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Desde 17 de Agosto 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

CET ENFER DE L'AMOUR


Cet enfer d'un amour si extrême
En mon âme qui l'a mis ?... je ne sais;
Cette flamme qui conforte et consume
Qui est la vie - et qui détruit la vie -
Comments s'est-elle aínsi embrassée,
Quand - ah! quand s'éteindra-t-elle enfin?

Ne saís pas, ne saís plus; le passé,
L'autre vie qui autrefois fut la mienne,
Étaít un songe peut-être... - rien qu'un songue -
D'un sommeil si paísible la révai !
Que ce rêve était doux et plaisant...
Qui m'en vint éveiller brusquement ?

Seulement me souviens qu'un matin
Je passai... Le soleil brillait tant !
Mes regards qui erraient sans destin
Rencontrèrent son regard si ardent.
Que fit-elle, moi, que fis-je ? - Je ne sais,
Mais de vivre en cette heure commençai...

Août 1846
Almeida Garrett

in PLAISIR ET SOUFFRANCE Anthologie; Préface de Christine Pâris Montech (1996)

www.bibliothequeduvalais.blogspot.com tem  1 exemplar de PLAISIR ET SOUFFRANCE (1996) (20 €). Para saber mais sobre a obra ou a adquirir, contacte voarnapoesiablog@gmail.com.

 
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu com o nome de João Leitão da Silva no Porto a 8 de fevereiro de 1800, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, Selador Mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância, altura em que alterou o seu nome para João Baptista da Silva Leitão, acrescentando o sobrenome Baptista do Padrinho e trocando a ordem dos seus apelidos, na Quinta do Sardão, em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão.
Mais tarde viria a escrever a este propósito: "Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia". No período da sua adolescência foi viver para os Açores, na Ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra.
De seguida, em 1816 foi para Lisboa, onde acabou por se matricular no curso de Direito.
Em 1821 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que fez com que lhe pusessem um processo por ser considerado materialista, ateu e imoral.
É também neste ano que ele e sua família passam a usar o apelido de Almeida Garrett.

Presença nas lutas liberais

Almeida Garrett participou na revolução liberal de 1820, de seguida foi para o exílio na Inglaterra em 1823, após a Vilafrancada.
Antes tinha-se casado com uma muito jovem senhora Luísa Midosi, que tinha apenas 14 anos.
Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que se reflectiriam na sua obra posterior.
Em 1824, pode partir para França e assim o fez, nessa viagem escreveu o muitíssimo conhecido Camões (1825) e Dona Branca (1826, )não tão conhecido mas não menos importante, poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal.
No ano de 1826 foi chamado e regressou à pátria com os últimos emigrados dedicando-se ao jornalismo, fundando e dirigindo o jornal diário O Português (1826-1827) e o semanário O Cronista (1827).
Teria de deixar Portugal novamente em 1828, com o regresso do Rei absolutista D. Miguel
Ainda no ano de 1828 perdeu a sua filha recém-nascida. Novamente em Inglaterra, publica Adozinda (1828).
Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo e no Cerco do Porto em 1832 e 1833.
Também fundou o Jornal "Regeneração" em 1851 a propósito do movimento político da regeneração.

Vida política

A vitória do Liberalismo permitiu-lhe instalar-se novamente em Portugal, após curta estadia em Bruxelas como cônsul-geral e encarregado de negócios, onde lê Schiller, Goethe e Herder.
Em Portugal exerceu cargos políticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais.
Foram de sua iniciativa a criação do Conservatório de Arte Dramática, da Inspecção-Geral dos Teatros, do Panteão Nacional e do Teatro Normal (actualmente Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa). Mais do que construir um teatro, Garrett procurou sobretudo renovar a produção dramática nacional segundo os cânones já vigentes no estrangeiro.
Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett afasta-se da vida política até 1852. Contudo, em 1850 subscreveu, com mais de 50 personalidades, um protesto contra a proposta sobre a liberdade de imprensa, mais conhecida por “lei das rolhas”.

