero-te


Assim como a noite espera pela madrugada
Assim como o dia espera pelo calor do sol
Assim espero-te... tão somente... espero-te!

Como uma criança perdida espera ser encontrada

Assim como um coração espera ser amado
Assim como a escuridão espera pela luz
Assim espero-te... tão somente... espero-te!

Como um solitário espera ser abraçado

Assim como uma alma espera ser aceita...
Assim como o desiludido espera pela sorte
Assim espero-te... tão somente... espero-te!

Como a vida espera pela morte!



Lúcia Polonio

Deus (...) - Rosane Ramos




Rosane Ramos
 
 
 
 
Deus
nome impronunciável
aroma
brisa
bater de asas
ave.
palavra imarcescível
deserto
sonho
luz sobre o abismo
fio.
aurora dos meus olhos
medo
culpa
poder estéril
tóxico.
 

Rosane Ramos

Fagulha de amor - Rosiane Ceolin




Rosiane Ceolin
 
 
 
Fagulha de amor
 
 


Uma fagulha
acendeu em
meu peito,
não é
efêmera
pois a
cada dia
ela cresce
incendeia
enaltece.
Magia
incandescente
agora tem
moradia
em meu
coração,
a distância
não se faz
nem o
tempo
se opõem.
Não há
mais
espaço
nem solilóquio,
nada é
obstáculo
faz-se
dois em um
almas
unidas
louca
e terna
paixão.

 (Rosiane Ceolin Rgnº0208)
 
 

GOSTAR DE SI - Tony-poeta



GOSTAR DE SI





Viver


É gostar de si mesmo




Gostar de si mesmo


É saber a hora:


De exigir


De ceder


De repreender


De se desculpar


De falar sim


Se falar não.




Gostar de si


Só é possível


Em sociedade.




Gostar de si


É apreender o outro


Para se conhecer.




Todo dia nos aprendemos.




Tony-poeta


20/12/12
 
Antonio Carlos Gomes
 

O AMANHÃ - Solange Moreira de Souza




Solange Moreira de Souza
 
 
 

O AMANHÃ
 

Fui o ontem
Sou o hoje.
Neste horizonte,
Onde o sol brilha
Todos os dias.
Amanhã, bem
Amanhã, será
Outro dia.
Deste dia nada posso
Falar.
Do ontem, aprendi.
Também sofri.
Do hoje, espero
Encontrar, e lutar,
Por tudo que possa
Realizar.
Espero acertar,
Quem sabe criar,
Ou vislumbrar,
Um amanhã, já que o
Hoje, já será o ontem.
 


 Solange Moreira de Souza

Barbara Nunes Guarany Kaiowá