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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Quem é a "PASTORA POETA ROSANGELA COLARES" - Rosangela Helena Colares Alves?




Batizada com o nome Rosangela Helena Colares Alves,natural de Fortaleza – Ceará (Brasil).

Passamos a transcrever uma auto-biografia da "Pastora Poeta Rosangela Colares":

Desde criança sempre acreditei nos meus sonhos e os tenho conquistado ano a ano, nunca desisto do que quero. Não tive uma infância muito fácil, tudo na minha vida foi difícil, por esta razão também cresci mais rápido. Sempre vi adiante, sou arrojada, perseverante e empreendedora.
Sou pastora, concluindo Teologia, no Seminário Teológico Baptista. Realizo meu chamado (missão) no bairro das Dunas em Fortaleza.
Como missionária fui a Roma, Athenas, Egito, Israel e Paris, realizando assim mais uma parte dos meus sonhos que era pisar na terra prometida de Iêshua – Jesus.
Ser poeta é algo que está na alma. Ser poeta é ser sonhador e ousado é permitir que suas emoções sejam visitadas pelo público.
Sempre digo que a palavra é a expressão da alma e a voz é o eco.
Acredito que a verve poética é algo que nascemos com ela, mas o aprimoramento dessa bela arte literária depende do nosso investimento da nossa dedicação. Como principiante de poeta pretendo um dia alcançar a realização deste sonho que me tornará assim uma pessoa completa e feliz.
Despertei para a escrita poética em 2008, data a partir da qual tenho vindo a escrever aos poucos, faço parte da Antologia Luso Brasileira – Cruzada de poesia. Também estou na Antologia “ Trago-te um sonho nas mãos” projeto em dezembro de 2009 da poetisa portuguesa Vóny Ferreira e a Antologia 7 Pecados capitais.
Sempre vi na poesia a minha terapia de vida, à pouco tempo que escrevo poesia e da qual já não posso passar e porque a poesia é universal e consegue entrar no coração de todos os que tem sensibilidade para apreciar essa literatura maravilhosa.

Links:
http://rosangelapoemas.blogspot.com.br/
http://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php?uid=12206
http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=54158
http://www.worldartfriends.com/pt/club/foto/rosangela-colares-4

domingo, 21 de outubro de 2012

Quem é Claudia Salles da Silva Mineiro Silva?



Claudia Salles da Silva Mineiro Silva, nasceu a 18 de Junho de 1963 na cidade onde reside, Caçapava (São Paulo), Brasil.
Formou-se no Magistério tendo leccionado durante algum tempo, "amo crianças" (são suas as palavras).

Desde cedo que se dedicou à pintura em tela, a todo tipo de artesanato, à costura, piano e à musica em geral.

Ama e escreve poesias desde a sua infancia. Na sua adolescencia a paixão aumentou, levando a que nunca mais parasse de escrever. Agora com os seus filhos adolescentes, entrega-se mais à escrita e à sua leitura, "encantando-se" (é da Claudia Salles a expressão), com o que lê, através da Internet.

Hoje, feliz, por ter concretizado o seu sonho, dedica-se exclusivamente ao seu marido (casada à 22 anos) e aos seus dois filhos.


Passamos a transcrever algumas frases de Claudia Salles que concerteza nos vão ajudar muito a conhecer melhor a sua personalidade, (seria uma pena fazer "montagem" das mesmas):

"Amo muito também fotografar o céu, amo minhas flores..."

"Passo o dia assim, lendo, cuidando da casa e dos meus 3 amores, que me incentivam e me enchem de carinho."

"Estou feliz em conhecer amigos do grupo e poder dar e receber o carinho de todos."

"Quero viver a vida o maximo que puder, servir e me doar, da maneira que posso, isso me faz feliz."

"Sonho que tenho é ver todos felizes e poder ajudar para essa felicidade chegar."

(...) .

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Quem é RÓ MAR?












Ró Mar é natural de Lisboa onde nasceu a 25-05-1963.

Tirou o Curso de Arte de Tecidos na António Arroio. E, frequentou no I.A.D.E o Curso de Design de Moda. Tendo também nas suas qualificações profissionais Arte Floral.


Desde sempre que nutre uma paixão pelas artes, nomeadamente a literatura. Sendo especial a sua admiração por Fernando Pessoa e Florbela Espanca, entre outros.
Ama a Poesia, a escrita em todas as suas vertentes."Fontes de Bem-Estar, um prazer pessoal" como o afirma.

A escrita na sua vida é isso mesmo, um prazer, não o fazendo como actividade principal, mas sim como uma paixão avassaladora.

Os links seguintes são de Páginas onde poderemos encontrar algumas das suas poesias:

https://www.facebook.com/pages/R%C3%93-MAR/379166022145924
https://www.facebook.com/SeraoDaPoesiaDuetos
http://horizontesdapoesia.ning.com/profile/ROMAR

A sua Página pessoal do Facebook :

https://www.facebook.com/ro.mds.mar

 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quem é (jrg) JOÂO RAIMUNDO GONÇALVES?


(jrg) João Raimundo Gonçalves- nasceu no lugar da Costa de Caparica – Trafaria
"A minha Pátria ou MÁTRIA é a alma humana!", é sua a expressão.
 Aprendiz de viver- escreve versos e textos do interior da alma…do que aprendeu e viveu…do que sonhou e sonha!
 Como pensador acredita na ideia de MÁTRIA, como um sistema de organização humana mais justo e equilibrado!

