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Desde 17 de Agosto 2012

domingo, 7 de outubro de 2012

Não há perigo / Deixa o desejo ser / Tentação pura

 
 
 
Rosane Arostegui

Má sã.






Dulce Morais

Não há perigo

Deixa o desejo ser
Tentação pura






Voar Na Poesia
Feitiço...tolice!
A razão está aqui, na minha mão!!!
É paixão!...






Veronica Sampaio
Que ilusão poderosa ,esse encanto, doce é mentiroso, que sente paixão delirante, mais o mesmo tempo, encanto que ser perde, é cego como Adão, caio nessa ilusão.






Luciana Saldanha Lima





 
Trago a feiura no rosto e no corpo.
Mas tenho o conhecimento da natureza, pois posso te curar da dor que está.
Queres provar?







Maria Batista

Olha-me sem medo
Cede a tentação
Vem me morder!






Deborah Valente Borba Douglas

gosto do pecado
Eva se torna bruxa
o princípio macabro






Carlos Vargengrande Correa
 
"vade retro satanas"
rsrs






Elaine Cristina

Bruxa, Bruxa! Venha a minha festa?
 





Enide Santos
Pode não parecer, mas sou fruto de um amor sem fim.






Poesia E Arte

Vem, toma, prova
o prazer sem limites.
Sou o desejo.






Bruno Junger Mafra

grande esse vão
onde lá são deixados
pecados em vão
 





Poesia Pura Poesia

doce mordida da sedução, esconde na máscara o poder da traição
se é bem,se é mal se é fatal , diga a intuição






Deise Formentin

Algo de bom não consigo enxergar
O coração maldoso e cheio de ódio está
Capaz de fingir a bondade
Somente para enganar a pobre felicidade






Alana Maria Pereira Vaz

Na minha infancia acreditava...







Vitor Moreira

aos olhos de quem vemos,
vemos o que os nosso olhos desejam ver,
o mal, o bem, o respeito e a traiçao






Izidine Jaime

Beijo da saudade
Amor é assim
Ama-se, mesmo distante.






Raquel de Mello

ai ...eu tenho medo, desse ser trasnfigurado.
Ou a visão desse ser me revela o meu outro lado?
 





Claudia Salles

O mal que trazes, não me afeta.
Meu bem é maior, pois amo.






Geane Masago
 
O pecado tem gosto, o seu!






Teresinha Oliveira

Tantas tolices se escreve
Outras tantas se lê
Poucas porém, me enfeitiçam a razão.







Rita Gonçalves

Penso em tudo que sinto que às vezes me doi o coração♥!






Laisa Ricestoker

Doce para boca
amargo a alma
iluda-se...






Sandra Sila Abreu

A maldade faz parte,
para quem não tem amor de verdade.











 
O feitiço, a tentação, o desejo, a traição chegou ao fim...
Terá mesmo chegado?
Hummmm........... duvido!!!

O fruto apetecido, suculento, colorido é apelativo!!!
Ficam as duvidas, neste espaço em negro....






 










































sábado, 6 de outubro de 2012

NUA E CRUA



Ela está nua,
Mas, não vazia.
Ela é fêmea,
mulher e poesia!

Ela esta arte.
Mas, não baixaria.
Ela está constante,
sedução e sonhos!



Nota - Uma pequena homenagem ao (Nu-artístico e poesia-intimista)!

03.10.2012
Geane Masago

 

AMOR



Nasceu na minha vida como uma flor,
Uma flor da minha vida,
E o teu perfume toda minha vida atrai,
Manifestam meus sentimentos,
Teus beijos pairam no ar,
Quando me beijam os meus sentidos,
Ficam todos nos lábios reunidos,
Por cento pensas que a paixão me enlouquece,
Seu beijo não sente minha boca,
Sentem meu ser interior,
Quando longe esta teus beijos sabem muito mais...
Teu beijo me da sensação de uma caricia,
Matam a amargura que me atormenta,
De forma longa e lenta,
Eu te beijo tanto...
Que se florescessem seriam campos de flores,
Eu ficaria coberta de flores.


