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Desde 17 de Agosto 2012

sábado, 12 de janeiro de 2013

Guria da Poesia Gaúcha

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013
 
 


Guria da Poesia


Ingênua, pensava que felicidade era ter liberdade, mas que
ledo engano, felicidade é estar presa ao homem que amo!

Guria da Poesia Gaúcha

Vago - Jonas R. Sanches

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013


 
 
 
Jonas R. Sanches
 
 
 
Vago

Nas velas formidáveis que navegam
pelas vidas, pelas vias
onde o vento toca a pálpebra
entreaberta, entrecortada
por alguns devaneios, sonhos
quase, ou um amanhã somente
um sol, ou um asceta observador
que finge as estrelas pelas eternidades.

Jonas R. Sanches

ADMISSÃO - Bruno Junger Mafra

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013


 
 
Bruno Junger Mafra
 

 
ADMISSÃO

Aceito
não sem tristeza
que minha imagem
( mesmo pequenina )
já não é nem mesmo
miragem
em tua retina

Aceito
não sem melancolia
que no espelho
de teus olhos
se apagou para sempre
a minha
fotografia

Aceito
a aridez
em que se transformou
o jardim
de nossa agora
terminal alegria

Perdoe-me dona das pedras
sei que te sonhei mais
do que devia

( Bruno Junger Mafra )

A OUTRA SENHORA... - José Manuel Cabrita Neves

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013


 
 
 
José Manuel Cabrita Neves


 
A OUTRA SENHORA...

Por volta da idade dos dez anos,
Pensava no futuro da humanidade,
Com a mente inundada de enganos...
Em que era ocultada a realidade!

Nem imprensa nem rádio na verdade,
Informavam o povo dos seus danos...
Só a Ditadura tinha prioridade,
Só o Governo arquitectava planos!...

O povo que hoje tem a minha idade,
Não esquece a ignorância em que viveu!
Nem a sua vida de mediocridade...

A quem na Liberdade já nasceu,
Leiam a História, Saibam a Verdade!
Há sempre um ditador que não morreu!...

por:José Manuel Cabrita Neves

Tranquila (Apática)? - Laisa Ricestoker

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013



 
 
Laisa Ricestoker


 
Tranquila (Apática)?
Eu era um lago
Minhas águas eram calmas (eram chatas)?
Era um lago tranquilo, sem corredeiras (sem graça)?
Meu leito era pacífico (frio)?
Minha superfície era reflexiva (Indiferente)?
Então você veio
Tirando minha paz (pulsando)!
Bagunçando minha margem (movimentando)!
Turvando minhas águas (me enlouquecendo)!
Revolvendo meu leito (revolvendo meu leito)!
Fazendo o impossível, tornando um lago em rio caudaloso
Muita terra se abriu, pra sua torrente passar
Toda segurança se foi... água mutável, instável, volúvel
Meu lago calmo... sinto falta... (mesmo)?

 

Laisa Ricestoker

Fala comigo - José Alberto Sá

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013
 
 
 
José Sá
 
 
Fala comigo

Como se faz poesia?
Fala comigo
Diz-me quais as palavras a escrever
Queria saber
Construir essa magia
Fala comigo
Será que é o sol no seu raiar
Diz-me quais as palavras de amor
Fala comigo
Vem-me ensinar
Será que a poesia vem de uma flor?
Fala comigo
Queria voar como tu voas
Nas palavras que me ofereces
Diz-me como se faz
Que luz é essa que cativa as pessoas
Que candura é essa que nunca esqueces
E me satisfaz
Fala comigo
Liberta-me as lágrimas contidas
Por não te saber escrever
Queria tanto, que te fossem oferecidas
Escritas em poesia, se o soubesse fazer
Fala comigo
E te prometo que quando souber
Serei o desejo de um olhar
Serei a serenata à mais bela mulher
Serás a poesia do meu recitar
Fala comigo
Vem-me ensinar


José Alberto Sá

SONHO... - Luly Diniz

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013


 
 
Luly Diniz


 
SONHO...


Num sonho súbito te encontro
Vejo teus olhos dentro dos meus
Anseio o roçar delicado dos teus lábios,
A firmeza das mãos, o toque dos teus dedos.