Garrett sedutor

A vida de Garrett foi tão apaixonante quanto a sua obra.
Revolucionário nos anos 20 e 30, distinguiu-se posteriormente sobretudo como o tipo perfeito do dândi, ou janota, tornando-se árbitro de elegâncias e príncipe dos salões mundanos.
Foi um homem de muitos amores, uma espécie de homem fatal. Separado da esposa, Luisa Midosi, com quem se casou, em 1822, quando esta tinha 14 anos de idade, passa a viver em mancebia com D. Adelaide Pastor até a morte desta, em 1841.
A partir de 1846, a sua musa é a viscondessa da Luz, Rosa Montufar Infante, andaluza casada, desde 1837, com o oficial do exército português Joaquim António Velez Barreiros, inspiradora dos arroubos românticos das Folhas caídas.
Por decreto do Rei D. Pedro V de Portugal datado de 25 de Junho de 1851 Garrett é feito Visconde de Almeida Garrett em vida (tendo o título sido posteriormente renovado por 2 vezes).
Em 1852 sobraça, por poucos dias, a pasta do Negócios Estrangeiros em governo presidido pelo Duque de Saldanha.
Falece em 1854, vítima de cancro, em Lisboa, na sua casa situada na actual Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique.(Outras versões existem sobre a sua morte)
Encontra-se sepultado em Lisboa, no Panteão Nacional.
Filho segundo do selador-mor da Alfândega do Porto, acompanhou a família quando esta se refugiou nos Açores, onde tinha propriedades, fugindo da segunda invasão francesa, realizada pelo exército comandado pelo marechal Soult que entrando em Portugal por Chaves se dirigiu para o Porto, ocupando-o.
Passou a adolescência na ilha Terceira, tendo sido destinado à vida eclesiástica, devendo entrar na Ordem de Cristo, por intercedência do tio paterno, Frei Alexandre da Sagarada Família, bispo de Malaca e depois de Angra.
Em 1816, tendo regressado a Portugal, inscreveu-se na Universidade, na Faculdade de Leis, sendo aí que entrou em contacto com os ideais liberais. Em Coimbra, organiza uma loja maçónica, que será frequentada por alunos da Universidade como Manuel Passos.
Em 1818, começa a usar o apelido Almeida Garrett, assim como toda a sua família.
Participa entusiasticamente na revolução de 1820, de que parece ter tido conhecimento atempado, como parece provar a poesia As férias, escrita em 1819.
Enquanto dirigente estudantil e orador defende o vintismo com ardor escrevendo um Hino Patriótico recitado no Teatro de São João.
Em 1821, funda a Sociedade dos Jardineiros, e volta aos Açores numa viagem de possível motivação maçónica. De regresso ao Continente, estabelece-se em Lisboa, onde continua a publicar escritos patrióticos. Concluindo a Licenciatura em Novembro deste ano.
Em Coimbra publica o poema libertino O Retrato de Vénus, que lhe vale ser acusado de materialista e ateu, assim como de «abuso da liberdade de imprensa», de que será absolvido em 1822.
Torna-se secretário particular de Silva Carvalho, secretário de estado dos Negócios do Reino, ingressando em Agosto na respectiva secretaria, com o lugar de chefe de repartição da instrução pública. No fim do ano, em 11 de Novembro, casa com Luísa Midosi.
A Vilafrancada, o golpe militar de D. Miguel que, em 1823, acaba com a primeira experiência liberal em Portugal, leva-o para o exílio. Estabelece-se em Março de 1824 no Havre, cidade portuária francesa na foz do Sena, mas em Dezembro está desempregado, o que o leva a ir viver para Paris. Não lhe sendo permitido o regresso a Portugal, volta ao seu antigo emprego no Havre.
Em 1826 está de volta a Paris, para ir trabalhar na livraria Aillaud. A mulher regressa a Portugal.
É amnistiado após a morte de D. João VI, regressando com os últimos emigrados, após a outorga da Carta Constitucional, reocupando em Agosto o seu lugar na Secretaria de Estado. Em Outubro começa a editar «O Português, diário político, literário e comercial», sendo preso em finais do ano seguinte. Libertado, volta ao exílio em Junho de 1828, devido ao restabelecimento do regime absoluto por D. Miguel.
De 1828 a Dezembro de 1831 vive em Inglaterra, indo depois para França, onde se integra num batalhão de caçadores, e mais tarde, em 1832, para os Açores integrado na expedição comandada por D. Pedro IV. Nos Açores transfere-se para o corpo académico, sendo mais tarde chamado, por Mouzinho da Silveira, para a Secretaria de Estado do Reino.