 Neuza R. Ferreira

À NOITE - Luciana Saldanha Lima

Tu me ocupas inteira
Com vontades certeiras
De um querer além das fronteiras.
Sou de natureza feminina
Mais do que felina
Tecida com a mais bela linha
No tear da paixão
Sou feita de sentimentos
Que explodem pelo meu corpo
Em espasmos insanos
E de desejos profanos.
Tenho o ardor do amor
Que levo por onde for
Em terras jamais conhecidas.
Á noite
Ao deitar na escuridão
Fico a pensar
Onde você está.
É um mistério que se faz presente
No revelar da manhã
Que está por chegar.

Luciana Saldanha Lima














Fotografia de topo: Deia Quintino

ESPERANÇA


O que você espera do amanhã?
Espero uma vida sem ilusões
onde não machuquem corações
e o amor se multiplique.

O que você espera do amanhã?
que a violência desapareça
a consciência humana desperte todo dia
dizendo adeus ao orgulho, egoismo, hipocrisia
desrespeito, preconceito, rebeldia.

e que assim renasça a esperança
em uma dimensão espiritual da vida
trazendo para cada coração
a humildade, paciência e o perdão.





Neidinha Borges
 

SE O CÉU SOUBESSE



José Guerra
 

MEIA-LUA



Descolei...
Do solo
E desenhei...
Um Mundo.
Dancei...dancei...
Percorri Céus...
E virei
Meia-Lua.
Absolutamente
Extasiante...
D'uma leveza
Incontrolável.
Na parada...
Virada
A Sol,
Estupefacta
Beleza...
Um Girassol.
Perdi-me no Tempo...
Mas sei
Que eram horas do Dia.
No hiato folgou ar...
Que respirei
Até ao Pôr-do-Sol.
E surge um sapatear,
Bem agradável,
Que me segreda:
- P'la Noite
Talvez seja Lua Cheia.
Que vontade
De entrar no Luar...
Serena e perfeita...
Sorridente...
Uma metade.
Flor Tua...
Que planeia
O Beijo espelhado
Do Sol.
Evidentemente
Que só podia
Ser Tudo
P'la Noite
Do teu colo.
Viverei Céus...

RÓ MAR

3-10-2012











Imagem no topo - Guan ZEJU __Open Art Group_________@

EXISTE OUTONO EM NÓS




Não sei se chove...
Vejo lá, ao fundo do Céu uma Nuvem
Pequenina,
A espreitar.
O Sol escondeu-se...
Será que chove...
O Tempo moveu-se...
É Outubro e o Vento
No Caminho,
O frio também,
Já se sente a neblina.
Adoro contar as Folhas
Que voam por Terra,
Um sinal de mudança.
E, vislumbro-me no rodopiar
Do chapéu-de-Chuva, multicolor.
Será que chove...
E que chova...
Pouco importa,
Sinto o arrepio
Do Inverno e o Calor
Do Estio
A Teu lado.
Tudo o mais pouco importa,
O chapéu é bem alado,
Dá para Nós.
E tudo o Vento
Leva...
Mas esta sensação nada, nem ninguém
Conseguem arrancar.
Mesmo que chova...
São as molhas
De sabor a Primavera.
E, o Vento traz novas Folhas,
Para decorar o nosso Caminho.
Amo-te...
Existe Outono em nós...
Uma Luz de Esperança.

RÓ MAR

1-10-2012












Imagem no topo - Beautiful world. Nature, love, art.

 

DESTINOS

 


 



Destinos que se cruzam por tantas coisas a dizer,
Se na lembrança ficará isso eu não posso saber.
Entre lágrimas e sorrisos por um bem querer,
Destinos que se cruzam por um caminho a percorrer
Por maior que seja a distí¢ncia, nunca mais vou te esquecer...
Arrisque um sorriso e imagine que pode ser para sempre.
Olhe para os lados e veja que você não está só,
Carregue na mente que a vida pode ser bela,
E vale pela esperança de encontrar o que está perdido,
E aquilo que procuramos, sem saber bem o que é,
Mas que sempre estaremos tentando, pois viver apenas por viver,
Não tem graça nenhuma sem você...

Edleuza Nogueira Fonseca


E QUANDO CHEGA A MADRUGADA


 

E quando chega a madrugada.

 Ela, repousa em minha carne.