Vôo nas asas de um anjo,
Onde a lua que muda de fase
Escondida na escuridão da noite
Acolhe meu sonho sorrindo.

A brisa entra abranda o suor,
Que ensopa os lençóis desfeito pela paixão
Sonho delirante castiga meu corpo frágil,
Mão vacilante insônia me toca suavemente.

Rubro a face tímida deste sonho ardente,
Onde nossos corpos desnudos se querem...
Pecado inconsciente do amor proibido,
Como Romeu e Julieta de amor morreram.
 
Ah! Orfeu toca tua lira me tira deste sonho
Faz a passarada bater asas para me despertar.
Desmedidas são as armadilhas que meu corpo pede...
Vejo teus braços pedindo amor.

Foi à saudade que acarretou esse delírio,
Escuto os murmúrios do mar,
O cantar doce da sereia a enfeitiçar meu sonho
Pedida nos braços de Morfeu aceito essa paixão.

Luly Diniz.
04/01/13.

Poesia - José Sepúlveda

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013
 
Jose Sepulveda
 
 
 
Poesia

Nesta singela folha te respiro,
Teu nome escrevo pela madrugada
E guardo no meu peito esse suspiro
Roubado de teu peito, minha amada

E sinto o coração pulsando imenso
Num longo e forte abraço... Só depois
Olhamos um pró outro, amor intenso,
Num tempo sem ter tempo, só dos dois

E as lágrimas caidas dos teus olhos
Naquela folha branca, sem abrolhos,
Sao para nós momentos de magia

Naquela folha branca sem valor,
Nasceu a mais singela e linda flor,
Um cântico de amor e poesia!

José Sepúlveda

“É” vida - Enide Santos

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013



 
 
Enide Santos
 
“É”vida

Podem dizer que não!
Mas vivemos de migalhas
De faíscas, de Farelos da vida.
O volume que damos a cada tico
Que nós cabe, é que conta.
A forma que usamos cada farelo.
É o que dá sentido à tudo
Viver é um conjunto permanente de construções
Materiais e sentimentais
Ver germinar a semente plantada
Perceber o despontar de cada raiz
Sabendo que vai chegar ao mais profundo da alma
Sugando da essência a vida, para ser vida.
É de migalhas que se “é” a vida.

 

 Enide Santos 03/01/13

Essência - Geane Masago

Menção Honrosa
"POEMA DA SEMANA"
1/2013
 
 
 
 
Geane Masago
 
 
Essência

Então meu bem,
não me pergunte o que seja
o amar livremente.

Porque o amor é feito
arvore em sua copa
mais frondosa e vasta,
recortando o céu e a terra
cobrindo em todo seu espaço.
com seu musgo, verdejante
tendo a sombra o esteio
de quem dela apeteça!
Engenharia mais que perfeita
da própria deusa-gaya.
É tronco maciço em madeira de lei,
arraigada nas entranhas da terra-mãe!
E quando decepada ela chora,
tendo lágrimas como seiva.
E quão forte sobrevive,
até mesmo o próprio tempo.
Surgem então, seus primeiros galhos,
a emergir da própria morte,
uma sobre-vida à própria sorte!

Então, meu bem
não me pergunte
o que é o amor!

Porque quando cristalino,
não tem mistérios,
nem tem perguntas,
nem tão pouco respostas.
Pois quando o é.
É amor e simplesmente!
 

 
Geane Masago
(09-01-2012)
 
 

CADEIRA DE SEAGRASS - Teresinha Oliveira

"POETAR" 1/2013

 
 
 
 
 
Teresinha Oliveira
 
 
CADEIRA DE SEAGRASS.