Tem publicado em diversos blogs:
http://neoabjeccionismo.blogs.sapo.pt/
http://romanesco.blogs.sapo.pt/
http://samueldabo.blogs.sapo.pt/
http://direito-de-resposta.blogspot.com/

criou a mini rede no NING:
http://maresiaspoetasportugueses.ning.com/?xgi=33hhlK5pz8oaNf

Publicações em livro:
-Fragrâncias de Luz…poema com o mesmo título, à laia de prefácio-Fevereiro 2012
-Participação na Colectânea “Poetar Contemporâneo”vol II – edições vieira da silva-Maio 2012
-Participação na colectânea “Corda Bamba” – edição Pastelaria Estúdios Editora-Junho 2012
-Participação na Colectânea Ocultos Buracos - Edição Pastelaria
Estúdios Editora - Outubro de 2012

Participação no programa "Dizer poesia" de Isabel Branco, na RDP Internacional...nº 106 em 02 de Outubro 2012

Os poemas abaixo foram os que fizeram parte do reportório sobre o poeta no programa "Dizer Poesia" de Isabel Branco.


http://soundcloud.com/marisabel-branco/106-programa-jo-o-raimundo-gon




E SE DE REPENTE
ME FECHASSE PARA BALANÇO?
***

de repente
enquanto à volta os meus passos
movimentam
tudo o que em mim é movimento
acho-me a pensar
que não tenho mais nada a dizer
depois do que disse
de tanto dito que li em meu redor
já só me falta não ser
na imensidão do mar eu abismo
sem sol nem luar
*
de repente
um desejo impetuoso de parar
ficar quieto
como uma maioria absoluta
a definhar
olhando sem ver o louco a louca
vicejando ao alvorecer
em cada esquina da vida a decantar
aforismos poemas
e causas tremendas horríveis
a doer-me de amar
*
de repente
tudo o que disse me soa a nada
vácuo vão inútil
de tanto pensar ensandeci de amor
pedra pesada
que não chega ao cimo da montanha
a meio descamba
e arrasta o que me resta de ter sido
coragem esperança
com a memória ainda em sangue
tão desventrada
*
de repente
não tenho deus nem pátria
nem família ou amigos
pés ou mãos que me aconcheguem
todos me calam
na profundidade de absurdos segredos
e se escudam
na promiscuidade da minha evidência
árida estéril imbecil
a propagar que já não tenho medos
para onde fugir
*
de repente
se um doce veneno uma picada indolor
um terramoto uma avalanche
de ideias consecutivas me acudissem
sem ter que perder
nem explicar-me a decisão de sair
de não mais dizer
que abomino o clamor deste silêncio
de onde teimo gritar
aos meus próprios passos que me sitiam
a alma surpreendida
*
de repente
uma vontade indomável de apagar
o que me identifica
lunático a acreditar na falsa esperança
que amar é dor que amor alcança
e a não querer ver a materialização fatal
que me e nos condena
à servil condição de sonhadores
de criar sonhos especular
sabendo de antemão que não vale mais a pena
viver nesta agonia a adiar
*
de repente
desligo o botão que me liga à máquina
e permito que o meu silêncio
seja também ele um grito fantástico
a ecoar nas almas em espertina
ninguém dará por nada tão de súbito
como a luz que se apaga
fica ainda a claridade do apagão a confundir-nos
sinto a leveza da queda
neste abismo que é o não ser em absoluto
depois volto à normalidade de viver
**
como se nada tivesse acontecido!!!

autor: (jrg)
 
-----*****-----
 
REGURGITAR AMOR...
 

Imagino a gruta
para onde te levo
sob a falésia os arbustos
o aroma das urzes
onde te rimo com mar
e o mar de tanto amar
tão teu e meu a dor

lembro o sonho
de amantes sem segredos
enrolados nos corpos
possessos de beijos
para diversão das almas
que sabiam
da efemeridade dos medos

evoco da memória
que havia escondido no sonho
um pesadelo activado
porque amavas demais
um outro que em mim achavas
tão parecido ou crente a jeito
no sonho feito segredo

recordo o meu o teu
desinquietado desassossego
por onde desvairados
nos amamos sem pudor os corpos
por entre manchas de ternura
lágrimas compulsivas
de sal e mel te escorriam
 
regurgito onde te memorizo
o grito o gesto subil o cheiro
as palavras que disseste
de amor sentido meu degredo
e da vontade que é partir
ao teu e meu encontro
dizer-te que não tenhas medo

autor: (jrg)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Quem é GEANE MASAGO?



Geane Masago, nasceu em Jacarei- São Paulo (Brasil) a 5 de Setembro de 1972, actualmente reside em Caraguatatuba, no mesmo Estado brasileiro.
Completou o segundo grau na Escola Estadual Ruy Barbosa em Caçapava-SP.
De entre os seus sonhos, ainda subsiste, o de vir a terminar os estudos, numa arêa que hoje é uma paixão, talvez a maior, as Letras.
Uma paixão que surgiu com as redes virtuais e o contacto surgido com outros poetas e escritores.
Desse contacto às suas primeiras poesias foi um ápice, a medo começou a publicar no seu mural e em grupos poéticos no Facebbok, começaram os comentários positivos, os ncentivos e Geane pôs-se a voar...
"Escrevo porque acredito no Amor", são suas as palavras, uma romãntica permanente, com o Amor num pedestal, como se pode verificar na leitura da sua poesia.
Sonhadora, como uma poeta o é sempre, adora viajar. O horizonte é uma contemplação permanente.
Publicar um livro com a resenha das suas poesias a sua meta, para a qual continua a "correr", almejando lá chegar.
Hoje, para além de continuar a publicar no seu mural e em grupos de poesia, têm o seu blog, onde assiduamente publica os seus trabalhos.

Contactos:
Blog -  http://delriosdospensares.blogspot.com.br/

domingo, 23 de setembro de 2012

Quem é DILMA DE CABOCLO?