 Me vejo nua, me faço tua!






Geane Masago
(02-10-2012)





 

ENQUANTO POESIA...



Sinto! Gosto de sentir.
Universos,
Os meus versos,
Que me fazem existir....
... Enquanto pessoa, enquanto ser!
Com manias, defeitos,
Virtudes e feitos...
Enquanto poesia posso viver!


Sou o que sempre quis.
Vejo,
Posso,
Sou eu, pessoa, sou feliz!


Enquanto poesia posso viajar...
Corro o mundo,
O meu profundo,
Sem sequer sair do lugar.



Enquanto poesia é bom!
Bem melhor,
É amor,
É seguir em frente com...


O sonho cheiro a maresia.
Flores,
Sabores,
De alguém que quer o dia a dia.


Eu! Tu! Tantos...
... E tão poucos!


Enquanto poesia sou jardim!
Enquanto poesia sou assim!


SAXON 26-01-2012
MC.BATISTA

 

A CLAVE DE NÓS


Há Música em mim...
Paira no Ar a Canção
Do Amor...
...
Há Música em Nós.

Dó...Ré...Mi...em mim
E a pauta vai tomando cor...
Fá...Sol...Lá...
E, escuto o bater do teu Coração
Si...Dó...estou lá,
A Clave de Nós.

RÓ MAR

1-10-2012












Imagem no topo - Open Art- Jose Royo

VIVO PARA SER...



Raia o dia; mais um dia...
Na sua plenitude e esplendor
Com os seus porquês a sua cor
Eu...! Vivo para ser... dar alegria.

Nada fácil, nem sempre consigo!
Como ser humano que sou
Com erros, defeitos, mesmo assim vou
Tentar ser... um porto, o meu porto de abrigo!

Olho o dia... a noite que está a chegar...
E... eu ser enquanto pessoa vivo a Amar!
Por falta de tempo mesmo sendo eterno

Por as vezes a não o saber plano numa outra direcção
Sou a incógnita do dia... a realidade ou ilusão!
Vivo neste mundo para ser... idealizando um mundo fraterno!

Saxon 30-05-2012
MC BATISTA

OLHA AMOR...


A alvorada a nascer...!
Raios, tantos raios...
De luz, Amor crescente,
e vêm para te ver!
Olha Amor o sol poente!
Acompanhado de magia,
por de trás daquela colina,
há uma fonte; fonte, que sente!
Olha Amor a noite a cair...
Tem estrelas a brilhar,
silêncios profundos,
também eles, se fazem sentir!
Vis-te Amor? Se não;
vem para junto de mim,
faremos um lugar nosso,
será jardim, um grande coração!

Saxon 27-9-2012
Mc.Batista
3º LUGAR
«POEMA DA SEMANA»
05.10.2012

DESPERTAR


Hoje... um dia especial
como todos que amanhece
o sol brilhante
corpo sã
mente sã
em paz comigo
e com todos...
com todos meus medos
medos que ficam dormindo
enquanto me desperta...
a coragem, o otimismo
e a Fé.
Deus está presente em tudo
não tenho o que temer.


Dilma de Caboclo.
 
 
 
 
2º LUGAR
«POEMA DA SEMANA»
05.10.2012

FELISAUDADES



Vencedor do "POEMA DA SEMANA"
05.10.2012
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Quem é GEANE MASAGO?



Geane Masago, nasceu em Jacarei- São Paulo (Brasil) a 5 de Setembro de 1972, actualmente reside em Caraguatatuba, no mesmo Estado brasileiro.
Completou o segundo grau na Escola Estadual Ruy Barbosa em Caçapava-SP.
De entre os seus sonhos, ainda subsiste, o de vir a terminar os estudos, numa arêa que hoje é uma paixão, talvez a maior, as Letras.
Uma paixão que surgiu com as redes virtuais e o contacto surgido com outros poetas e escritores.
Desse contacto às suas primeiras poesias foi um ápice, a medo começou a publicar no seu mural e em grupos poéticos no Facebbok, começaram os comentários positivos, os ncentivos e Geane pôs-se a voar...
"Escrevo porque acredito no Amor", são suas as palavras, uma romãntica permanente, com o Amor num pedestal, como se pode verificar na leitura da sua poesia.
Sonhadora, como uma poeta o é sempre, adora viajar. O horizonte é uma contemplação permanente.
Publicar um livro com a resenha das suas poesias a sua meta, para a qual continua a "correr", almejando lá chegar.
Hoje, para além de continuar a publicar no seu mural e em grupos de poesia, têm o seu blog, onde assiduamente publica os seus trabalhos.