Há tempos namoro na loja da esquina uma cadeira de Seagrass, fibra da longínqua China que olhos oblíquos trançam e retrançam, gerando tudo aquilo que possa ser trançado.
Grama do mar, já me disseram os entendidos desses segredos de capim que ninguém por cá conhece.
Tem ela suaves encantos, e desperta uma sensação de beleza que beira à arte.
Original e magra, por pouco esquál...ida, como dita a moda atual.
Palha e madeira quase criam a imagem de uma ave exótica,dessas pernaltas que todos admiram a elegância mas ninguém sabe o nome.
Como é próprio das aves voarem assustadas ao menor sinal de perigo, a cadeira parece olhar para os lados, ameaçando desabar sob qualquer corpo cansado que inadvertidamente se jogue sobre ela sem apuros, sem observações estéticas, como todo corpo cansado sempre o faz no buscar alívio de suas lidas.
Ah, frágil epifania, apesar de tão linda com suas plumas de caule, não me serves, apesar de cativar.
Preciso de solidez para repousar as noites da minha pesada alma.


Dueto com Florbela Espanca 1 e 2 - Sol Figueiredo

"POETAR" 1/2013



Sol Figueiredo


Dueto com Florbela Espanca 1:

ESTE LIVRO

Este livro é de mágoas. Desgraçados os
... Que no mundo passais, chorai ao lê-lo!
Somente a vossa dor de Torturados
Pode, talvez, senti-lo...e compreendê-lo.

Este livro é para vós. Abençoados
Os que o sentirem, sem ser bom nem belo!
Bíblia de tristes...Ó Desventurados,
Que a vossa imensa dor se acalme ao vê-lo!

Livro de Mágoas...Dores...Ansiedades!
Livro de Sombras...Névoas e Saudades!
Vai pelo mundo...(Trouxe-o no meu seio...)

Irmãos na Dor, os olhos rasos de água,
Chorai comigo a minha imensa mágoa,
Lendo o meu livro só de mágoas cheio!...

Florbela Espanca

No livro desta vida tão sentida:
- São dores, tais inglórias em história,
Todas púrrias, sequer sem ter a saída...
De sobreviver co' alguma vitória!

Em cada página: uma dor sofrida!
Cada capítulo: um amor sem glória!
Uma lágrima na vírgula perdida...
Recanto de desamores, memória...

Livro de Dores... Abuso sofrido!
Livro de Amores... Amor proibido!
Vontade de viver, correr o mundo...

Solidão em minh'alma, vã saudade!
Esperança d' sonhar, ser de verdade...
Em ser feliz... Amar por um segundo!

© SOL Figueiredo
11/01/2013 – 17h
 







Dueto com Florbela Espanca 2:

VAIDADE

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...E não sou nada!...

Florbela Espanca

Sonho escrever um verso perfeito...
Sei que tenho defeitos, é verdade!
Acabo por fazer poemas sem jeito...
Sigo a inspiração, ou a claridade!

Sonho versejar um amor tão eleito,
Vivendo a vida com tal liberdade,
Sonhando ter um sonho rarefeito...
Eu canto uma canção, sou só saudade!

Sonho que sou ninguém além disso...
Vaidades? Não as tenho, nem cobiço!
Perfeita? Não sou, mas eu me ajeito!

E quanto mais voo até o céu, feitiço...
E quanto mais sonho, amor submisso!
Acordada, só sinto dor no peito!

© SOL Figueiredo
11/01/2013 – 22:45h

Tela do Criador - Renata Bicca

"POETAR" 1/2013


Renata Bicca


Tela do Criador

Dentro da tristeza
Há uma gota de beleza
Na lembrança de quem amou
Dentro da beleza
Tem uma mancha de tristeza
Borrando o quadro que a vida pintou
Obra da natureza
Um coração que jorra tristeza
Levando a beleza do que Deus criou
Dentro da tristeza
Tem uma gota de beleza
Do que um dia se chamou amor!

Renata Bicca

Coração - Lúcia Polonio

"POETAR" 1/2013

 
 
 
Lúcia Polonio


Coração


Não deixe que meu coração se machuque
Faça com que tuas mãos o segure

Envolva-o em com teus carinhos...
E proteja-o de toda a dor e sofrimento

Guarde-o com teus sentimentos
Alegre-o com teus sorrisos

Admire-o com suavidade
Ame-o muito, pois dentro dele...
Tu estarás para sempre

Mesmo quando em meu peito...
Ele não mais estiver batendo!