Dilma é natural de Ouricuri-PE, Brasil. Nasceu na fazenda em 26-10-1968.
Traz o sobrenome artístico de Caboclo em homenagem a seu pai que assim se chamava.
Desde criança brincava de ser poetisa, hoje tem três livros escritos.
– REFLEXO DE UMA LÁGRIMA-1990
- O GRITO DO SILENCIO-1999
- DO INFINITO DO MEU SER-2010.
Participou também com dois poemas na Agenda 2011 da Editora ALL PRINT de São Paulo.
Como também três filhos (um está com JESUS), com quem mais aprende que ensina.
Está terminando o curso de Pedagogia onde busca conhecer e entender melhor o ser humano.
Tem como sua fonte de inspiração A VIDA, adora escrever onde partilha os sabores e dissabores de uma forma romântica e suave transformando-os em poesia.
Acredita em Deus e no amor em todas as formas que possa transformar o ser humano.
Participa do site Recanto das Letras onde tem mais de 100 textos escritos com 3.600 acessos.
Tesoureira da ARCO(Associação de Referencias Cultural de Ouricuri).
Criativa, quando não está criando poesias, deixa sua arte na costura e nos bordados.
Sonhadora e convicta que, QUEM TEM FÉ NÃO TEM MEDO vai em busca de seus sonhos e atualmente está escrevendo seu 4º livro de poesias e o 1º de auto ajuda intitulado
- UM PRINCIPE CHAMADO RAONNY.
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Quem é Maria do Céu Fernandes Batista (M. C. Batista)?

Natural de Valpaços (Vila Real-Trás os Montes) Portugal.
Terra natal que ainda hoje povoa a sua memória de quando criança corria pelos montes entre as giestas, sentindo o vento beijar-lhe o rosto, fazendo-a sonhar num mundo belo e feliz.
Aos 15 anos, Florbela Espanca despertou nela uma paixão,paixão essa que durante a sua vida vai crescendo, a Poesia! Cadernos e cadernos encheu de poemas, onde projectava os seus sonhos, as suas alegrias, as desilusões.
De espirito rebelde, repreendida pelos seus progenitores por passar o tempo a escrever poesia, refugiava-se em cima de uma figueira, seu retiro inspirador, onde lindos poemas escreveu.
Jovem, à procura de melhores condições materiais, abanonou essas paragens, fixando-se em terras distantes (Suiça).
Hoje, mãe de duas meninas, dedica-lhes o seu tempo. Nos "intervalos" a poesia, o conhecer novos lugares, o folhear a história dos mesmos (outra antiga paixão) e o cultivar as suas amizades.
No inicio do ano lançará o seu primeiro livro de poesias, uma antologia dos seus poemas inéditos, escritos nos ultimos 5 anos.
O Amor, o vento, os sentimentos mais puros, inundam o seu imaginário poético.
No mundo virtual possui um blog www.umulhardemariabatista.blogspot.com onde publica regularmente alguns dos seus poemas, assim como em várias comunidades de poesia do Facebook.
Muito recentemente em conjunto com o seu companheiro fundou a comunidade virtual VOAR NA POESIA, um projecto em que juntos preparam muitas surpresas a breve trecho.

Links:
Blog www.umolhardemariabatista.blogspot.com








quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro (Fernanda de Castro) 1900-1994

Romancista, poeta e conferencista portuguesa, conhecida pelo seu nome de solteira, com vasta e diversificada obra, escreveu poesia, literatura infantil, romance e memórias.
Filha de um oficial da Marinha ficou órfã de mãe aos doze anos.
Estudou em Portimão, Figueira da Foz e Lisboa, tendo frequentado, nesta cidade, os Liceus D. Maria Pia e Passos Manuel.
Começou por escrever livros infantis com sucesso nomeadamente "Mariazinha em África", 1926; "A Princesa dos Sete Castelos" e "As Novas Aventuras de Mariazinha", 1935.
Conheceu África que transmitiu com talento nos seus livros.
Casada em 1922 com António Ferro, jornalista e homem forte do regime de Salazar, promoveu a cultura no país e estrangeiro em importantes exposições.
Foi juntamente com o marido e outros, fundadora da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, actualmente designada por Sociedade Portuguesa de Autores.
Criou e desenvolveu, nos anos trinta, a Associação Nacional dos Parques Infantis, dadas as suas excelentes relações com as mais altas instâncias governamentais.
A sua poesia é francamente inspirada e está de novo a ser divulgada. Destacam-se "Asa no Espaço", 1955; "Poesia I e II", 1969, "Urgente", 1989.
David Mourão-Ferreira elogia vivamente a sensualidade feminina dessa poesia, tendo durante as comemorações dos cinquenta anos de actividade literária de Fernanda de Castro dito: “Ela foi a primeira, neste país de musas sorumbáticas e de poetas tristes, a demonstrar que o riso e a alegria também são formas de inspiração, que uma gargalhada pode estalar no tecido de um poema, que o Sol ao meio-dia, olhado de frente, não é um motivo menos nobre do que a Lua à meia-noite”. .
Fernanda de Castro recebeu, em 1969 o Prémio Nacional de Poesia e recebera em 1945 o Prémio Ricardo Malheiros pelo romance "Maria da Lua".
Escreveu até praticamente ao fim da vida, embora nos últimos anos a doença a retivesse na cama.
De salientar também que escreveu o argumento do filme Rapsódia Portuguesa (1959), realizado por João Mendes, documentário que esteve em competição oficial no Festival de Cannes.
Foi avó da escritora Rita Ferro.