Participa na expedição liberal que desembarca no Mindelo e ocupa o Porto em Julho de 1832. No Porto, é reintegrado como oficial na secretaria de estado do Reino, acumulando com o trabalho na comissão encarregada do projecto de criação do Códigos Criminal e Comercial. Em Novembro parte com Palmela para uma missão a várias cortes europeias, mas a missão é dissolvida em Janeiro e Almeida Garrett vence abandonado em Inglaterra, indo para Paris onde se encontra com a mulher.
Só com a ocupação de Lisboa em Julho de 1833, consegue apoio para o seu regresso, que acontece em Outubro. Em Novembro é nomeado secretário da comissão de reforma geral dos estudos. Em Fevereiro do ano seguinte é nomeado cônsul-geral e encarregado de negócios na Bélgica, onde chega em Junho, mas é de novo abandonado pelo governo. Regressa a Portugal em princípios de 1835, regressando ao seu posto em Maio. Estava em Paris, em tratamento, quando foi substituído sem aviso prévio na embaixada belga. Nomeado embaixador na Dinamarca, é demitido antes mesmo de abandonar a Bélgica.
Estes sucessivos abandonos por parte dos governos cartistas, levam-no a envolver-se com o Setembrismo, dando assim origem à sua carreira parlamentar. Logo em 28 de Setembro de 1836 é incumbido de apresentar uma proposta para o teatro nacional, o que faz propondo a organização de uma Inspecção-Geral dos Teatros, a edificação do Teatro D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática. Os anos de 1837 e 1838, são preenchidos nas discussões políticas que levarão à aprovação da Constituição de 1838, e na renovação do teatro nacional.
Em 20 de Dezembro é nomeado cronista-mor do Reino, organizando logo no princípio de 1839 um curso de leituras públicas de História. No ano seguinte o curso versa a «história política, literária e científica de Portugal no século XVI».
Em 15 de Julho de 1841 ataca violentamente o ministro António José d'Ávila, num discurso a propósito da Lei da Décima, o que implica a sua passagem para a oposição, e o leva à demissão de todos os seus cargos públicos.
Em 1842, opõem-se à restauração da Carta proclamada no Porto por Costa Cabral. Eleito deputado nas eleições para a nova Câmara dos Deputados cartista, recusa qualquer nomeação para as comissões parlamentares, como toda a esquerda parlamentar.
No ano seguinte ataca violentamente o governo cabralista, que compara ao absolutista.
É neste ano de 1843 que começou a publicar, na Revista Universal Lisbonense, as Viagens na Minha Terra, descrevendo a viagem ao vale de Santarém começada em 17 de Julho. Anteriormente, em 6 de Maio, tinha lido no Conservatório Nacional uma memória em que apresentou a peça de teatro Frei Luís de Sousa, fazendo a primeira leitura do drama.
Continuando a sua oposição ao Cabralismo, participa na Associação Eleitoral, dirigida por Sá da Bandeira, assim como nas eleições de 1845, onde foi um dos 15 membros da minoria da oposição na nova Câmara.
Em 17 de Janeiro de 1846, proferiu um discurso em que considerava a minoria como representante da «grande nação dos oprimidos», pedido em 7 de Maio a demissão do governo, e em Junho a convocação de novas Cortes.
Com o despoletar da revolução da Maria da Fonte, e da Guerra Civil da Patuleia, Almeida Garrett que apoia o movimento, tem que passar a andar escondido, reaparecendo em Junho, com a assinatura da Convenção do Gramido.
Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett é afastado da vida política, até 1852.
Em 1849, passa uma breve temporada em casa de Alexandre Herculano, na Ajuda.
Em 1850, subscreve com mais de 50 outras personalidades um Protesto contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa, mais conhecida por «lei das rolhas». Costa Cabral nomeia-o, em Dezembro, para a comissão do monumento a D. Pedro IV
Com o fim do Cabralismo e o começo da Regeneração, em 1851, Almeida Garrett é consagrado oficialmente. É nomeado sucessivamente para a redacção das instruções ao projecto da lei eleitoral, como plenipotenciário nas negociações com a Santa Sé, para a comissão de reforma da Academia das Ciências, vogal na comissão das bases da lei eleitoral, e na comissão de reorganização dos serviços públicos, para além de vogal do Conselho Ultramarino, e de estar encarregado da redacção do que irá ser o Acto Adicional à Carta. Em 25 de Junho é agraciado com o título de Visconde, em duas vidas.
Em 1852 é eleito novamente deputado, e de 4 a 17 de Agosto será ministro dos Negócios Estrangeiros. A sua última intervenção no Parlamento será em Março de 1854 em ataca o governo na pessoa de Rodrigo de Fonseca Magalhães.