Lúcia Polonio

Solidão - José Sepúlveda

"POETAR" 1/2013

 
 
 



Jose Sepulveda





Solidão

Cansei-me de ser eu, para que existo?
Cansei-me de farsar com toda a gente …
Cansei me de imitar um outro cristo
Que a ser como eu pensava, era diferente…

Cansei-me de sonhar… Sei que sou visto
Por loucos, como um louco… E meu ser sente
Que ser humano é ser mas não ser isto
Que faz sofrer de forma deprimente!

Abaixo, ó vida cega, desregrada,
Dá paz à minha alma atormentada,
Não quero, não mais quero ser poeta!!!

Deixa viver meu pobre coração
Bem longe da tristeza, da ilusão,
Meus versos que apodreçam na gaveta !

José Sepúlveda

Palavras Ditadas - Jonas R. Sanches

"POETAR" 1/2013

 
 
 
Jonas R. Sanches
 
 
Palavras Ditadas

Da noite a morte pasma rasga o horizonte
trazendo o fogo do sol e fotossintetizando
a folha da planta e a gota desorvalhando
na aurora dos tempos com ventos minuanos.

Do dia a morte luzindo em crepúsculo célebre
trazendo as estrelas em riscos no céu constelado
nas entranhas bisonhas de um todo interminável
onde meu olhar se perde em devaneios de luz.

Do dia da morte da vida o espírito ditando
palavras dispostas nas máculas da poesia
e o anjo que guarda minh’alma sorrindo
aos versos que gemem um querer desigual.

Da noite da vida que morre e renasce no peito
estirado no leito de ouvidos zumbindo no astral
que acolhe e recolhe entrelinhas o transcendental
que espalha no mundo mensagens de paz e amor.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

TORNA-VIAGEM - Freddy Diblu

"POETAR" 1/2013

 
 
 
 
Freddy Diblu
 
 
 
 
TORNA-VIAGEM

Os poetas dos livros, das lousas e fama
Coimbra, Coimbra na fluência da língua
A canção chorosa que a guitarra inflama
Em Lisboa corações não vivem à míngua.

As generosas casas de Trás-os-Montes
Carinho no trato, tacto nas iguarias
Os tonéis do Porto, mestria no vinho
Que cultivam aroma dessas fontes
A ti, ó terra de graciosas marias
Esta saudade em fado-chorinho.

Ai! Esta saudade e os dias
Saudade, em fado-chorinho.

Ó Portugal! d’outrora reinado
Se tuas naus a mando de Sua Alteza
Cá se acostaram, no passado
Hoje, quero rever-te, louco por beleza
Como quem chega por mares a nado.

Pois, pois!
Fadado, reaver o meu luso ninho
Com Benzinho uma vida a dois
Esta saudade em fado-chorinho.

Ah! Esta saudade e depois
Saudade, em fado-chorinho

Freddy Diblu
 
 
 

Doa-me - Enide Santos

"POETAR" 1/2013

 
 
Enide Santos
 


 
Doa-me

Doa-me um momento de sua vida
Ele será tão precioso pra mim

Brinda-me com som de sua voz
E a farei ecoar eternamente

Oferta-me um toque seu
E renascerei em muitas vidas

Conceda-me um olhar
Um único olhar
E eu serei imortal.

 

 Enide Santos 03/01/13

A tua rua - Carlos Margarido

"POETAR" 1/2013

 
 
 
 
 
Carlos Manuel Alves Margarido
 
 
A tua rua

Missa de Janotas, tabernas de gente torta.

Rua infinita,
brincas no olhar.
Nos dedos da criança
desagua a idade.
No profundo de nós,
só a saudade
pode voltar.
Aquela rua
igual a tantas outras
a que chamas tua.

Missa de Janotas, tabernas de gente torta.

Carlos Margarido

CAMINHAR - Antonio De Jesus Anjes

"POETAR" 1/2013

 
 
Antonio De Jesus Anjes
 
 


 
CAMINHAR

Olhos para a frente
Caminho os caminhos
que a vida me traçou

Pés na estrada
Se a gente não vai...
... a vida leva!