As suas obras:

  • Náufragos (1920) (teatro)
  • Maria da Lua (1945) (romance)
  • Antemanhã (1919) (poesia)
  • Náufragos e Fim da Memória (poesia)
  • O Veneno do Sol e Sorte (1928) (ficção)
  • As aventuras de Mariazinha (literatura infantil)
  • Mariazinha em África (1926) (literatura infantil) (fruto da passagem da escritora pela Guiné Portuguesa)
  • A Princesa dos Sete Castelos (1935) (literatura infantil)
  • As Novas Aventuras de Mariazinha (1935) (literatura infantil)
  • Asa no Espaço (1955) (poesia)
  • Poesia I e II (1969) (poesia)
  • Urgente (1989) (poesia)
  • Fontebela (1973)
  • Ao Fim da Memória “(Memórias 1906 – 1939)" (1986)
  • Pedra no Lago (teatro)
  • Exílio (1952)
  • África Raiz (1966).
  • Tudo É Príncípio
  • Os Cães não Mordem
  • Jardim (1928)
  • A Pedra no Lago (1943)
  • Asa no Espaço (poesia)
  • Cartas a um Poeta (tradução de Rainer Maria Rilke)
  • O Diário (tradução de Katherine Mansfield)
  • Verdade Para Cada Um (tradução de Pirandello)
  • O Novo Inquilino (tradução de Ionesco)

  • -------*-------

    Deus fez a pedra Rude

    Deus fez a pedra rude, a pedra forte,
    e depois destinou: -Serás eterna.
    Mostrarás a altivez de quem governa,
    não ousará tocar-te a própria morte.
    E a pedra julgou linda a sua sorte.
    Foi palácio, foi templo, foi caverna,
    foi estátua, foi muralha, foi cisterna,
    viveu sem coração, sem fé, sem norte.
    Mas viu morrer o infante, o monge, a fera,
    o herói, o artista, a flor, a fonte, a hera,
    e humildemente quis também morrer.
    Não grita, não se queixa, não murmura,
    guarda a mesma aparência hostil e dura
    mas sofre o mal de não poder sofrer.

    Fernanda de Castro

    Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro (Lisboa, 8 de Dezembro de 1900 – 19 de Dezembro de 1994),

    segunda-feira, 10 de setembro de 2012

    Manuel Maria Barbosa du BOCAGE (1765-1805)

    MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE (1765-1805) nasceu em Setúbal, filho de um advogado e de uma senhora francesa.
    Vai para a Academia Real da Marinha aos 14 anos e embarca em serviço para a Índia em 1786. Vive dois anos em Goa, regressando a Lisboa com 25 anos de idade. Aí dedica-se a uma vida desregrada entre os botequins e as tertúlias literárias.
    Pertenceu à Nova Arcádia onde era conhecido pelo pseudónimo de Elmano Sadino. As suas relações com a Arcádia não foram pacíficas, tendo, ao afastar-se, lançado ataques contundentes nos seus versos. O seu pendor satírico levou-o à prisão do Limoeiro, conseguindo a transferência para o mosteiro de São Bento onde vem a falecer pobre e doente.
     As suas obras tiveram várias edições ainda em vida do poeta: Rimas, tomo I (1791), Rimas, tomo II (1799) e Rimas, tomo III (1804). Em 1811 foram publicadas as Obras Completas no Rio de Janeiro. Ficaram famosos os seus Sonetos, os seus Epigramas e os seus Apólogos


    ----------- * ----------------

    Em sórdida masmorra aferrolhado,
    de caeias aspérrimas cingido,
    por ferozes contrários perseguido,
    por línguas impostoras criminado,

    os membros quase nus, o aspecto honrado
    por vil boca e vil mão roto e cuspido,
    sem ver um só mortal compadecido
    de seu funesto, rigoroso estado,

    o penetrante, o bárbaro instrumento
    de atroz, violenta, inevitável morte
    olhando já na mão do algoz cruento
    ,
    inda assim não maldiz a iníqua sorte,
    inda assim tem prazer, sossego, alento
    o sábio verdadeiro, o justo, o forte.

    domingo, 9 de setembro de 2012

    Quem é Neidinha Borges?

    Neidinha Borges Natural de Salvador-BA, (Brasil).
    Uma pessoa que possui uma imensa curiosidade sobre a vida, as pessoas e suas emoções.
    Observadora atenta do comportamento humano.
    Casada e mãe de duas filhas a quem se dedica com desvelo, e com quem partilha as experiências da vida.
    Neidinha Borges desde criança adora contar histórias e encontrou na poesia e na literatura o espaço necessário para de forma criativa expressar o que lhe vai na alma.
    Intensa e sonhadora, gosta de escrever quando é instigada pela emoção. Nessas horas é necessário compartilhar o que sente compondo com as palavras um mosaico poético.
    No mundo virtual Neidinha Borges possui duas comunidades: Aprendendo a Viver Melhor e Amo Música e Poesia onde publica seus poemas e de vários outros poetas, sempre associada a uma boa Música da qual é uma grande apreciadora.
    Para  breve o seu primeiro livro.