 

Ilusões, já as tenho, certezas não as procuro... só quero ir... não venhas comigo, espera por mim.... se volto não sei, mas o meu coração fica aqui.

 
Teresinha Oliveira

Um adeus sem volta prometida
Segue no trem que em seu bojo carrega
Minhas lembranças de um amor
Morto antes mesmo de ter nascido.






Dulce Morais

Adeus, Adeus te digo
Não aguardes mas guarda
O tesouro da lembrança
E do meu regresso
A esperança

 
Lilian Reis

Ali, com os pés fincados ao lado da porta do trem, pude perceber que havia amor. Aquelas jovens despendindo-se de seus amores... Aquele clima de namoro e a incerteza do retorno. Uma coisa era certa. Não importava, todos estavam felizes. Havia jovialidade, paixão e já havia saudade.







Maria Batista

Oh!!! Doces palavras me dizes na hora da despedida,
quando o comboio, animal endiabrado, para longe te quer levar!
Selaremos, não, a nossa despedida, mas um até já...
Com um longo e caloroso beijo, fruto do nosso Amar...!

 
Voar Na Poesia

Saudade

O ultimo beijo que te dei,

escondido entre as lágrimas...
trazia uma dor,
que não acaba.
Um sabor a mel
que é fel!
Um odor a rosa,
que é espinho.
Uma ferida que não sara,
que é Saudade!!!

Sol da noite /2012
 

Manuela Silva
Esta ferida na boca que teu beijou deixou é meu alimento, meu mel, cura a solidão e alimenta a saudade.
 

Manuela Silva
... Um espinho cravado que há de ser arrancado, quer voltes quer não.
    E para passar o tempo que não passa escreverei poemas com aroma de saudade e jasmim, que o vento há de levar notícias de mim.

    Responde-me sempre, com palavras da cor do amor. Faz versos no vento, nas estrelas e nas nuvens, o meu olhar é teu eternamente à janela da saudade.
 
 

Mariana Tomás
..na hora do adeus, dou velocidade à imaginação, deixo partir o combóio... dá-se o início: a vida , o caminho, a saudade, o sentimento de espera?!...a viagem... talvez... e o regresso um dia!
Dilma de Caboclo
se queres partir em busca dos sonhos teus... vai mas não esquece de voltar a tua realidade
mas quando voltares, saberei que voltastes por amor... a saudade será a força que vai te fazer voltar a mim







Neidinha Borges
 
Já sinto saudade e sentirei até o seu retorno

 saudade que vem de mansinho há dias atrás...
hoje não deu pra me conter
e as lagrimas no meu rosto deixei vc ver.
 Não chorava para que não sofresse ao me ver chorar,
mais impossível tamanha emoção guardar. ♥
 



Rosana Varela

Tua presença é que rege minha caminhada

Teu olhar cúmplice é o propulsor,
E a simultaneidade de nossos gestos dá lugar às palavras.

Rosana Varela. IN: Simultaneidade







Voar Na Poesia
Quando o apito se ouviu
morri,
lentamente,
à velocidade que o comboio arrancava,
morri.
 

Vitor Moreira
morri em mim
num sentimento sem fim
magia de pirilimpimpim
me fazem fornicarte assim
 

Raquel de Mello
e o medo do incerto...não mais ter vc por perto,muda minha dinâmica de ser, por mais que as palavras dizem...as novidades acontecem. Resistirá o amor à distância? Esse é o grande medo...
 

Enide Santos
Morri, forniquei, sofri e chorei, em um único instante, tudo senti para me despedir de ti.
 


Raquel de Mello
a rodas da vida avançam e atropelam meu futuro com ou sem você...







Amanda Bueno
Despedidas...tão tristes,que meus olhos chegam a lacrimejar...será que voltarei a te ver de novo!!! não sei...mas..pode ter certeza que em meu coração você estará para sempre...isto ninguém poderá tirar de mim...
 
 
Fatima Lapa
ilusões, já as tenho, certezas não as procuro... só quero ir... não venhas comigo, espera por mim.... se volto não sei, mas o meu coração fica aqui.....
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 

Dilma de Caboclo
aqui ficarei a sua
espera, e quando a saudade não mais suportar... irei pelos mesmos trilhos em busca do teu amor

Rosane Arostegui
Saudades de um tempo que transcorria lento, com a vida fluindo por trilhos ou fora de qualquer trajeto previsível!
 