ANJES, Antonio 



 


Imagens: Do arquivo
Montagem: Anjes

Amar, e o infinito... - Airton Ventania

"POETAR" 1/2013

 
 
Airton Ventania


 
Amar, e o infinito...

Teu corpo no berço, é, meu sonhar!...
Que paira no ternar das juras;
Com lisonja, e, ternura no pensar;
Eis a finura tão cobre, e, tão pura!...

— Eu te amo, e, eu te amo sempre!...
– Ó eterna doçura, que me encobre;
Que cresce, e, que sopra docemente;
O que é tão bendito, e, tão nobre!...

Neste ciclo de flores e ensejos.
Aflamos os desnobres desejos;
No ruminar dos versos profusos!...

Se um dia... Eu amar-te; – perfeita!...
... Cingirei os almejos, e, nas deleitas;
– Desabitarei este orbe recluso!...

(Airton Ventania)

"POETAR" 1/2013



Pela qualidade evidenciada nas suas publicações, os gestores de VOAR NA POESIA, homenageiam os seguintes autores e suas publicações:

Airton Ventania - Amar, e o infinito...
António de Jesus Anjes - Caminhar
Carlos Margarido - A tua rua

Enide Santos - Doa-me
Freddy Diblu - Torna-Viagem
Jonas R. Sanches - Palavras Ditadas
José Sepúlveda - Solidão
Lúcia Polonio - Coração

Renata Bicca - Tela do Criador
Sol Figueiredo - Dueto com Florbela Espanca 1 e 2
Teresinha Oliveira - Cadeira de Seagrass


Parabéns a Airton Ventania, António de Jesus Anjes, Carlos Margarido, Enide Santos, Freddy Diblu, Jonas R. Sanches, José Sepúlveda, Lúcia Polonio, Renata Bicca, Sol Figueiredo, Teresinha Oliveira.

A ordem é alfabética, não existem classificações.

Agraciado o 20º PRÈMIO VOAR NA POESIA

 

Céu Pina, autora de nacionalidade portuguesa, é o vigésimo agraciado com o «PRÉMIO VOAR NA POESIA».

O(s) seu(s) trabalho(s), distinguido(s) pelo jurí que preside a este Prémio, será publicado na Antologia Voar Na Poesia, obra a ser publicada em Março de 2013.



Parabéns a Céu Pina!

O condutor - Geane Masago

VENCEDOR
"POEMA DA SEMANA" 1/2013
11/01






 
 
Geane Masago

 
O condutor

En-quanto
o dia se fizer noite e
noite se fizer dia,
e anjos murmurarem
no esplendor dos céus e terras.
Estrada não sera
apenas um-o caminho.

En-quanto
houver um
espaço-tempo,
entre o finito
e o mais bonito.
Mesmo que, no abissal
de tão vasto oceano.

...A verdade
sempre a verdade.
Será cantigo e hino
e condução-mor
nos corações daqueles
que se amam.

 

Geane Masago
(04-01-2012)

Todas as flores - Mary Rosa

SEGUNDO LUGAR
"POEMA DA SEMANA" 1/2013
11.01


 
 
Mary Rosa

Todas as flores

Na terra a vida faz
Crescer flores diariamente,
Elas crescem vermelhas,
Crescem brancas.
Crescem roxas..
Elas são um dom para nossos olhos.

Elas enchem o ar de aroma,
O vento dá-lhes uma mão
E o sol da a cor da primavera .
As vezes meio triste com a tua ausência
As vezes forte como quem te espera

Todas as flores são suas,
As rosas, as papoulas , os lírios.
A vida se renova a cada dia..
Meu amor também

Mary Rosa.

Ah - Geane Masago

TERCEIRO LUGAR
"POEMA DA SEMANA" 1/2013
11.01
 
 
 
 
 
 
 
Geane Masago

Ah

...fala-me
bem baixinho...
Vai, voce eu deixo
escondidinho
daquele jeito
nosso jeito.
Vai concerta
o que mais
não tem
concerto.
Me toma
aos ouvidos
desça
até o umbigo.
Mas venha
e logo
sem demora.
Só sua voz
me basta
me destoa!

Geane Masago

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quem é Maria do Céu Pina Jorge (CÉU PINA) ?