    Links das páginas:

    Amo Musica & Poesia
    https://www.facebook.com/pages/Amo-M%C3%BAsica-Poesia/179966085417168?ref=hl

    Aprendendo a Viver Melhor
    https://www.facebook.com/AprendendoAViverMelhor


    "O prazer de criar, inventar, inovar, está presente no ser humano em todos os momentos. Basta se permitir."
    [Neidinha Borges]



    segunda-feira, 3 de setembro de 2012

    Fernando Pessoa (1888-1935)

    Fernando António Nogueira Pessoa nasce em Lisboa em 1888.
    Após a morte do pai, causada por tuberculose, a família foi obrigada a leiloar parte dos seus bens e após o segundo casamento da mãe, por procuração, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, Fernando Pessoa parte com a mãe e um tio avô para a África do Sul (Durban).
    Em 1894 cria o seu primeiro heterónimo, Chevalier de Pas.
    Frequenta várias escolas, recebendo uma educação inglesa, passando por um colégio de freiras irlandesas da West Street (1897), e pela Durban High School, onde cria o heterónimo Alexander Search (1899). A partir de 1901 escreve os primeiros poemas em inglês.
    A familia volta a Lisboa em 1902, mas Pessoa voltou sozinho para a África do Sul. Em 1903 submeteu se ao exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. Não obteve uma boa classificação, mas tirou a melhor nota entre os 899 candidatos no ensaio de estilo inglês.
    Em 1904 terminou os seus estudos na África do Sul.
    Regressa a Portugal em 1905 e fixa-se em Lisboa, onde se matricula no Curso Superior de Letras (que abandona em 1907). Foi a partir desta data que começou a sua intensa actividade literária, continuando a escrever poemas em inglês.
    Em 1910, escreve poesia e prosa em português, inglês e francês.
    Em 1912, Pessoa estreou-se como crítico literário, provocando polémicas junto à intelectualidade portuguesa. Em 1913 escreveu "O Marinheiro". Em 1914, devido à sua capacidade de "outrar-se", criou mais heterónimos (Alberto Caeiro (criado em 1914 e "morto" em 1915), Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Bernardo Soares, etc.), assinando as suas obras de acordo com a personalidade de cada heterónimo. Foi também neste ano que escreveu os poemas de "O Guardador de Rebanhos" e o "Livro do Desassossego".
    Simpatizante da Renascença Portuguesa, no início, afastou-se depois, e em 1915 com Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros entre outros, esforçou-se por renovar a literatura portuguesa através da criação da revista Orpheu (cujo primeiro número saiu em 1915), veículo de novas ideias e novas estéticas. Em 1916 suicidou-se em Paris o seu grande amigo Mário de Sá Carneiro. Em 1918, Pessoa publicou poemas em inglês, resenhados com destaque no "Times". Em 1921 fundou a editora Olisipo, onde publicou poemas em inglês.
    Em 1924 surgiu a revista "Atena", dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz. Em 1926, Fernando Pessoa requereu patente de invenção de um Anuário Indicador Sintético, por Nomes e Outras Classificações, Consultável em Qualquer Língua e dirigiu, com o seu cunhado, a Revista de Comércio e Contabilidade.
    Em 1927 passou a colaborar com a Revista "Presença". Em 1934 publicou "Mensagem", que ganhou no mesmo ano o concurso literário promovido pelo Secretariado de Propaganda Nacional, categoria B.
    Em 29 de Novembro de 1935, foi internado com o diagnóstico de cólica hepática. A sua última frase, escrita em inglês, dizia: "I know not what tomorrow will bring". Morreu no dia 30, com 47 anos, deixando grande parte da sua obra ainda inédita. Fernando Pessoa é considerado universalmente um dos maiores poetas de sempre.
    Livros e colectâneas de poesia publicadas em vida:
    "35 sonnets", 1918.
    "Antinous", 1918.
    "English Poems I II", 1921.
    "English Poems III", 1921.
    "Mensagem", 1934.
    Obras publicadas após a sua morte:
    "Obra poética Obras Completas de Fernando Pessoa"
    "Poesias de Fernando Pessoa",1ªed. 1942
    "Poesias de Álvaro de Campos", 1ªed. 1944
    "Poemas de Alberto Caeiro", 1ªed. 1946
    "Odes de Ricardo Reis", 1ªed.1946
    "Poemas Dramáticos", 1ªed 1952
    "Poesias Inéditas de Fernando Pessoa (1930 1935)", 1ªed. 1955
    "Poesias inéditas de Fernando Pessoa (1919 1935)", 1ªed. 1956
    "Quadras ao Gosto Popular de Fernando Pessoa", 1ªed. 1965
    "Novas Poesias Inéditas", 1ªed.1973
    "Poemas Ingleses publicados por Fernando Pessoa", 1ªed. 1974
    "Obra Poética de Fernando Pessoa", 1986
    "O Guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro", 1986
    "Primeiro Fausto", São Paulo, 1986.
    Obra em Prosa e Epsitolografia:
    "A Nova Poesia Portuguesa", 1944
    "Cartas de Amor de Fernando Pessoa", 1ªed., 1978
    "Cartas de Fernando Pessoa a Armando Cortes Rodrigue"s, 3ªed., 1985
    "Cartas de Fernando Pessoa a João Gaspar Simões", 2ªed., 1982
    "Da República", Lisboa, 1ªed. 1979
    "Fernando Pessoa O Comércio e a Publicidade", 1986.
    "Livro do desassossego por Bernardo Soares", 1982, 2vol.
    "Obra em Prosa", Rio de Janeiro, 1974.
    "Obras em Prosa de Fernando Pessoa", 1987.
    "Escritos Íntimos, Cartas e Páginas Auto Biográficas"
    "Textos de Intervenção Social e Cultural A ficção dos Heterónimos"
    "Ficção e Teatro O Banqueiro Anarquista, Novelas Policiárias, O Marinheiro e Outros"
    "A Procura da Verdade Oculta Textos Filosóficos e Esotéricos"
    "Portugal, Sebastianismo e Quinto Império"
    "Páginas de Pensamento Político I" (1910 1919)
    "Páginas de Pensamento Político II" (1925 1935)
    "Páginas de Doutrina Estética", 1946
    "Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias"
    "Páginas Íntimas e de Auto Interpretação", 1ªed.1966
    "Sobre Portugal",1ªed.1979
    "Textos Filosófico"s, 1ªed.1968, 2vol
    "Textos para Dirigentes de Empresas", 1969
    "Textos de Crítica e de Intervenção", 1ªed. 1980
    "Ultimatum e Páginas de Sociologia Política", 1ªed.1980.
    O espólio literário de Fernando Pessoa, (guardado na sua famosa arca onde guardava a sua obra para a posteridade) que se encontra em casa de sua irmã, D. Henriqueta Madalena Nogueira Rosa Dias, e cuja inventariação, promovida pelo Ministério da Educação Nacional, terminou em julho de 1972, compreende, além de 29 cadernos de variado conteúdo, 25.426 originais (escritos pelo poeta) assim repartidos: manuscritos: 18.816; datilografados: 3.948; mistos: 2.662. Boa parte destes originais, em prosa e verso, encontram-se inéditos, avultando entre eles os fragmentos para o Livro do Desassossego de Bernardo Soares, decerto a obra esteticamente mais importante das que continuam por publicar. Há ainda textos sobre Política, Sociologia, História, etc., poesia em inglês, textos de ficção, etc.