Contactos:
Blog -  http://delriosdospensares.blogspot.com.br/

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

RESIGNAÇÃO

Sonhei como se sonha, arquitectando
A vida como nunca p'ra mim fora!...
E atrás duma ilusão vou suportando
A cruz que o meu destino não melhora.

Mas sonhos lindos viverei sonhando...
Há-de chegar a hora redentora
Das mágoas que em meu peito fui juntando,
Das lágrimas choradas, vida fora!

Depois dum Mal, um doce Bem floresce.
E um dia então será doirada messe
O grande Amor que em mim sinto vibrar.

Pior que o meu Destino, deve ser
O de alguém que na vida não tiver
Um coração por quem possa chorar!

Elísio de Vasconcelos

in POLIEDRO-Sonetos e Outras Poesias (1946)


www.bibliothequeduvalais.blogspot.com tem 1 exemplar de POLIEDRO - Sonetos e Outras Poesias (25 €). Para saber mais sobre a obra ou a adquirir, contacte voarnapoesiablog@gmail.com.







Elísio de Vasconcelos (1915 -1965)
Professor e poeta

Elísio de Vasconcelos nasceu em 1915, no Brasil, no Estado do Maranhão, onde seus pais se encontraram emigrados, tendo decidido regressar a Portugal pouco depois do seu nascimento, fixando-se em Monsul ,freguesia da Povoa de Varzim, onde possuíam algumas propriedades.
Aí, Elísio de Vasconcelos  frequentou o ensino básico tendo após o seu término ido estudar no Colégio de Guimarães. Mais tarde, deslocou-se para a cidade invicta (Porto), tendo concluído a preparação para ingressar no colégio João de Deus. O seu trajecto académico viria a ser concluído na Faculdade de Farmácia da mesma cidade, onde se licenciou como farmacêutico-químico, tendo voltado nessa altura à Povoa de Varzim onde resisiu até 1933.

Não se sentindo realizado com a vida na aldeia, em 1934 voltou ao Porto, onde fixou residência e passou a exercer como químico-analista num laboratório dessa cidade.
Elísio de Vasconcelos foi mais um desses homens que, tendo estudado ciências, o amor era outro..... Letras!
Casou com D. Maria da Glória de Moura Direito de Vasconcelos, passando a residir, primeiro, na rua de Antero de Quental, mudando-se meses depois para a Rua do Bonjardim. Esta ligação não gerou herdeiros.
Após se ter casado Elísio de Vasconcelos deixou a sua actividade de químico para se dedicar à docência, tornando-se professor no Colégio João de Deus onde havia sido estudante.
Seria, neste colégio e por iniciativa dos seus alunos que viria à luz o seu primeiro livro, intitulado “A saltar uma fogueira” (Porto, Edições Inicial, 1945), e no qual o poeta publicou um conjunto de sessenta e duas quadras “sanjoaninas”.
Com
 trinta anos, a sua veia poética não parava de jorrar. Iniciou colaboração em vários periódicos, entre os quais o semanário povoense “A Maria da Fonte”. E, ainda em 1945, veio a público o seu segundo livro, “Poliedro. Sonetos e outras poesias” (Porto, Livraria Portugália, 1945), seguindo-se-lhe “A ternura que me deste” (Porto, Livraria Figueirinhas, 1946).
A crítica acolheu muito bem os seus três volumes de poesia aos quais teceu as mais elogiosas referências  nos diários nacionais de maior expressão, de A Tarde ao Primeiro de Janeiro, ao Comércio do Porto, a O Século ou ao Diário da Manhã.
A revista O Inicial, órgão literário e artístico do Colégio João de Deus, publicou em Dezembro de 1945 uma extensa matéria sobre “A ternura que me deste” de onde extraímos o seguinte trecho: “Elísio de Vasconcelos é um poeta. Acentuamos. Repetimos. Poeta no sentido integral e quase maravilhoso do vocábulo. Eis a agradável convicção que a leitura desde livro nos dá […]. Como artista, Elísio de Vasconcelos é escravo de si mesmo. Isto é, da caudalosa fluência do sentimento lírico, que nele tudo inunda, subverte e vence. A onda da poesia transborda incessantemente do seu peito. Alastra em impulsos irreprimíveis. Vibra em estos viris. E na sua humildade adorável reflecte assim qualquer coisa de grandioso e olímpico”.