 
 
 
 
Maria do Céu Pina Jorge, nasceu a 9 de Março de 1965 em Torres Novas, distrito de Santarém.

Reside em Riachos, concelho de Torres Novas-Portugal

Concluiu o 12º ano.

Técnica de análises clinicas na empresa Clinova em Torres Novas, desde 1984 onde exerce ainda a sua profissão.

Em 2009 fez o curso Reiki Om Rom, 2010 Cura Quântica Com Rodrigo Romo.
Sempre gostou de poesia, mas limitava-se a ler, grandes poetas, nunca tentou escrever, por iniciativa de um amigo que escreve poesia desde criança começou a escrever por uma simples brincadeira.

Hoje gosta de escrever poesia onde expressa um pouco de si.


*Agradecimento

Quero agradecer com um grande carinho ao meu amigo Carlos Margarido, pois sem ele nunca teria aqui chegado, um abraço,

Céu Pina

 
 
 
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

LA DANSEUSE - JEAN HYACINTHE-LOYSON


                                                              
                                                                                                A Georges Suffren.


Avec ses flancs d'éphèbe et ses hanches de femme
Elle danse, elle mime, en devant le miroir
Elle érige son corps plus souple qu'une lame
Et porte dans sa chair la tendresse du soir.

Mais son corps bondissant avec agilité
Ignore le plaisir déchirant et ses plaintes:
Offrant son buste étroit d'une caresse feinte
Elle danse l'orgueil de sa virginité.

Puis elle imite le réveil et sa torpeur,
Elle s'anime, vibre, et palpitante, danse
L'étonnement, le rire aigu, l'indifférence,
La paresse enfantine, et puis soudain, la peur.

Car ondoyant au rythme obsédant des cymbales
Elle frémit, tressaille en de grands frissons brefs;
Ses seins dardés dehors prennent un dur relief
Et son torse ondulant se fige sur les dalles.

Alors en rythmes fous, de tout son corps mouvant
Elle danse, éperdue, l'angoisse de sa chair
Et la peur du plaisir qui la mord comme un fer
En livrant le secret de son corps décevant.

Renversée sur sa croupe elle étire les bras
Anxieuse, du geste douloureux et las
De celles qu'ont meurtri de savantes étreintes,
Et ses yeux vacillants semblent mimer la craintre...

Enfin - froide, orgueilleuse, - elle se cambre toute
Ployant son torse dur sur ses reins musculeux,
Et son rire léger s'égrène goutte à goutte
Dans la calme impudeur de son corps onduleux.

Janvier 1925.
Jean Hyacinthe-Loyson in LE COLLIER DES SONGES (1925)

www.bibliothequeduvalais.blogspot.com tem 1 exemplar de LE COLLIER DES SONGES (1925) disponivel (40 €). Para a adquirir ou saber mais sobre a obra, mencione a intenção em comentáros.

RAPPELLE-TOI (VERGISS MEIN NICHT) Paroles faites sur la musique de Mozart - ALFRED DE MUSSET


Rappelle-toi, quand l'aurore craintive
Ouvre au Soleil son palais enchanté;
Rappelle-toi, lorsque la Nuit pensive
Passe en rêvant sous son voile argenté;
A l'appel du plaisir lorsque ton sein palpite,
Aux doux songes du soir lorsque l'ombre t'invite,
Ecoute au fond des bois
Murmurer une voix:
Rappelle-toi.

Rappelle-toi, lorsque les destinées
M'auront de toi pour jamais séparé,
Quand le chagrin, l'exil et les anées
Auront flétri ce coeur désespéré;
Songe à mon triste amour, songe à l'adieu suprême!
L'absence ni le temps ne sont rien quand on aime.
Tant que mon coeur battra,
Toujours il te dira :
Rappelle-toi.

Rappelle-toi, quand sous la froide terre
Mon coeur brisé pour toujours dormira;
Rappelle-toi, quand la fleur solitaire
Sur mon tombeau doucement s'ouvira:
Je ne te verrai plus; mais mon âme immortelle
Reviendra près de toi comme une soeur fidèle.
Ecoute, dans la nuit,
Une voix qui gémit:
Rappelle-toi.