    NOTA BIOGRÁFICA ESCRITA POR FERNANDO PESSOA
    [com a data de 30 de Março de 1935]

    Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa

    Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de São Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.

    Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e que foi director-geral do Ministério do Reino e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral - misto de fidalgos e de judeus.

    Estado: Solteiro.

    Profissão: A designação mais própria será «tradutor», a mais exacta a de «correspondente estrangeiro em casas comerciais». o ser poeta e escritor não constitui profissão mas vocação.

    Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1.º dt.º, Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).

    Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.

    Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto por várias revistas e publicações ocasionais. o que, de livros e ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: «35 Sonnets» (em inglês), 1918; «English Poems I-II» e «English Poems III», (em inglês também), 1922 e o livro «Mensagem», 1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria «Poemas». o folheto «O Interregno», publicado em 1928 e constituindo uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.

    Educação: Em virtude de, falecido o seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.

    Ideologia política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservadorismo, e absolutamente anti-reaccionário.

    Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo á Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais diante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da maçonaria.

    Posição iniciática: Iniciado, por comunicação directa de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da (aparentemente extinta) Ordem Templária de Portugal.

    Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo mítico, de onde seja abolida toda a infiltração católica-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: «Tudo pela Humanidade, nada contra a Nação».

    Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.

    Resumo destas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, grão-mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.

    Lisboa, 30 de Março de 1935.

    ___________*________________

    Ao longe, ao luar


    Ao longe, ao luar,
    No rio uma vela,
    Serena a passar,
    Que é que me revela ? Não sei, mas meu ser
    Tornou-se-me estranho,
    E eu sonho sem ver
    Os sonhos que tenho. Que angústia me enlaça ?
    Que amor não se explica ?
    É a vela que passa
    Na noite que fica.



    

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    domingo, 2 de setembro de 2012

    Quem é Flávio Castorino [Flavcast]?

    Natural de S. Paulo (Brasil).
    Formado em Psicologia, exerce actualmente as actividades de Designer Gráfico (Freelancer), Artista Plástico e Poeta.
    Escreve e faz arte desde a sua adolescência.
    Publicou pela Editora "Clube de Autores" o livro "Poemas de um amor rabiscado", livro vendido em exclusivo via Internet. Para além dessa obra, participou já em várias antologias poéticas.
    Expôs oleos e acrilicos sobre tela em inumeras exposições individuais e colectivas que lhe grangearam vários prémios, menções honrosas e medalhas.
    Segundo o poeta, os seus poemas voltam-se para as relações interpessoais focalizando-se na figura feminina. Esse olhar traduz-se na busca do amor, que sofre e deseja, ama e se maravilha, com esse ser tão belo nas suas multiplas facetas, a mulher.
    Procura assim desvendar o universo das relações interpessoais de uma forma singular. Entre rimas e imagens compostas de grande subjectividade, sensibilidade e um olhar diferenciado do quotidiano, cria uma imagem das relações contemporânea.

    Blog da poesia - http://armazenadamentepoetico.blogspot.com.br/
    Para adquirir o livro "Poemas de um amor rabiscado" - http://www.clubedeautores.com.br/book/1995--Poemas_de_um_amor_rabiscado
    E-books "Poemas de um amor rabiscado"
    http://issuu.com/flavcast/docs/livro_de_poemas_poemas_de_um_../1

    Armazenamento poético
    http://issuu.com/flavcast/docs/armazenadamente_poetico
    E.mail para contacto
    flavcast@gmail.com





    segunda-feira, 27 de agosto de 2012

    Jorge Amado (1912-2001)

    Jorge Amado nasce a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

    Em 1913 vai para Ilhéus, onde passa a infância. Faz os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começa a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.

    Publica seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931.
    Casa-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau.

    Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935.
    Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que faz sua longa viagem pela América Latina. Ao voltar, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.

    Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.

    Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu em Praga, onde nasceu a sua filha Paloma.

    De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis.

    A sua obra literária conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.

    Jorge Amado morre em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme seu desejo, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.

    A obra de Jorge Amado mereceu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se: Stalin da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989), Cino Del Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil, Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).

    Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina; além de ter sido feito Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, na Itália, na França, em Portugal e em Israel. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua última viagem a Paris, quando já estava doente.

    Jorge Amado sempre se orgulhou do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.


    Card de www.sandrartsempoesias.blogspot.com




    "Soneto do Amor impossível" , Jorge Amado
    A Andorinha sinhá
    A Andorinha sinhá
    Andorinha bateu asas
    e voou

    vida triste minha vida,
    não sei cantar nem voar,
    não tenho asas nem penas
    não sei soneto escrever.

    Muito amo a Andorinha,
    com ela quero casar.
    Mas a Andorinha não quer,

    Comigo casar não pode
    porque sou Gato Malhado,
    ai!)