 
Nos finais da década de 1940, Elísio de Sousa Vasconcelos sente o "chamamento da pátria-mãe" decidindo deixar a docência para regressar ao Brasil.
Ali chegado instalou-se na sua cidade natal onde, na Universidade Estadual do Maranhão, passou a leccionar Farmácia e Língua Portuguesa, atingindo, poucos anos depois, a cátedra. Desempenhou também funções oficiais, chegando a ocupar o alto cargo de secretário do governo maranhense.
Inconstante como quase todos os poetas, em 1960 voltou a mudar de cidade, fixando-se desta vez no Rio de Janeiro onde foi contratado para ensinar em dois dos mais prestigiados colégios da cidade: o D. Pedro II e o Estadual Sousa Aguiar.
Foi ainda redactor especial do jornal “A Voz de Portugal” e, mais tarde, de “o Mundo Português”.
Em finais de 1963 regressou a Portugal, numa viagem de saudade. Estanciando em Monsul, ali permaneceu por longos meses, aproveitando para viajar por todo o norte de Portugal. Regressou à cidade maravilhosa em meados de 1964, mantendo as actividades de professor e jornalista.
Mas não o seria já por muito tempo: a morte surpreendeu-o aos 50 anos de idade, no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro onde se fizera internar pouco tempo antes. O seu corpo encontra-se inumado num dos cemitérios dessa cidade que para ele foi a ultima, Rio de Janeiro.
 
 

BREVE APRESENTAÇÃO DO "PRÉMIO VOAR NA POESIA"





Decidiram instituir os gestores do Grupo VOAR NA POESIA a homenagem designada - "PRÉMIO VOAR NA POESIA".

Este prémio, será um render homenagem, às publicações em prosa e texto publicadas neste grupo que justificadamente julgue o juri convidado para o efeito possuirem alto valor literário.

Não haverá dia certo para a sua atribuição, nem quantidade de publicações a premiar, podendo ser uma ou mais publicações nomeadas até no mesmo dia.

Não haverá lugar a menções honrosas nem classificações secundárias, sendo a nomenclatura de ordem cronológica, (exemplo: 1º PRÉMIO VOAR NA POESIA, 2º......36º PRÉMIO....ETC.).

Todas as publicações homenageadas com este prémio farão parte de uma Antologia a ser publicada em livro quando julgarmos suficientes os textos para tal.

Daremos conta de mais pormenores de interesse aos homenageados.


VOAR NA POESIA
03.10.2012

 

LÚCIA POLONIO



Lúcia Polonio


3º LUGAR
"CARD DA SEMANA"
02.10.2012

UDI MARQUES





2º LUGAR
"CARD DA SEMANA"
02.10.2012

Udi Marques


 

JOSÉ GUERRA - POETA ESCRITOR



José Guerra-Poeta Escritor


VENCEDOR
"CARD" DA SEMANA
02.10.2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

CET ENFER DE L'AMOUR


Cet enfer d'un amour si extrême
En mon âme qui l'a mis ?... je ne sais;
Cette flamme qui conforte et consume
Qui est la vie - et qui détruit la vie -
Comments s'est-elle aínsi embrassée,
Quand - ah! quand s'éteindra-t-elle enfin?

Ne saís pas, ne saís plus; le passé,
L'autre vie qui autrefois fut la mienne,
Étaít un songe peut-être... - rien qu'un songue -
D'un sommeil si paísible la révai !
Que ce rêve était doux et plaisant...
Qui m'en vint éveiller brusquement ?