Manuela Silva
Responde-me sempre, com palavras da cor do amor. Faz versos no vento, nas estrelas e nas nuvens, o meu olhar é teu eternamente à janela da saudade.
 
Vitor Moreira
e do la de longe sei que me responderás com todos os teus pensamentos lançados aos ventos sobre os mares naufragados de onde engarrafados enviaras poemas em pétalas de rosa carinhosamente inaladas com a suavidade do seu perfume
 

Manuela Silva
Não me largues ainda, deixa mais um pouco, quero todo o sentir guardar, esta emoção que fica será a motriz força da minha razão, e não perder a razão e a loucura não ter perdão. Leva-me contigo no teu coração.
 


Vitor Moreira
esta sera a nossa recordaçao presa no nosso coraçao com a louca razao de nao ter perdao de se amar sem compaixao. fica...fica na guarda da esperança de que um dia nos voltaremos a cruzar por entre caminhos desbravados pela nossa coragem da nossa luta entre o poder e o querer do sentir e do saber.. fica....fica com a recordaçao do meu olhar fixo no teu dizendo em silabas silenciosas o quanto eu te quero e te amo...deixa esta viagem inicar que o arco iris brilhara eternamente







Manuela Silva
Fico com a recordação do teu olhar, do teu carinho cravado no peito, que me dará forças para suportar a agonia desta ausência, deste infinito silêncio.
 

Vitor Moreira
te enviarei o nosso pombo correio com a lagrima do meu amor
 


Enide Santos
Lágrimas que o trem deixou no momento da partida.







Ricardo Cerreia
Menina bonita...em lágrimas se despede e de amores levita...







Raquel de Mello
Mesmo em tua ausência, meu ser sempre transbordará sua presença.
deixando rastros de ti pelo caminho...
 


Dilma de Caboclo
e te lembrarei ao ver a lua, as estrelas brilharão em nossos caminhos
mesmo sem a tua presença eu o terei nas lembranças, palavras e amor que a ti dedicarei na espera







Lúcia Polonio
Não importa o tempo, nem a distância... estarás eternamente em minha alma!







Dilma de Caboclo
beije-me! deixe-me o encanto deste ultimo toque
 


Manuela Silva
E forte aperte no abraço para sentir o seu corpo na minha pele, o seu calor no meio peito, até ao seu regresso.






Mane Lita
Que o comboio da vida à minha vida te traga de novo para que a saudade morra no meu peito quando olhar o teu rosto








Vitor Moreira
no rosto nada restara a nao ser o semlanta da tristeza paida num som agravado pela partida
 

Lili Poemas
Ah! Como é dolorida a despedida, que num afago se faz doce, com a promessa do reencontro.
 

Enide Santos
Não me venha com promessas de reencontros.
Não quero aprender dizer adeus
É algo que não quero aprender
Não quero perder sentimentos teus
É algo que não quero perder


Voar Na Poesia
Partir a pensar na hora de regressar
de novo te ver,
nos braços te tomar,
loucamente te amar!
 
Ivonete Costa
So me dara prazer se viajar comigo! Ate nascer o sol seguindo no trem azul.






Enide Santos
Pensamentos que vem e vão
Embalando-me neste vagão
Lembranças de minha partida
Guardados por toda vida
 

Dilma de Caboclo
vida esta, sempre incerta ao querer ter-te e sem se quer ver-te, ou ver-te em despedida do meu ser
 





Nos Teus Olhos
 Realidade amada que tanto soltas. Vai por esses carris pisando sonhos meus.

Veronica Sampa
trem que leva meu amor, deixa meu lamento, meu coração exige, minha alma grita, traz de volta meu amor.

 




Voar Na Poesia
ViagemUma linha de comboio è igual a vida.
Nela se vai rápido ou lento, e dá volta,
se desacarrila,
tem atraso, ou chega à hora!
Pára ali sai gente,
pára acolá, entra alguém,
na vida da gente.

Tudo passa rápido!!! Lá fora!!!
Até que chega a estação final....
Chega a  hora!!!!!

Sol da noite //2012

 


O comboio continuou a sua viagem, agora vai entrar num tunel....escuro, como breu...
Chama-se saudade!!!!