    Amado, Jorge - Gato Malhado e Andorinha Sinhá: Uma História de Amor.


    sábado, 25 de agosto de 2012

    Quem é Sol da Noite?

    Sol da Noite, heterónimo de Vítor Viana.
    Nasceu no Porto, Portugal em 1960.
    Reconhece-se como cidadão do mundo e escreve poesia desde 1976, aquando do inicio das suas deambulações por diferentes países (de Gaia planeta que habita, e por onde vai planando...).
    As suas grandes paixões são viajar,fotografia e poesia. Nuclear como o afirma, ler.
    Gestor de empresas até 2008, aposentou-se para se dedicar à actividade de livreiro antiquário, actividade que exerce.
    Tem vários livros de poesia escritos, ainda sem titulo e por editar,  desconhecendo conforme afirma se alguma vez isso irá acontecer.
    Participou em varias tertulias literárias e fez parte do Bureau Surrealista do Porto na decada de 80.

    No Facebook têm o perfil "Poesia E Arte" e "Bibliothèque Du Valais", para além de administrar o Grupo Poético VOAR NA
    POESIA.




     











    ...e sombras;...que por gente se fazem passar, naquelas pedras gastas do tempo passado. Que já minhas foram, antes de partir.



     

    terça-feira, 21 de agosto de 2012

    Branca de Gonta Colaço (Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro Colaço) (1880-1945)

    Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro nasceu em Lisboa a 8 de Julho de 1880, filha do político e poeta Tomás Ribeiro e da poetisa inglesa Ann Charlotte Syder.
    Nascida numa das famílias mais ligadas à actividade intelectual da época, na sua juventude convive com nomes de relevo das letras e das artes portuguesas.
    Com apenas 18 anos de idade, casa em 1898 com o pintor e azulejista Jorge Rey Colaço, adoptando o nome de Branca de Gonta Colaço. (O apelido Gonta, na realidade um sobrenome, deriva de Parada de Gonta, a aldeia natal de seu pai.)
    Cedo revela imenso talento para as letras, iniciando-se como poetisa e como colaboradora de publicações literárias, contribuindo activamente para um grande número de jornais e revistas.
    Deixou colaboração dispersa por múltiplos peródicos, com destaque para os jornais O Dia, de José Augusto Moreira de Almeida, e O Talassa um periódico humorístico na altura dirigido pelo seu marido.
    Por iniciativa sua, a Academia das Ciências de Lisboa promove em 1918 uma homenagem a Maria Amália Vaz de Carvalho. Nessa ocasião distinguiu-se também como conferencista e recitalista.
    Poliglota, escrevendo correntemente em inglês, são-lhe pedidas pelas editoras váriadas traduções. sendo-lhe devidas algumas de grande mérito.
    A sua obra multifacetada abrange géneros tão diversos como a poesia, o drama e as memórias. Nela dá um valioso retrato das elites sociais e intelectuais portuguesas do seu tempo, com as quais conviveu e de que fez parte.
    Com uma obra reconhecida em Portugal e no Brasil, França e Espanha, foi distinguida por várias sociedades científicas e literárias portuguesas e estrangeiras. O Estado português agraciou-a com a Ordem de Santiago da Espada.
    Branca Colaço foi mãe do escritor Tomás Ribeiro Colaço e da escultora Ana de Gonta Colaço.

    Faleceu em Lisboa a 22 de Março de 1945.







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    Hora da sesta

    Sol posto… Hora de magoa e de saudade.
    Aza negra a encobrir da terra a fronte.
    Na penumbra que desce ao mar e ao monte,
    Ha presságios de ignota adversidade!

    Escuro e lento, o fumo da cidade,
    por sobre a faixa rubra do horizonte,
    como estendendo lutuosa ponte
    Cruza de norte a sul a imensidade…

    Tudo na sombra se confunde e irmana!...
    Assim no mundo acaba a vida humana
    do humano desconcerto entre os baldões…

    Assim ao cabo a treva tudo enlaça,
    e como fumo efêmero que passa
    vão passando no Tempo as gerações…

    Branca de Gonta Colaço

    segunda-feira, 20 de agosto de 2012

    FLORBELA ESPANCA (Flor Bela Lobo) (1894-1930)