Seulement me souviens qu'un matin
Je passai... Le soleil brillait tant !
Mes regards qui erraient sans destin
Rencontrèrent son regard si ardent.
Que fit-elle, moi, que fis-je ? - Je ne sais,
Mais de vivre en cette heure commençai...

Août 1846
Almeida Garrett

in PLAISIR ET SOUFFRANCE Anthologie; Préface de Christine Pâris Montech (1996)

www.bibliothequeduvalais.blogspot.com tem  1 exemplar de PLAISIR ET SOUFFRANCE (1996) (20 €). Para saber mais sobre a obra ou a adquirir, contacte voarnapoesiablog@gmail.com.

 
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu com o nome de João Leitão da Silva no Porto a 8 de fevereiro de 1800, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, Selador Mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância, altura em que alterou o seu nome para João Baptista da Silva Leitão, acrescentando o sobrenome Baptista do Padrinho e trocando a ordem dos seus apelidos, na Quinta do Sardão, em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão.
Mais tarde viria a escrever a este propósito: "Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia". No período da sua adolescência foi viver para os Açores, na Ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra.
De seguida, em 1816 foi para Lisboa, onde acabou por se matricular no curso de Direito.
Em 1821 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que fez com que lhe pusessem um processo por ser considerado materialista, ateu e imoral.
É também neste ano que ele e sua família passam a usar o apelido de Almeida Garrett.

Presença nas lutas liberais

Almeida Garrett participou na revolução liberal de 1820, de seguida foi para o exílio na Inglaterra em 1823, após a Vilafrancada.
Antes tinha-se casado com uma muito jovem senhora Luísa Midosi, que tinha apenas 14 anos.
Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que se reflectiriam na sua obra posterior.
Em 1824, pode partir para França e assim o fez, nessa viagem escreveu o muitíssimo conhecido Camões (1825) e Dona Branca (1826, )não tão conhecido mas não menos importante, poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal.
No ano de 1826 foi chamado e regressou à pátria com os últimos emigrados dedicando-se ao jornalismo, fundando e dirigindo o jornal diário O Português (1826-1827) e o semanário O Cronista (1827).
Teria de deixar Portugal novamente em 1828, com o regresso do Rei absolutista D. Miguel
Ainda no ano de 1828 perdeu a sua filha recém-nascida. Novamente em Inglaterra, publica Adozinda (1828).
Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo e no Cerco do Porto em 1832 e 1833.
Também fundou o Jornal "Regeneração" em 1851 a propósito do movimento político da regeneração.

Vida política

A vitória do Liberalismo permitiu-lhe instalar-se novamente em Portugal, após curta estadia em Bruxelas como cônsul-geral e encarregado de negócios, onde lê Schiller, Goethe e Herder.
Em Portugal exerceu cargos políticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais.
Foram de sua iniciativa a criação do Conservatório de Arte Dramática, da Inspecção-Geral dos Teatros, do Panteão Nacional e do Teatro Normal (actualmente Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa). Mais do que construir um teatro, Garrett procurou sobretudo renovar a produção dramática nacional segundo os cânones já vigentes no estrangeiro.
Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett afasta-se da vida política até 1852. Contudo, em 1850 subscreveu, com mais de 50 personalidades, um protesto contra a proposta sobre a liberdade de imprensa, mais conhecida por “lei das rolhas”.