Alfred de Musset (1842)
in OEUVRES COMPLÈTES D'ALFRED DE MUSSET

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Alfred Louis Charles de Musset (Paris, 11 de Dezembro de 1810 — Paris, 2 de Maio de 1857) foi um poeta, novelista e dramaturgo francês do século XIX, um dos expoentes mais conhecidos do período literário conhecido como o Romantismo. Diz-se que ele foi "o mais clássico dos românticos e o mais romântico dos clássicos". O seu estilo influenciou profundamente a literatura europeia, tendo surgido múltiplos seguidores, entre os quais se conta o poeta português Fausto Guedes Teixeira, o expoente máximo do neo-romantismo na poesia lusófona.
 
 
Alfred de Musset nasceu em Paris, filho de Victor-Donatien de Musset-Pathay e de sua mulher Edmée Guyot-Desherbiers, uma família culta e equilibrada, desde há longa data ligada às letras. O seu avô fora poeta e o seu pai, também escritor de mérito, mantinha uma relação estreita com Jean-Jacques Rousseau, cujas obras editava. Por esta via, Rousseau exerceu uma grande influência sobre o jovem poeta, em cuja obra recebe diversas homenagens, enquanto atacava violentamente Voltaire, o grande adversário de Rousseau.
Matriculou-se no Lycée Henri-IV com 9 anos de idade. Em 1827 ganhou o segundo lugar no prémio de escrita em latim do Concours général com o ensaio A origem de nossos sentimentos, revelando assim o seu talento literário. Ainda hoje um busto assinala naquele liceu a passagem de Musset como aluno distinto.
Depois de tentar iniciar uma carreira em Medicina, que abandonou devido à sua repugnância pelas dissecções, tentou Direito, desenho, ensino da língua inglesa, piano e saxofone. Foi então que, com a ajuda de Paul Foucher, um cunhado de Victor Hugo, começou a frequentar, com apenas 17 anos de idade, o Cénacle, o salão literário de Charles Nodier na Bibliothèque de l'Arsenal, descobrindo a sua vocação para a literatura e decidindo seguir carreira literária.
No Cénacle simpatiza com Charles Augustin Sainte-Beuve e Alfred de Vigny, mas recusa-se a adular o «mestre» Victor Hugo. Mais tarde ridicularizou os passeios nocturnos dos membros do Cénacle pelas torres da catedral de Notre-Dame e outras actividades do grupo.
Publicou em 1829 o seu primeiro livro, intitulado Contos de Espanha e da Itália, que despertou ao mesmo tempo admiração e protesto, por conter paródias em verso a algumas das mais reverenciadas obras românticas da época.
Sendo o mais novo integrante da nova escola literária francesa, ombreando com grandes nomes, como Alfred de Vigny, Prosper Mérimée, Charles Augustin Sainte-Beuve, entre outros, quando tinha 20 anos a sua fama literária era já grande, colocando-o entre os melhores cultores do Romantismo, mas também já o ligando a hábitos de dandy e a uma vida amorosa desregrada e boémia.
Musset tentou então a sua sorte no teatro, tentando produzir obras dramáticas que lhe permitissem ganhar a vida. Em Dezembro de 1832 aparece o seu primeiro Spectacle dans un fauteuil, que se compunha de um drama, La Coupe et les Lèvres, uma comédia, À quoi rêvent les jeunes filles?, e um conto oriental, Namouna. Musset exprime já nesta recolha a dolorosa tensão entre deboche e pureza de costumes que dominará muita da sua obra.
Contudo, após o fracasso da sua obra Nuit Vénitienne, escreveria, numa carta a P. Calais «adieu à la ménagerie, et pour longtemps» (adeus à ribalta, e por muito tempo), num afastamento que duraria até 1847, ano em que, já alcoólico, retorna às lides teatrais com outra serenidade.
Em 1832 parte para Itália na companhia de George Sand, com quem mantinha um escandaloso relacionamento amoroso. Esta viagem inspirou-lhe a obra Lorenzaccio, um drama romântico escrito em 1834. Publica então os Contes d'Espagne et d'Italie.