    A 8 de Dezembro de 1894 nasce em Vila Viçosa, Florbela Espanca,tendo sido baptizada, como Flor Bela Lobo
    A 20 de Junho de 1895 foi registada como filha de Antónia da Conceição Lobo e de pai  incógnito.
    Passa a sua infância em Vila Viçosa começando em Outubro de 1899 a frequentar o ensino pré-primário, passando a assinar Flor d'Alma da Conceição Espanca (algumas vezes, opta por Flor, e outras, por Bela).
    Em Novembro de 1903, aos sete anos de idade, Florbela escreve a sua primeira poesia de que há conhecimento, «A Vida e a Morte», mostrando uma admirável precocidade e anunciando, desde já, a opção por temas que, mais tarde, virá a abordar de forma mais complexa. Ainda no mesmo ano, Florbela começa a escrever uma poesia sem título, o seu primeiro soneto.
    Conclui a instrução primária em Junho de 1906, entrando para o actual sexto ano de escolaridade em Outubro do mesmo ano.
    Em 1907, Florbela, aponta os primeiros sinais da sua doença, a neurastenia; além disso, escreve o seu primeiro conto, «Mamã!».
    Em 1908, Antónia Lobo, a mãe de Florbela morre vítima de neurose, após o que a família se desloca para Évora, para Florbela prosseguir os seus estudos no Liceu André Gouveia, com o chamado Curso Geral do Liceu, cuja sexta classe (próxima do 10º ano actual) completa em 1912.
    Em 1911, começa a namorar com Alberto Moutinho, mas acaba por se afastar deste, em virtude de uma nova paixão por José Marques, futuro director da Torre do Tombo.
    Em 1912 rompe com José Marques e  reata o namoro com Alberto Moutinho e, a 8 de Dezembro, uma vez emancipada, casa com ele, pelo civil, aos 19 anos.
    Em 1914, apesar de algumas dificuldades económicas, o casal muda-se para o Redondo, na Serra d'Ossa, onde abre um colégio e lecciona. Numa festa do colégio, Florbela recita, pela primeira vez, versos seus em público.
    Em 1915 Florbela inicia o seu caderno «Trocando Olhares» , que completa ao longo de cerca de um ano e meio.
    Em 1916, a revista «Modas e Bordados» publica o soneto «Crisântemos», cheio de alterações ao original, e Florbela torna-se amiga da directora e da sub-directora da revista, Júlia Alves, com quem, aliás, inicia correspondência. Alguns meses depois, torna-se colaboradora do jornal «Notícias de Évora», e desiste de um projecto intitulado «Alma de Portugal», um livro de acentuada carga patriótica, e que conteria as partes «Na Paz» e «Na Guerra».
    Em 1917, após ter regressado a Évora, Florbela completa o actual 11º ano do Curso Complementar de Letras, com catorze valores; apesar de querer seguir essa área, acaba por se inscrever, em Outubro, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o que a obriga a mudar-se para Lisboa, onde começa a contactar com a vida boémia.Durante esta sua permanência conhece Mathias Brahams, um aviador que com quem tem uma paixão incandescente.
    Na sequência de um aborto involuntário, em 1919, Florbela tem de se mudar para Quelfes, perto de Olhão, onde apresenta os primeiros sintomas sérios de neurose. Pouco depois, o seu casamento desfaz-se e Florbela decide ir para Lisboa prosseguir o curso, separando-se do marido, e passando a conhecer a rejeição da sociedade. Em Junho de 1919, depois de alguma correspondência trocada com Raul Proença, sai a lume o «Livro de Mágoas»; posteriormente, completa o terceiro ano de Direito.
    Em 1920 inicia «Claustro das Quimeras»; simultaneamente, passa a viver com António Guimarães, em Matosinhos, com quem se casa em 1921, após o primeiro divórcio.
    De volta a Lisboa, em 1923, Florbela vê publicado o «Livro de Soror Saudade» mas tem de se mudar rapidamente para Gonça, perto de Guimarães, para se tratar de um novo aborto. Assim, Florbela separa-se do marido, que pede o divórcio, oficializado em 1924; isso leva a que a família de Florbela não lhe fale durante dois anos, o que a abala muito.
    Em 1925, depois de se ter mudado para a casa de Mário Lage em Esmoriz, casa com ele, pelo civil e, depois, pela Igreja.
    Em 1927, enquanto Florbela traduz romances franceses para a Livraria Civilização no Porto (que publica oito trabalhos seus), e prepara «O Dominó Preto», o seu irmão falece, o que a torna uma mulher triste e desiludida e inspira «As Máscaras do Destino». Enquanto a relação com o marido se desgasta progressivamente, a neurose de Florbela agrava-se bastante; é neste período que, possivelmente, se apaixona pelo pianista Luís Maria Cabral, a quem dedica «Chopin» e «Tarde de Música»; talvez por isso, tenta suicidar-se.
    Em 1929, Florbela passa por Lisboa, onde lhe é recusada a participação no filme «Dança dos Paroxismos», de Jorge Brum do Canto, e segue para Évora, onde, em 1930, começa a escrever o seu «Diário do Último Ano». Passa, então a colaborar nas revistas «Portugal Feminino» e «Civilização», e trava conhecimento com Guido Battelli, que se oferece para publicar «Charneca em Flor». Já em Matosinhos, Florbela revê as provas do livro, depois da segunda tentativa de suicídio, em Outubro ou Novembro, período em que a neurose se torna insuportável e lhe é diagnosticado um edema pulmonar.
    A 8 de Dezembro, dia do nascimento e do primeiro casamento, Florbela suicida-se, cerca das duas horas, com dois frascos de Veronal.


    Card de Sandra Art www.artsempoesias.blogspot.com



    Ser Poeta
    
    Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
    Do que os homens! Morder como quem beija!
    É ser mendigo e dar como quem seja
    Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
    
    É ter de mil desejos o esplendor
    E não saber sequer que se deseja!
    É ter cá dentro um astro que flameja,
    É ter garras e asas de condor!
    
    É ter fome, é ter sede de Infinito!
    Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
    É condensar o mundo num só grito!
    
    E é amar-te, assim, perdidamente...
    É seres alma, e sangue, e vida em mim
    E dizê-lo cantando a toda a gente!
    
                                       Florbela Espanca
    

    sábado, 18 de agosto de 2012

    Quem é António Carlos Gomes?

    Nascido em Terras de Vera Cruz (Brasil), São Paulo.
    Começou a escrever aos 11 anos.
    Participou no 1º Grupo de Teatro do SESC.
    Doutorou-se em Medicina em Marilia.
    Enquanto se formava foi diretor artistico do GETAM Grupo Estudantil de Teatro Amador de Marilia, grupo que ainda hoje se encontra activo.
    Publicou o livro -OS ANTIPODAS - em parceria com Francisco Quirici, também estudante na mesma época.
    Enquanto exercia a sua actividade profissional continuou escrevendo e guardando o que escrevia, em pré-aposentadoria passa parte do seu tempo participando em grupos poéticos e publicando os seus trabalhos no seu blog www.tony-poeta.blogspot.com .