Garrett sedutor

A vida de Garrett foi tão apaixonante quanto a sua obra.
Revolucionário nos anos 20 e 30, distinguiu-se posteriormente sobretudo como o tipo perfeito do dândi, ou janota, tornando-se árbitro de elegâncias e príncipe dos salões mundanos.
Foi um homem de muitos amores, uma espécie de homem fatal. Separado da esposa, Luisa Midosi, com quem se casou, em 1822, quando esta tinha 14 anos de idade, passa a viver em mancebia com D. Adelaide Pastor até a morte desta, em 1841.
A partir de 1846, a sua musa é a viscondessa da Luz, Rosa Montufar Infante, andaluza casada, desde 1837, com o oficial do exército português Joaquim António Velez Barreiros, inspiradora dos arroubos românticos das Folhas caídas.
Por decreto do Rei D. Pedro V de Portugal datado de 25 de Junho de 1851 Garrett é feito Visconde de Almeida Garrett em vida (tendo o título sido posteriormente renovado por 2 vezes).
Em 1852 sobraça, por poucos dias, a pasta do Negócios Estrangeiros em governo presidido pelo Duque de Saldanha.
Falece em 1854, vítima de cancro, em Lisboa, na sua casa situada na actual Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique.(Outras versões existem sobre a sua morte)
Encontra-se sepultado em Lisboa, no Panteão Nacional.
Filho segundo do selador-mor da Alfândega do Porto, acompanhou a família quando esta se refugiou nos Açores, onde tinha propriedades, fugindo da segunda invasão francesa, realizada pelo exército comandado pelo marechal Soult que entrando em Portugal por Chaves se dirigiu para o Porto, ocupando-o.
Passou a adolescência na ilha Terceira, tendo sido destinado à vida eclesiástica, devendo entrar na Ordem de Cristo, por intercedência do tio paterno, Frei Alexandre da Sagarada Família, bispo de Malaca e depois de Angra.
Em 1816, tendo regressado a Portugal, inscreveu-se na Universidade, na Faculdade de Leis, sendo aí que entrou em contacto com os ideais liberais. Em Coimbra, organiza uma loja maçónica, que será frequentada por alunos da Universidade como Manuel Passos.
Em 1818, começa a usar o apelido Almeida Garrett, assim como toda a sua família.
Participa entusiasticamente na revolução de 1820, de que parece ter tido conhecimento atempado, como parece provar a poesia As férias, escrita em 1819.
Enquanto dirigente estudantil e orador defende o vintismo com ardor escrevendo um Hino Patriótico recitado no Teatro de São João.
Em 1821, funda a Sociedade dos Jardineiros, e volta aos Açores numa viagem de possível motivação maçónica. De regresso ao Continente, estabelece-se em Lisboa, onde continua a publicar escritos patrióticos. Concluindo a Licenciatura em Novembro deste ano.
Em Coimbra publica o poema libertino O Retrato de Vénus, que lhe vale ser acusado de materialista e ateu, assim como de «abuso da liberdade de imprensa», de que será absolvido em 1822.
Torna-se secretário particular de Silva Carvalho, secretário de estado dos Negócios do Reino, ingressando em Agosto na respectiva secretaria, com o lugar de chefe de repartição da instrução pública. No fim do ano, em 11 de Novembro, casa com Luísa Midosi.
A Vilafrancada, o golpe militar de D. Miguel que, em 1823, acaba com a primeira experiência liberal em Portugal, leva-o para o exílio. Estabelece-se em Março de 1824 no Havre, cidade portuária francesa na foz do Sena, mas em Dezembro está desempregado, o que o leva a ir viver para Paris. Não lhe sendo permitido o regresso a Portugal, volta ao seu antigo emprego no Havre.
Em 1826 está de volta a Paris, para ir trabalhar na livraria Aillaud. A mulher regressa a Portugal.
É amnistiado após a morte de D. João VI, regressando com os últimos emigrados, após a outorga da Carta Constitucional, reocupando em Agosto o seu lugar na Secretaria de Estado. Em Outubro começa a editar «O Português, diário político, literário e comercial», sendo preso em finais do ano seguinte. Libertado, volta ao exílio em Junho de 1828, devido ao restabelecimento do regime absoluto por D. Miguel.
De 1828 a Dezembro de 1831 vive em Inglaterra, indo depois para França, onde se integra num batalhão de caçadores, e mais tarde, em 1832, para os Açores integrado na expedição comandada por D. Pedro IV. Nos Açores transfere-se para o corpo académico, sendo mais tarde chamado, por Mouzinho da Silveira, para a Secretaria de Estado do Reino.