Durante esta viagem Musset adoece e George Sand torna-se na amante do seu médico, Pietro Pagello. Regressa então a Paris, onde faz representar as comédias Le Chandelier, On ne badine pas avec l'Amour e Il ne faut jurer de rien, que se mantêm no repertório do Théâtre-Français. Escreve também novelas em prosa e a Confession d'un enfant du siècle, autobiografia anónima dedicada a George Sand, onde ele descreve os sofrimentos que ela lhe teria infligido com a sua infidelidade.
Entre 1835 e 1837, Musset compõe a sua principal obra lírica, intitulada Les Nuits (Nuits de mai, d'août, d'octobre, de décembre), em torno de temáticas relacionadas com o sofrimento amoroso, o amor e a inspiração. Estas poesias, muitos sentimentais, são hoje consideradas como as obras mais representativas do romantismo francês.
Foi entretanto nomeado bibliotecário do Ministério do Interior durante a Monarquia de Julho, envolvendo-se durante esse período numa polémica relacionada com as pretensões francesa nas margens do Reno, agudizadas durante a Crise Franco-Alemão de 1840. A polémica iniciou-se quando o primeiro-ministro francês Adolphe Thiers, que enquanto Ministro do Interior tinha chefiado Musset, exigiu que o território francês se prolongasse até à margem esquerda do Reno, então assumida como a "fronteira natural" da França a leste. Essa pretensão, apesar da população da região ser de língua alemã, baseava-se no domínio sobre a zona exercido durante o consulado de Napoleão Bonaparte, mas era fortemente rejeitada pelos alemães.
Surgiram então canções e poemas rejeitando a pretensão francesa, entre os quais um poema heróico de Nikolaus Becker intitulado Rheinlied (Canção do Reno), que continha o verso: "Sie sollen ihn nicht haben, den freien, deutschen Rhein …" (Jamais o terão, o livre Reno alemão). Musset respondeu a este poema com o seu: "Nous l'avons eu, votre Rhin allemand" (Já o tivemos, o vosso Reno alemão).
Musset foi exonerado do seu lugar de bibliotecário na sequência da Revolução de 1848, mas foi depois nomeado bibliotecário do Ministério da Instrução Pública durante o Segundo Império.
Musset recebeu a Légion d'honneur em 24 de Abril de 1845, ao mesmo tempo que Honoré de Balzac, e foi eleito para a Académie française em 1852, depois de duas tentativas frustradas em 1848 e 1850.
De saúde frágil devido a uma malformação cardíaca congénita, estava frequentemente adoentado, situação que se foi agravando devido ao alcoolismo e a um estilo de vida desregrado. A sua malformação cardíaca provocava abalos cervicais concomitantes com a sua pulsação, fenómeno comum em situações como a insuficiencia aórtica. Como Musset tinha essa condição, ela ficou consagrado pela medicina francesa, e hoje por todo mundo, como Sinal de Musset.
Faleceu em Paris a 2 de Maio de 1857, quase esquecido. A influência do seu irmão mais velho, Paul de Musset, levou a que fosse sepultado no cemitério de Père Lachaise, em Paris, onde hoje uma artística obra funerária o relembra. Foi também Paul de Musset quem exerceu um importante papel na redescoberta da obra de Musset, redigindo a sua biografia e reeditando muitas das suas obras.
A polémica e os comentários despertados pela sua célebre relação amorosa entre Musset e George Sand, que durou entre 1833 e 1835, levou a que escrevesse a novela autobiográfica La Confession d'un Enfant du Siècle, a que ele ripostou com Elle et lui, recontando a história do seu ponto de vista. Esta obra de Sand, publicada em 1859, não foi bem recebida pelos admiradores de Musset, em particular por Paul de Musset, o irmão do visado, que a parodiou seis meses mais tarde com a obra Lui et Elle.
Sobre esta relação têm sido publicadas diversas obras, entre as quais Les Amants de Venise, George Sand et Musset de Charles Maurras (1902), que leva a cabo um aturado estudo do envolvimento amoroso e do relacionamento intelectual entre eles.



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