Participa na expedição liberal que desembarca no Mindelo e ocupa o Porto em Julho de 1832. No Porto, é reintegrado como oficial na secretaria de estado do Reino, acumulando com o trabalho na comissão encarregada do projecto de criação do Códigos Criminal e Comercial. Em Novembro parte com Palmela para uma missão a várias cortes europeias, mas a missão é dissolvida em Janeiro e Almeida Garrett vence abandonado em Inglaterra, indo para Paris onde se encontra com a mulher.
Só com a ocupação de Lisboa em Julho de 1833, consegue apoio para o seu regresso, que acontece em Outubro. Em Novembro é nomeado secretário da comissão de reforma geral dos estudos. Em Fevereiro do ano seguinte é nomeado cônsul-geral e encarregado de negócios na Bélgica, onde chega em Junho, mas é de novo abandonado pelo governo. Regressa a Portugal em princípios de 1835, regressando ao seu posto em Maio. Estava em Paris, em tratamento, quando foi substituído sem aviso prévio na embaixada belga. Nomeado embaixador na Dinamarca, é demitido antes mesmo de abandonar a Bélgica.
Estes sucessivos abandonos por parte dos governos cartistas, levam-no a envolver-se com o Setembrismo, dando assim origem à sua carreira parlamentar. Logo em 28 de Setembro de 1836 é incumbido de apresentar uma proposta para o teatro nacional, o que faz propondo a organização de uma Inspecção-Geral dos Teatros, a edificação do Teatro D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática. Os anos de 1837 e 1838, são preenchidos nas discussões políticas que levarão à aprovação da Constituição de 1838, e na renovação do teatro nacional.
Em 20 de Dezembro é nomeado cronista-mor do Reino, organizando logo no princípio de 1839 um curso de leituras públicas de História. No ano seguinte o curso versa a «história política, literária e científica de Portugal no século XVI».
Em 15 de Julho de 1841 ataca violentamente o ministro António José d'Ávila, num discurso a propósito da Lei da Décima, o que implica a sua passagem para a oposição, e o leva à demissão de todos os seus cargos públicos.
Em 1842, opõem-se à restauração da Carta proclamada no Porto por Costa Cabral. Eleito deputado nas eleições para a nova Câmara dos Deputados cartista, recusa qualquer nomeação para as comissões parlamentares, como toda a esquerda parlamentar.
No ano seguinte ataca violentamente o governo cabralista, que compara ao absolutista.
É neste ano de 1843 que começou a publicar, na Revista Universal Lisbonense, as Viagens na Minha Terra, descrevendo a viagem ao vale de Santarém começada em 17 de Julho. Anteriormente, em 6 de Maio, tinha lido no Conservatório Nacional uma memória em que apresentou a peça de teatro Frei Luís de Sousa, fazendo a primeira leitura do drama.
Continuando a sua oposição ao Cabralismo, participa na Associação Eleitoral, dirigida por Sá da Bandeira, assim como nas eleições de 1845, onde foi um dos 15 membros da minoria da oposição na nova Câmara.
Em 17 de Janeiro de 1846, proferiu um discurso em que considerava a minoria como representante da «grande nação dos oprimidos», pedido em 7 de Maio a demissão do governo, e em Junho a convocação de novas Cortes.
Com o despoletar da revolução da Maria da Fonte, e da Guerra Civil da Patuleia, Almeida Garrett que apoia o movimento, tem que passar a andar escondido, reaparecendo em Junho, com a assinatura da Convenção do Gramido.
Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett é afastado da vida política, até 1852.
Em 1849, passa uma breve temporada em casa de Alexandre Herculano, na Ajuda.
Em 1850, subscreve com mais de 50 outras personalidades um Protesto contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa, mais conhecida por «lei das rolhas». Costa Cabral nomeia-o, em Dezembro, para a comissão do monumento a D. Pedro IV
Com o fim do Cabralismo e o começo da Regeneração, em 1851, Almeida Garrett é consagrado oficialmente. É nomeado sucessivamente para a redacção das instruções ao projecto da lei eleitoral, como plenipotenciário nas negociações com a Santa Sé, para a comissão de reforma da Academia das Ciências, vogal na comissão das bases da lei eleitoral, e na comissão de reorganização dos serviços públicos, para além de vogal do Conselho Ultramarino, e de estar encarregado da redacção do que irá ser o Acto Adicional à Carta. Em 25 de Junho é agraciado com o título de Visconde, em duas vidas.
Em 1852 é eleito novamente deputado, e de 4 a 17 de Agosto será ministro dos Negócios Estrangeiros. A sua última intervenção no Parlamento será em Março de 1854 em ataca o governo na pessoa de Rodrigo de Fonseca Magalhães.